Breves

  1. PDM e PLM em webinar da myPartner
  2. Bélissima abre novo espaço
  3. Zippy à conquista do Dubai
  4. Ralph Lauren em queda livre
  5. Luxo chegou ao WeChat na China
  6. Michael Kors fecha mais de 100 lojas

1. PDM e PLM em webinar da myPartner

No próximo dia 7 de junho, entre as 10 e as 11 horas, a myPartner promove o webinar “Processos de criação PDM e PLM no Sector da Moda”. O workshop online tem como objetivo demonstrar de que forma o software de gestão Dynamics NAV Fashion pode ajudar a otimizar os processos de criação e gestão de produtos, aplicável tanto às empresas que têm marca própria como àquelas que trabalham em private label. O webinar é gratuito mas está sujeito a inscrição prévia, que pode ser realizada aqui.

2. Bélissima abre novo espaço

A rede de concept stores Bélissima prepara-se para inaugurar um novo espaço, no dia 3 de junho, na Maia. Na nova Béllissima, os clientes poderão conhecer em primeira mão o novo conceito de loja – “Blackstage”. De acordo com a informação divulgada em comunicado, o novo layout «oferece um estilo mais “urban”, quer nos artigos de venda ao público, quer na imagem da loja», contemplando uma mistura de artigos para mulher e homem, divididos por dois espaços completamente distintos. A empresa portuguesa detém várias lojas, espalhadas pelo território nacional, sendo que o negócio se tem pautado por um «crescimento contínuo». Ainda para 2017 está programada a abertura de lojas nas cidades de Lisboa, Coimbra, Viseu e no grande Porto. O portefólio da Bélissima apresenta «uma vasta gama de opções, em perfeita consonância com as últimas tendências da moda internacional», totalizando cerca de 8.000 unidades disponibilizadas diariamente em loja, a preços acessíveis e para uma mulher «moderna e cosmopolita».

3. Zippy à conquista do Dubai

Esta semana, a Zippy reforçou a sua presença internacional com a abertura de duas lojas no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O dois novos espaços reforçam a aposta da marca no Médio Oriente, onde conta já com uma rede de mais de 30 lojas. Uma das novas lojas da marca de moda infantil portuguesa está localizada no Dubai Mall, o maior centro comercial do mundo. O embaixador de Portugal nos Emirados Árabes Unidos, Joaquim Moreira de Lemos, foi uma das personalidades a marcar presença na inauguração da loja. Com 600 metros quadrados, esta é a primeira flagship store internacional da Zippy. A outra loja Zippy está localizada no Dubai Marina Mall e conta com uma área de vendas de 257 metros quadrados. Os dois novos espaços oferecem uma ampla gama de produtos para criança, dos 0 aos 14 anos, contemplando vestuário, calçado, interiores e puericultura. «A abertura de uma flagship Zippy no Dubai Mall é um importante marco na história de crescimento da Zippy, dado ser um centro comercial de referência a nível internacional. Esta abertura reforça a nossa aposta na expansão internacional, onde já temos um volume de vendas superior ao mercado de origem, Portugal», afirmou Joana Ribeiro da Silva, administradora da Sonae Sports & Fashion e da Zippy. Segundo a marca, as duas novas aberturas cumprem um dos eixos estratégicos da Zippy, de apostar em mercados maduros mas também em mercados emergentes com grande potencial de expansão e vincam a presença da marca na região do Médio Oriente, que passa a contar com 35 lojas repartidas entre Arábia Saudita, Turquia, Líbano, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

