Breves

  1. Índia aumenta área de cultivo de algodão
  2. Irlanda é o país em melhor forma física
  3. London Collections Men já tem calendário
  4. Abercrombie & Fitch aberta a propostas de compra
  5. Mulheres veem-se 10 anos mais novas
  6. Dior levou coleção Cruise para Los Angeles

1. Índia aumenta área de cultivo de algodão

A plantação de algodão na Índia, a maior produtora da fibra, deverá aumentar 15% na época 2017/2018 para o valor máximo em três anos, o que deverá aumentar a produção e as exportações de algodão. «Este ano os agricultores receberam preços mais altos, por isso estão a aumentar a área de algodão. Esperamos um aumento de cerca de 15%», afirmou Mekala Chockalingam, presidente do conselho de administração da empresa estatal Cotton Corporation of India, a maior compradora de algodão do país. Os preços do algodão na Índia subiram 19% em comparação com o ano anterior, para 41.300 rupias (cerca de 580 euros) por um “candy” (a medida tradicional de massa na Índia), equivalente a 356 quilos. Um aumento de 15% na área de produção elevará a plantação de algodão da Índia para 12,08 milhões de hectares no ano comercial que começa a 1 de outubro, e representará a maior área desde o ano 2014/2015. No atual ano comercial, a área de cultivo ficou reduzida a 10,5 milhões de hectares, o valor mais baixo dos últimos sete anos. «Perdemos área nos últimos anos. Vamos recuperar essa área perdida desde que as monções decorram dentro do normal», acredita Nayan Mirani, presidente da Cotton Association of India. A Índia, que compete com o Brasil, os EUA e países africanos no mercado mundial, deverá ter produzido 35,1 milhões de fardos (cada fardo corresponde a 170 quilos) em 2016/2017, um aumento de 3,8% em comparação com o ano anterior, segundo o Cotton Advisory Board. Paquistão, Bangladesh, China e Vietname são os principais compradores de algodão indiano. Contudo, nos últimos meses as fábricas têxteis indianas têm importado de forma agressiva algodão devido à valorização da rupia, O país deverá importar um valor recorde de 3 milhões de fardos este ano.

2. Irlanda é o país em melhor forma física

A Fitbit, líder do mercado de wearables, fez uma lista dos países mais em forma em termos mundiais, assim como das cidades mais em forma dos EUA. Embora não tenha carácter científico (uma vez que só tem em conta as pessoas que têm um dispositivo Fitbit), a lista permite ter uma ideia de como a boa forma física se tornou importante para a população mundial, já que a empresa vendeu 63 milhões de dispositivos em 65 países e tem 50 milhões de utilizadores. Segundo a Fitbit, o país mais em forma é a Irlanda, seguida do Reino Unido, Suécia, Holanda, Suíça, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Alemanha e Nova Zelândia. O país de origem da Fitbit, os EUA, surge na 28.ª posição. As cidades mais em forma nos EUA são Duluth, no Minnesota, Appleton e Eau Claire, no Wisconsin, Boulder, no Colorado, e Bellingham, em Washington. Os principais centros urbanos, incluindo Los Angeles, Nova Iorque e Chicago, não fazem parte sequer do top 30. Os rankings foram construídos com base em dados agregados e anónimos de mais de 20 milhões de utilizadores do Fitbit e tiveram em conta uma série de comportamentos, incluindo número de passos diário, minutos ativos, objetivos cumpridos de lembretes para se mover, ritmo cardíaco em repouso e duração do sono. Os dados mostram ainda que os espanhóis dão mais passos por dia, com uma média de 9.023. O Reino Unido é o país onde os utilizadores de fitbit têm mais horas de sono, com uma média de 7h15m. Espanha, Suécia, Hong Kong, Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, Holanda, Irlanda e Japão excederam as recomendações da Organização Mundial de Saúde de uma média de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana, com entre 27,9 e 22,3 minutos ativos por dia. A lista dos 10 países que são mais ativos durante o dia é composta por Suíça, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Áustria e Suécia.

3. London Collections Men já tem calendário

Londres dará o pontapé de saída para a mostra das coleções de moda masculina para a primavera-verão de 2018, com a London Collections Men a arrancar a 9 de junho. Durante o evento de quatro dias, marcas de pronto-a-vestir como a Barbour International, Songzio, Chalayan, Craig Green, Vivienne Westwood e Belstaff, vão mostrar as coleções para a estação estival do próximo ano. Estão ainda programados vários desfiles que irão não só mostrar as propostas para homem mas também as primeiras alternativas para senhora. Berthold, Edward Crutchley, Nigel Cabourn, Private White V.C., John Smedley, Blood Brother, John Lawrence Sullivan, Maison Mihara Yasuhiro, Christopher Raeburn, Bobby Abley, Belstaff e Vivienne Westwood vão desfilar coordenados de homem e senhora, com algumas destas a colocarem as peças à venda imediatamente após o evento.

