Breves

  1. Hay Carmo abre portas em Lisboa
  2. Ikea à venda na Amazon
  3. Realidade virtual ainda não convence
  4. Crise abala Lanvin
  5. Mercado plus-size em escalada
  6. Vans recruta Marc Jacobs

1. Hay Carmo abre portas em Lisboa

Abriu no início deste mês, no coração do Chiado, em Lisboa, o novo espaço Hay Carmo, uma store-in-store com um conceito de curadoria de marcas e produtos de moda e lifestyle, reunindo no mesmo espaço vestuário (incluindo beachwear), acessórios e calçado. A seleção é feita por Juliana Cavalcanti, a curadora e responsável criativa do espaço. 38 Graus, Aya, Carolina Curado, Cau, Cinco, Juliana Bezerra, Juu, Katty Xiomara, Maria Martinez, Melie Store, Minimalisbon, More, Moskkito, Mr. Boho, Peonia, Repto, Susana Bettencourt e Valónia Véras são as marcas que atualmente se encontram no espaço Hay Carmo. «Situada na Travessa do Carmo 1C, a Hay Carmo consegue estar no centro da cidade, no cosmopolita Chiado e simultaneamente num lugar calmo e recatado», pode ler-se no comunicado de apresentação da loja.

2. Ikea à venda na Amazon

Uma série de produtos da Ikea, incluindo iluminação, mobiliário e artigos para o lar, estão agora disponíveis para venda no marketplace da Amazon, com muitos, senão a maioria, dos produtos com entrega gratuita em dois dias para os membros Prime. Recentemente, um porta-voz da empresa sueca afirmou ao Retail Dive que a Ikea estava «curiosa» em relação a vendas através de terceiros e em «explorar novas áreas e reunir novas ideias sobre como alcançar e responder a cada vez mais pessoas». A empresa tardou a apostar no comércio eletrónico, facto que o antigo CEO da Ikea, Peter Agnefjall, tentou apresentar no ano passado como algo positivo, reconhecendo que a entrada tardia poderia permitir uma capacidade móvel mais rápida logo desde o arranque. Entretanto, a Ikea terá decidido acelerar o processo, vendendo os seus produtos no maior website de retalho do mundo. A retalhista, conhecida pelo seu mobiliário barato mas sofisticado, gere uma cadeia de 300 lojas em 27 países e fatura cerca de 36 mil milhões de dólares (aproximadamente 32 mil milhões de euros) em vendas anuais.

3. Realidade virtual ainda não convence

A China é líder mundial no que diz respeito a fazer compras em realidade virtual, com 93% dos consumidores inquiridos a ser muito pró-realidade virtual, de acordo com a gigante de pagamentos virtuais Worldpay. Embora o Reino Unido seja o maior mercado mundial de comércio eletrónico, a ideia de pagamentos em realidade virtual não parece estar a ter impacto no país, com apenas 35% dos inquiridos ingleses a colocarem a realidade virtual nas suas listas de desejos. A Holanda, com 30%, é o mercado menos focado em pagamentos em realidade virtual entre os países inquiridos – Austrália, Brasil, China, Alemanha, Japão, Holanda, Reino Unido e EUA. Os consumidores têm elevadas expectativas para a realidade virtual e realidade aumentada, com 55% dos inquiridos a concordarem que a tecnologia vai em breve tornar-se tão popular quanto os smartphones. Cerca de 33% dos inquiridos acreditam que a realidade virtual e a realidade aumentada vão ser regularmente usadas por todos mas 20% pensa que, embora vá ser usada por indústrias específicas (como as viagens e design), não irá tornar-se comum. Apenas 3% considera que a tecnologia vai em breve tornar-se ultrapassada ou não ser usada de todo. O custo (para 61%) é a maior barreira para os consumidores adquirirem um dispositivo de realidade virtual ou realidade aumentada, seguida de preocupações com a segurança no armazenamento dos detalhes de pagamento (42%) num mundo virtual. As preocupações com comportamentos antissociais e embaraços em público enquanto se usa a tecnologia são também fatores apontados. Os alemães, mais do que qualquer outro público, acreditam que a vida real é melhor do que um mundo de realidade virtual ou aumentada (80%), em comparação com a média de 70%. Mais de metade dos consumidores britânicos (56%) está convicto de que a realidade virtual vai aumentar o comportamento antissocial, em comparação com a média de 49% dos inquiridos. E 40% dos consumidores holandeses inquiridos revelaram estar preocupados em parecerem ridículos quando usarem os dispositivos. Os consumidores no Brasil (29%), China (30%) e Japão (33%) foram os que menos se mostraram embaraçados com a utilização de realidade virtual.

