Breves

  1. Grupo Kyaia dá passos na cortiça
  2. Retalho japonês melhora em abril
  3. Adidas teme terrorismo
  4. Americanos preferem retalhistas estrangeiros
  5. EWM lança lojas Days com a marca Jaeger
  6. Fatos de banho vermelhos lideram pesquisas

1. Grupo Kyaia dá passos na cortiça

A Ecochic, startup criada por Pedro Abrantes com a Amorim Cork Ventures e detentora da primeira marca de flip-flops de cortiça do mundo – Asportuguesas –, conta a partir de agora com um importante investimento do grupo de calçado Kyaia. Considerando o know-how do grupo Kyaia em matéria de produção, logística e rede de distribuição, esta aliança irá certamente impulsionar o crescimento internacional da marca. Já no âmbito desta parceria, a coleção de 2018 d’Asportuguesas, que chegará ao mercado no final do ano, está a ser trabalhada em estreita colaboração com os dois grupos empresariais, estando simultaneamente a ser analisada a entrada em novos mercados, nomeadamente no Reino Unido e nos EUA, principais países de exportação do grupo Kyaia. Segundo Fortunato Frederico, presidente do grupo Kyaia, «Asportuguesas trazem consigo um novo conceito de flip-flops pelo que, perante a oportunidade de nos tornarmos sócios deste projeto, não hesitamos em avançar com a parceria». Já Pedro Abrantes, CEO da Ecochic, refere que «depois do apoio da Corticeira Amorim, cujas valências de I&D foram fundamentais para a maturidade alcançada em termos de desenvolvimento de produto, o apoio do grupo Kyaia acelerará agora o processo de crescimento internacional d’Asportuguesas, que beneficiará do vasto know-how e da rede comercial deste parceiro».

2. Retalho japonês melhora em abril

As vendas a retalho no Japão aumentaram 3,2% em abril, o sexto mês consecutivo de aumento, de acordo com os dados do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Em termos mensais, as vendas a retalho subiram 1,4%. Contudo, o crescimento foi impulsionado por um aumento de 11,9% das vendas de combustíveis provocado por uma subida dos preços, enquanto as vendas de veículos automóveis aumentaram 6%. As vendas em grandes armazéns, contudo, desceram 0,4% em abril, devido a uma menor procura por vestuário. Já as vendas em supermercados aumentaram 1,3%, devido a uma subida nas vendas de produtos alimentares, e as vendas em lojas de conveniência aumentaram 3,3%. As vendas combinadas em retalhistas e grossistas subiram 1,5%. O consumo, contudo, baixou em abril em comparação com o ano anterior, representando o 14.º mês consecutivo de declínio. Em média, as famílias japonesas com dois ou mais membros gastaram 295.929 ienes (cerca de 2.391 euros), menos 1,4% em termos anuais, segundo os dados do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicação. O consumo aumentou 0,5% em comparação com março. O rendimento médio das famílias caiu 2,2%, para 472.047 ienes em termos reais, o que representa uma descida pelo segundo mês consecutivo. O consumo privado «continua fraco», à medida que as famílias fecham as carteiras, indicou um responsável do ministério. No entanto, o consumo em vestuário e calçado subiu 1,7% em abril, impulsionado por melhores condições meteorológicas.

3. Adidas teme terrorismo

O CEO da Adidas afirmou esta semana, em declarações à CNBC, que os ataques terroristas na Europa estão a ter impacto no comportamento de compras dos consumidores do Velho Continente. Kasper Rorsted notou que, embora a empresa tenha superado o sector do retalho e conseguido diminuir a tendência global de queda, os números atuais da Adidas refletem a preocupação dos consumidores europeus. A incerteza sobre as eleições britânicas, o Brexit e as eleições alemãs estão também a pesar no comportamento dos consumidores. «Estamos a conhecer um sentimento bastante conservador do consumidor, o que também está a afetar os gastos», reforçou Rorsted. «Não estamos a ter uma recuperação do otimismo e os ataques terroristas recentes estão claramente a marcar os consumidores». O esfriar das relações germano-americanas é outro dos ventos contrários. Ainda assim, o CEO destacou a importância da ligação da Europa com os EUA. «Penso que a maioria dos europeus se sente emocionalmente muito ligado aos EUA. Acho que, emocionalmente, este é um período muito difícil», concluiu.

