Breves

  1. Lenzing lança EcoVero
  2. Gaia celebra design nacional
  3. Consumidores preferem email
  4. Vestuário faz sofrer Marks & Spencer
  5. As silhuetas deste verão
  6. Vivobarefoot cria sapatos de algas

1. Lenzing lança EcoVero

A produtora austríaca de fibras celulósicas Lenzing lança, este outono, uma nova marca de fibras de viscose amiga do ambiente. A nova marca, batizada EcoVero, usará fontes de madeira sustentáveis (certificadas FSC ou PEFC) e será produzida através de um processo que, segundo a empresa, gerará impactos significativamente mais baixos de consumo de água e de emissões de carbono do que a viscose convencional. Enquanto isso, um sistema produtivo especial concederá à Lenzing a total transparência da sua cadeia de aprovisionamento, identificando as fibras EcoVero no produto final. «Com esta tecnologia de identificação especial para fibras EcoVero estamos a apoiar a tendência na indústria da moda de uma maior transparência», explica Robert van de Kerkhof, diretor comercial da Lenzing. «É cada vez mais importante saber de onde vêm os produtos e qual o caminho que percorreram», acrescenta. As unidades de produção de viscose da Lenzing, onde as suas fibras EcoVero serão produzidas, cumprem as rigorosas diretrizes do Rótulo Ecológico da União Europeia. Além disso, o seu principal centro ed produção de viscose na Áustria utiliza uma quantidade significativa de bioenergia renovável no processo produtivo.

2. Gaia celebra design nacional

A 1.ª edição do Douro Marina Design Market vai reunir em Vila Nova de Gaia, nos próximos dias 27 e 28 de maio, design, moda, decoração e acessórios. A par de marcas nacionais como Maria Mostarda e Zezling, no vestuário, e Stones Company e Missy M, nos acessórios, a edição inaugural do mercado urbano vai contar com um showroom da jovem designer Inês Torcato, um dos nomes promissores do espaço Bloom do Portugal Fashion dedicado ao talento emergente. No dia 27, pelas 16h, Inês Torcato inaugura, com cocktail de abertura, uma exposição com a coleção de outono-inverno 2017/2018, imagens de editorial e a nova linha de calçado. O Douro Marina Design Market terá ainda a sua banda sonora assegurada pelo DJ set de Nuno Nobre.

3. Consumidores preferem email

De acordo com o relatório “2017 Generational Marketing Insights Survey” da Campaigner, apenas menos de um quarto (24%) dos consumidores online utiliza as redes sociais como canal para interagir com as marcas e nem todas as redes sociais têm igual relevância. Por exemplo, apenas 5% dos entrevistados usam o Snapchat como plataforma para se conectarem com as suas marcas favoritas. O Pinterest e o Instagram ficam empatados no segundo lugar, com 18% cada. Mais de metade (54%) dos consumidores usa o Facebook para seguir as marcas. Apenas 3% utilizam o Twitter para esta finalidade. Em contraste com as redes sociais, o email continua a ser o canal de marketing mais eficiente. Com efeito, o email é uma das plataformas preferidas de marketing digital junto dos consumidores para a interação com as marcas (44%), sendo que 75% dos consumidores online «muito provavelmente» abrem os e-mails que recebem das marcas na sua caixa de correio. No entanto, quando se trata deste meio, há mais reclamações. 49% dos consumidores afirmam receber demasiadas mensagens de marketing. A maioria (29%) prefere receber notícias de uma marca aproximadamente uma vez por mês, enquanto apenas 11% preferem receber mensagens da marca mais do que uma vez por semana. «Os resultados sinalizam que, atualmente, os consumidores esperam e apreciam mensagens de email das suas marcas favoritas», observa EJ McGowan, diretor-geral da Campaigner. Os millennials são a geração que mais se envolve através dos emails de marketing. Quase um quarto (22%) afirma que «muito provavelmente» abrirá um email de uma marca.