4. Crise abala Lanvin

A crise que se abateu sobre a marca de moda mais antiga de França, a Lanvin, tem vindo a agravar-se, com quebras nas vendas, maiores perdas e a equipa preocupada com uma estratégia focada no corte de custos, segundo avançou a agência noticiosa Reuters. Fundada em 1889, a Lanvin é uma das últimas marcas de moda independentes de França, numa indústria dominada por conglomerados de luxo, como os grupos LVMH e Kering. A casa de moda tem vindo a sentir dificuldades desde a saída do diretor criativo Alber Elbaz, considerado a força-motriz da marca. A designer Bouchra Jarrar, no papel de diretora criativa desde março de 2016, apostou numa estética mais minimalista e até com notas de masculinidade centrada na alfaiataria, muito diferente das silhuetas muitas vezes ultra-femininas propostas por Elbaz. Segundo algumas fontes, a nova abordagem não conseguiu convencer as clientes. «A primeira coleção foi muito mal recebida e a segunda não foi diferente», afirmou um funcionário que preferiu manter o anonimato, uma vez que a empresa não publica resultados. Outra fonte referiu que as vendas caíram 23% no ano passado, para os 162 milhões de euros. No seu pico, em 2012, a marca faturou 235 milhões de euros. Segundo a mesma fonte, as vendas da Lanvin caíram 32% nos dois primeiros meses de 2017, em contraste com as boas performances das rivais do luxo, como a Louis Vuitton e a Gucci. Como consequência, a Lanvin terá registado perdas líquidas de 18,3 milhões de euros no ano passado. Prevê-se que, este ano, as perdas alcancem os 27 milhões de euros.

5. Mercado plus-size em escalada

Em 2017, cerca de 20% do consumo em vestuário de senhora no Reino Unido será realizado em gamas de tamanhos grandes, representando uma enorme oportunidade num mercado de vestuário exigente, de acordo com a empresa de pesquisa e consultoria GlobalData. O consumo de tamanhos grandes aumentou 800 milhões de libras (903,5 milhões de euros) desde 2012, impelido por mais lançamentos por parte de marcas de moda, uma oferta maior e mais acessibilidade online, aponta o estudo. Com os consumidores plus-size a esperarem agora a chegada de novos coordenados às lojas na mesma frequência que outros tamanhos, as suas expectativas de moda aumentaram, assim como a vontade de comprar e gastar mais. O mercado está ainda a ser impulsionado pelo aumento dos níveis de obesidade, com mais retalhistas a reconhecerem que mulheres de todas as idades que usam tamanhos grandes estavam anteriormente mal servidas pelo sector da moda. Kate Ormrod, analista-chefe na empresa de pesquisa de mercado, afirma que «com uma maior disponibilidade e escolha, os consumidores plus-size estão mais bem servidos do que nunca. O investimento geral em gamas colocou-os a par das propostas gerais de vestuário de senhora em termos de novidades regulares e estilo, e está a ajudar a aumentar a frequência de compra e, como tal, o consumo». No entanto, Ormord sublinha que os retalhistas têm de se certificar que há um envolvimento com os consumidores e que refletem as suas prioridades, sobretudo os que se direcionam para consumidores mais jovens. «Com diferentes tipos de corpo a serem agora mais aceites em termos sociais e, até, celebrados, os players da moda jovem têm de se assegurar que estão a mostrar gamas em modelos de tamanhos grandes no seu conteúdo editorial e na sua atividade nas redes sociais, e a recolher o poder dos bloggers plus-size para aumentar a sua notoriedade. Ao fazerem isso, os retalhistas vão aumentar o envolvimento dos consumidores e manterem-se no topo da sua mente por entre o aumento da concorrência», conclui a analista-chefe da GlobalData.

6. Vans recruta Marc Jacobs

A marca altamente familiarizada com colaborações volta a surpreender nesta primavera, desvendando uma colaboração com um dos nomes mais conhecidos da indústria. Marc Jacobs aceitou o desafio de transformar o modelo slip-on da icónica marca de calçado desportivo inspirada pela cultura skater. O traço distintivo desta colaboração é o seu alto nível de customização, que chega a descaracterizar os pares e deixa a silhueta das Vans irreconhecível pela adição de bordados, lantejoulas, denim em camadas ou mesmo pintura.