4. Abercrombie & Fitch aberta a propostas de compra

A retalhista americana Abercrombie & Fitch está a trabalhar com um banco de investimento para recolher manifestações de interesse de outros retalhistas, segundo avançaram diferentes fontes à Reuters. A Abercrombie contratou o banco de investimento Perella Weinberg Partners para tratar de ofertas de compra, indicaram duas fontes, que pediram anonimato. Não há qualquer certeza sobre se irá acontecer algum negócio, acrescentaram as fontes. A retalhista continua a tentar dar a volta ao negócio, estando a tentar direcionar-se para uma faixa etária ligeiramente mais velha do que anteriormente. O lucro operacional caiu de 72,8 milhões de dólares em 2015 para 15,2 milhões de dólares no ano passado, uma queda provocada pelo aumento da concorrência da fast fashion e do online. A Abercrombie, com um valor de mercado de 862 milhões de dólares, opera cerca de 700 lojas nos EUA e 190 pontos de venda internacionais. A retalhista tem tentado reduzir os custos e a sua rede de retalho, tendo anunciado no início deste ano que irá deixar expirar cerca de 60 contratos de arrendamento nos EUA. A Abercrombie tem também apostado na marca Hollister, inspirada no surfwear, para recuperar. Embora as vendas gerais da empresa estejam a baixar, a Hollister tem registado uma performance de vendas estável nos últimos dois anos.

5. Mulheres veem-se 10 anos mais novas

As consumidoras da Geração X são as que mais se esforçam para manter e reganhar a sua juventude, de acordo com um novo estudo, que realça ainda que as mulheres têm uma «idade de memória» delas próprias – uma imagem na sua mente que, para muitas, é na verdade uma década mais nova do que a sua idade real. A empresa de produtos de beleza Skin by Lovely pediu a 350 mulheres entre os 30 e os 70 anos nos EUA para fecharem os olhos e imaginarem-se a si próprias e descreverem a imagem mental. Os resultados do estudo mostraram que quase todas as inquiridas têm uma «foto mental» mais jovem do que são, até 10 anos mais novas. E embora as principais características descritas tenham sido as esperadas pelos investigadores – mais jovens, com menos rugas, melhor pele, mais descansadas – o estudo trouxe algumas surpresas. Quase 62% das inquiridas reportaram uma diferença de um a 10 anos na sua idade mental quando estão nos 30, 40, 50 ou 60 anos. Mas quase 40% ficaram surpreendidas com quanto mais jovem a sua imagem mental é. Cerca de 40% das mulheres associavam a sua imagem mental com um período específico das suas vidas, que não tinha a ver com amor ou casamento mas com um momento da sua carreira. Do estudo foi ainda concluído que a Geração X é o maior grupo etário a fazer algo sobre o envelhecimento. Apenas 15% das mulheres experimentaram injetáveis como Botox e enchimentos. Mas quando o grupo é dividido por idade, os números revelam uma história diferente. Cerca de 30% das mulheres entre os 30 e os 44 anos já experimentaram injetáveis, enquanto menos de 6% das mulheres entre os 50 e os 70 anos o fizeram. O estudo revela ainda que cerca de 60% das mulheres está preparada para gastar 500 a 800 dólares para parecerem tão jovens quanto a imagem mental que têm de si próprias, enquanto 26% admite gastar mais do que isso.

6. Dior levou coleção Cruise para Los Angeles

Capas com franjas, saias de pregas e chapéus bolero marcaram o desfile da coleção Cruise para 2018 da Dior, com a marca de luxo parisiense a reinterpretar o vestuário típico dos festivais de música. Batizada “Dior Sauvage”, a coleção teve como inspiração as paisagens de Los Angeles e o desfile teve lugar ao ar livre, ao pôr do sol, com as montanhas de Santa Mónica como pano de fundo. «Hollywood tem a ver com celebridades, passadeira vermelha, mas penso que há outro lado de Los Angeles», afirmou a diretora criativa Maria Grazia Chiuri à Reuters antes do desfile. «O elemento natural, os espaços abertos… de certa forma, a Dior afirma que a Califórnia é um novo paraíso», acrescentou. As manequins desfilaram por entre tendas, vestindo saias pregueadas com cavalos pintados ou pássaros bordados, calças largas estampadas, capas com franjas e cintos com pelo, acompanhadas por boleros com tachas e botas de cordões. A coleção foi uma reinterpretação moderna dos estilos do Velho Oeste, com uma paleta de cores com vermelho ferrugem e laranjas que destacaram os tons térreos e a textura das pregas. As propostas foram ainda uma versão mais elevada do vestuário muitas vezes visto em festivais de música como o Coachella. «Quero ter um diálogo com a nova geração de mulheres Dior, para que possam escolher a peça, possam combiná-la de diferentes formas», indicou Chiuri. Celebridades como Rihanna, Charlize Theron, Demi Moore, Nick Jonas e Brie Larson estiveram na primeira fila. A sul-africana Charlize Theron afirmou à Reuters que o cenário rústico foi «de alguma forma mágico. Fez-me lembrar de casa». A Christian Dior Couture, recentemente comprada pelo maior grupo mundial de luxo, o LVMH, tem 198 lojas em mais de 60 países. As vendas duplicaram nos últimos cinco anos.