4. Ralph Lauren em queda livre

A Ralph Lauren anunciou a sua 9.ª queda nas vendas trimestrais das lojas, explicada pela quebra no tráfego, fazendo com que as ações da empresa baixassem 3% para níveis apenas vistos durante a recessão financeira. A empresa revelou ainda que espera que as vendas continuem a descer no trimestre atual. As vendas em loja diminuíram 12% no trimestre, falhando largamente as expectativas dos analistas de um declínio de 6,5%. Estes resultados contribuíram para uma queda de 16,3% nas vendas globais, para 1,57 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,40 mil milhões de euros). A Ralph Lauren, tal como algumas das suas arquirrivais, tem enfrentado quedas nas vendas devido ao corte dos consumidores nos gastos com vestuário e acessórios. As margens da empresa ressentiram-se à medida que a concorrência na indústria se intensificou. Numa tentativa de dar a volta ao negócio, a Ralph Lauren fez grandes mudanças na sua administração. Contratou a executiva da P&G, Patrice Louvet, para CEO, depois do seu antecessor ter colocado o cargo à disposição. «A Ralph Lauren está a tentar recuperar há muito tempo. Já há mais de dois anos», afirmou Neil Saunders, diretor da GlobalData Retail. «Existe uma falta de confiança entre os investidores de que a empresa poderá aproveitar todas as iniciativas que tem referido», explicou. A empresa tem tentado reduzir os custos cortando postos de trabalho e encerrando lojas. Como resultado desses esforços, as despesas de vendas, gerais e administrativas caíram cerca de 15% no quarto trimestre encerrado a 1 de abril. A Ralph Lauren retirou ainda os seus stocks dos parceiros grossistas, baixou as vendas no canal off-price e participou de menos períodos promocionais. As ações de redução de custos ajudaram a empresa a registar um lucro ajustado de 89 centavos de dólar por ação, que superou as expectativas dos analistas em 11 centavos. A Ralph Lauren espera que, no trimestre corrente, a receita líquida desça para dois dígitos baixos. As margens brutas, numa base ajustada, aumentaram 90 pontos base, para 55,4%.

5. Luxo chegou ao WeChat na China

São cada vez mais as marcas de luxo internacionais a tentar vender através da app chinesa WeChat, segundo o Wall Street Journal. A Burberry, Cie, Cartier e IWC Schaffhausen estão entre as empresas rendidas à app, na qual já têm as suas lojas digitais. A Longchamp começou a vender bolsas e vestuário no WeChat e as marcas Moët Hennessy, Louis Vuitton, Givenchy e Dior do conglomerado de luxo francês LVMH estão a testar o conceito através de vendas flash, de acordo com o jornal. A maioria dos consumidores na China usa a aplicação de mensagens WeChat, administrada pelo conglomerado chinês Tencent Holdings, como plataforma de interação com marcas e comunicação, e os executivos do luxo estão a tentar aproveitar isso em seu favor. Embora o comércio eletrónico através de bots móveis ainda não tenha atingido os EUA, a WeChat adiantou recentemente que está pronta para conquistar a América do Norte com uma nova parceria que configurará a infraestrutura de pagamentos móveis para aceitar o serviço WeChat Pay na região. Como primeiro parceiro de pagamentos da WeChat na América do Norte, a Citcon (plataforma de pagamento e marketing móvel que liga comerciantes globais a consumidores chineses) permitirá que milhões de empresas aceitem o WeChat Pay, um dos métodos de pagamento móvel mais populares na China.

6. Michael Kors fecha mais de 100 lojas

A Michael Kors anunciou na quarta-feira o enceramento de 100 a 125 lojas nos próximos dois anos, a fim de melhorar a rentabilidade da rede de retalho. Também na quarta-feira, a empresa de vestuário e acessórios revelou que a receita do quarto trimestre caiu 11,2%, para os 1,06 mil milhões de dólares (aproximadamente 946 milhões de euros). As vendas em loja no trimestre desceram 14,1% falhando as estimativas da Consensus Metrix, citada pela Reuters, de uma queda de 13,4%. No quarto trimestre, as vendas diretas ao consumidor, incluindo o comércio eletrónico, baixaram 13,6% ou 14,1% em moeda constante, referiu a empresa. As vendas líquidas no retalho grossista diminuíram 22,8%, para os 456,1 milhões de dólares no mesmo período, enquanto a receita de licenciamento baixou 6,2%, para os 33,4 milhões de dólares. A empresa registou uma perda líquida trimestral de 26,8 milhões de dólares, ou 17 centavos por ação, comparativamente ao lucro líquido de 177 milhões, ou 98 centavos por ação, em igual período do ano anterior. No comunicado divulgado na quarta-feira, o CEO John D. Idol, como tantos outros executivos nos últimos trimestres, apontou o ambiente de retalho desafiante e a pressão contínua dos descontos. Idol admitiu também que a «experiência de produto e loja Michael Kors não envolveu ou excitou os consumidores» e advertiu que o ano fiscal de 2018 será de transição. Para esse período, a empresa prevê uma receita de 4,25 mil milhões de dólares. Não obstante, a queda no retalho grossista é compreensível, considerando que a Michael Kors, tal como a Coach e outras marcas de luxo acessível, reduziu as vendas nos grandes armazéns num esforço para combater o ambiente promocional daqueles espaços. Para os analistas, a marca está a ressentir a sua antiga vontade de expandir a rede de lojas e comercializar os produtos com descontos.