4. Americanos preferem retalhistas estrangeiros

São cada vez mais os consumidores norte-americanos que, face à oferta doméstica, preferem comprar artigos a retalhistas internacionais nos marketplaces. Para competir com os preços mais baixos, as marcas norte-americanas estão a intensificar os esforços de personalização, de acordo com o relatório anual “UPS: Pulse of the Online Shopper”. O relatório teve por base uma pesquisa com 5.000 clientes online nos EUA. A maioria dos consumidores norte-americanos (97%) já fez compras em marketplaces este ano – 12% acima de 2016 – e 81% afirmaram que o preço foi o fator mais importante na procura e seleção de produtos online. Entre os entrevistados que compraram a um retalhista internacional (47%), 43% foram impulsionados por preços mais baixos e 36% queriam produtos exclusivos não disponíveis nos retalhistas norte-americanos. Nos marketplaces, os retalhistas internacionais preferidos dos consumidores norte-americanos inquiridos estavam sediados na China (61%), Reino Unido (23%), Canadá (15%) e Japão (14%). As principais análises que os clientes online fazem ao comprar de retalhistas internacionais incluem: a indicação clara do custo total da encomenda (77%); a indicação de todos os preços na moeda do cliente (76%); facto de o retalhista ser respeitável (74 %) e, por último, a velocidade razoável da entrega (66%). «As linhas que separam retalhistas domésticos e internacionais continuam a esbater-se nos marketplaces», explicou Alan Gershenhorn, diretor comercial da empresa de entregas UPS. «Os retalhistas estão a competir à escala global. Para ganhar, podem distinguir-se proporcionando valor através de experiências personalizadas», acrescentou.

5. EWM lança lojas Days com a marca Jaeger

A Edinburgh Woollen Mill (EWM) planeia lançar uma cadeia de 50 grandes armazéns no Reino Unido. A empresa, que finalmente confirmou a aquisição da Jaeger – uma aquisição mantida em segredo vários meses e que gerou uma polémica que envolveu os fornecedores da marca, incluindo a portuguesa Calvelex (ver Calvelex questiona negócio da Jaeger) – abriu a primeira loja Days em Carmarthen, no Sul de Gales, no final de maio e deverá abrir mais três até ao final do ano. A primeira loja Days alberga as marcas da Edinburgh Woollen Mill, que incluem a Austin Reed, Peacocks, Jane Norman, Country Casuals e Jaeger. Philip Day, o bilionário que detém a Edinburgh Woollen Mill e comprou a Jaeger, afirmou ao Sunday Times que espera recuperar mais marcas em dificuldades este ano, numa altura em que a queda da libra esterlina afeta a high street. «Às vezes, surgem muitas coisas ao mesmo tempo e penso que 2017 será um desses anos», afirmou Day. Um porta-voz da Days afirmou que «ao longo da última década, a Edinburgh Woollen Mill construiu um portefólio de excelentes marcas britânicas e acreditamos que juntá-las com parceiros cuidadosamente selecionados vai gerar uma experiência de compra entusiasmante e agradável para todos».

6. Fatos de banho vermelhos lideram pesquisas

Novos dados do motor de busca de moda Lyst revelam um aumento sustentado na procura de swimwear, a que os retalhistas estão a responder com uma maior disponibilidade de produtos. O Lyst indicou que as pesquisas por “fato de banho vermelho” aumentaram 97% ao longo dos últimos seis meses e alguém pesquisou por uma peça única com perna alta a cada cinco minutos. A Marysia Swim é a marca de swimwear mais procurada, com as pesquisas a aumentarem até 130% em termos anuais. Mas a empresa afirmou que os consumidores claramente consideram que as pesquisas de swimwear são menos fáceis do que de outros produtos. No verão passado, os consumidores gastaram três vezes mais tempo a pesquisar swimwear do que outras categorias de produto. Um consumidor médio interage com cinco biquínis numa sessão e vai regressar para clicar num fato de banho quatro vezes antes da aquisição. No entanto, esta pesquisa mais intensiva não traz necessariamente os resultados certos. O swimwear é ainda um dos artigos de vestuário mais devolvidos após a compra online, com 45% dos fatos de banho comprados para este verão a já terem sido devolvidos.