4. Vestuário faz sofrer Marks & Spencer

O grupo de retalho britânico Marks & Spencer (M&S) afirmou recentemente que ainda «há muito a fazer», depois de ter sido divulgado que os lucros caíram quase dois terços no ano passado devido a custos de reestruturação, enquanto as vendas de vestuário continuaram a trajetória descendente. No ano terminado a 1 de abril, os lucros antes de impostos baixaram 63,9%, para 176,4 milhões de libras (aproximadamente 204,4 milhões de euros), face aos 488,8 milhões do ano anterior. As vendas de vestuário e de artigos para o lar diminuíram 2,8% ao longo do ano devido a uma redução nas promoções e liquidações, com as vendas comparáveis a caírem 3,4%. A margem bruta melhorou em 105 pontos base. As vendas totais subiram 0,6%, para os 10,62 mil milhões de libras. No ano passado, a M&S teve encargos na ordem dos 437 milhões de libras, incluindo 132,5 milhões de libras em encerramentos de lojas e 156 milhões de libras em alterações de salários e pensões. Como parte da sua revisão estratégica, a M&S adotou um plano de encerramento de lojas e investiu em renovar a sua linha de vestuário e em baixar os preços. Isso envolveu uma paleta de cores mais consistente, fitting melhorado, reduções de preços na ordem dos 18% e 10% menos linhas. «No ano passado delineámos um plano abrangente para construir fortes bases para o futuro», reconheceu o CEO Steve Rowe. «Ainda que haja muito a fazer, estou satisfeito com o nosso progresso e continuamos no caminho certo», admitiu. Já Honor Strachan, analista de retalho da GlobalData, considerou que a redução nas opções de vestuário possibilitou uma proposta mais limpa, mais simples e que o produto M&S tem agora preços muito competitivo e em linha com as práticas da Zara.

5. As silhuetas deste verão

Os vestidos são, ano após ano, a peça favorita do verão. Compridos, curtos ou midi, para o dia-a-dia ou para um evento especial, esta peça oferece um look completo e feminino, podendo oscilar entre o chique, o casual e o trendy. Ainda assim, há silhuetas impossíveis de contornar. O vestido envelope, popularizado por Diane von Furstenberg, é um dos modelos intemporais e mantém a relevância ano após ano. A ele junta-se o vestido de um só ombro, muito popular este verão, mas já um clássico no guarda-roupa feminino. A silhueta do kaftan e do sleep dress (vestido-lingerie de alças finas) também vão mantendo a sua força nos coordenados femininos. Os vestidos com folhos, sejam eles na lateral ou nas mangas, são também um bom investimento. Por último, os vestidos monocromáticos de comprimento midi nunca perdem o seu apelo, podendo ser usados em diferentes ambientes com a ajuda do calçado e dos acessórios.

6. Vivobarefoot cria sapatos de algas

A fabricante de calçado Vivobarefoot, com sede em Londres, estabeleceu uma parceria com a produtora de materiais de performance Bloom para desenvolver o que ambas defendem ser o primeiro par de sapatos obtido a partir de biomassa de algas. A colaboração da Vivobarefoot com a Bloom pretende usar algas colhidas de fontes de água doce em todo o mundo para produzir, pela primeira vez, espumas EVA (etileno-acetato de vinila) a partir de um combustível não-fóssil, uma inovação que as empresas apresentam como a forma de «limpar a indústria global de calçado». As espumas EVA feitas a partir de algas são depois usadas na linha de calçado Ultra da Vivobarefoot. Fundada em 2015, e com sede em Meridian, no estado norte-americano do Mississippi, a Bloom alega ter desenvolvido a primeira alternativa sustentável às espumas sintéticas e petroquímicas prevalentes no mercado. «O nosso objetivo é entregar materiais de performance da forma mais ambientalmente responsável», revelou Mike Van Drunen, CEO da Bloom. A linha Ultra vai estar disponível para compra online a partir de julho.