Breves

  1. Lion of Porches vai a jogo na primavera
  2. Pacifique Sud com casa em Viana
  3. Nostalgia dita tendências
  4. Lenzing tem nova estratégia
  5. Robot Pepper dá a mão ao retalho
  6. Couro de ananás garante financiamento

1. Lion of Porches vai a jogo na primavera

Na campanha para a primavera-verão 2017, as sugestões de homem, senhora e criança da marca portuguesa entram num court de ténis para materializar o conceito da coleção – “Pure Game”. «O resultado são imagens que agregam a essência retro do ténis com uma estética contemporânea e uma abordagem criativa surpreendente», considera a Lion of Porches em comunicado. Na linha sport, as peças são clean e sóbrias a nível de cor, com contrastes clássicos no tradicional colorido da marca – marinho, vermelho e branco. O amarelo e o bege natural misturam-se em consonância com o tema. Os materiais são leves e naturais, como lãs frias, linhos, algodões mercerizados e liocel. Já a linha sofisticada introduz um náutico tranquilo e requintado. Destacando-se os azuis-claros, índigos e brancos, em peças de aspeto lavado e tricotados tingidos. Nas matérias-primas, vencem os linhos e algodões confortáveis. A coleção primavera-verão 2017 da Lion of Porches foi apresentada na 39.ª edição do Portugal Fashion, cuja passerelle foi inclusivamente transformada num court de ténis. «[O ponto de partida] surgiu a propósito do torneio de Wimbledon, o tipo de roupa e as cores adequam-se muito bem», explicou então Júlio Torcato, responsável pela linha masculina da marca, ao Portugal Têxtil.

2. Pacifique Sud com casa em Viana

2017 tem sido um ano próspero para a marca vestuário Pacifique Sud, que depois da abertura da primeira loja física na cidade do Porto, em março, chega agora a um novo espaço comercial. O Hotel Feel Viana, na Praia do Cabedelo, vai receber a marca no espaço batizado Viana Surf, que será inaugurado e aberto ao público na próxima sexta-feira, dia 5 de maio. Segundo o responsável da Pacifique Sud, João Freitas, a loja no Hotel Feel Viana tem mais de 200 metros quadrados e oferece uma vasta gama de vestuário e material para a prática desportiva. «Para nós, é uma grande satisfação fazer parte deste projeto. Para além de estar perfeitamente alinhado com o espírito da Pacifique Sud, é o primeiro a trabalhar este mercado de forma tão especializada, o que faz dele um espaço único na oferta turística nacional», afirma João Freitas. A responsável de produto da marca, Raquel Ribeiro, ressalva que o Hotel Feel Viana «é um espaço que está vocacionado para o turista ativo, que aprecia o bem-estar e o ar livre». «O hotel aproveita em pleno as condições naturais excecionais em que está inserido – mar, rio e montanha –, permitindo a prática de atividades desportivas náuticas», completa. A nova coleção da Pacifique Sud vai estar disponível na Viana Surf logo no dia da inauguração.

3. Nostalgia dita tendências

De acordo com o portal de tendências WGSN, o normcore está aqui para ficar mas está, também, em mutação, dando lugar ao sportcore. A expressão normcore foi cunhada pela K-Hole, uma agência de cinco artistas que os media apelidam de “millennial whisperers” (uma espécie de reveladores do que acontece dentro da cultura jovem), e é definida pelo Urban Dictionary como «uma subcultura que tem por base a adoção consciente e artificial de itens que caíram no uso generalizado, são aceitáveis ou inofensivos». A moda de “ser normal”, que despontou em 2014, recebe influências da tendência agender e, também, do athleisure. O sportcore tem tudo a ver com as atualizações do nostálgico normcore, mas deixa-se influenciar muito mais pelo desporto, recuperando marcas da velha guarda, bem como os respetivos logotipos, e as silhuetas clássicas do denim. Os principais retalhistas dos EUA, como a Urban Outfitters, Forever 21 e a Pacsun estão a sugerir coordenados sportcore com lançamentos revivalistas da Tommy Hilfiger, Fila e Guess Originals. Estas coleções-cápsula incluem uma seleção nostálgica de jeans, t-shirts, blusões, shorts e pullovers. O figurino da série televisiva de sucesso dos anos 1990 “Seinfeld” está a ser reconhecido como uma importante fonte de inspiração para a evolução do normcore, considerando-se particularmente relevantes os coordenados de Jerry Seinfeld. O estilo de rua capturado nas últimas semanas de moda já começou a catalogar o sportcore nos media especializados e as camadas mais jovens de consumidores foram as primeiras a render-se ao estilo.

4. Lenzing tem nova estratégia

Como parte do seu compromisso para com o sourcing responsável, a produtora austríaca de fibras celulósicas Lenzing revelou uma nova estratégia de sustentabilidade, pensada para equilibrar a necessidade de crescimento rentável com fibras sustentáveis disponíveis para um mundo em crescimento. A partir da estratégia sCore Ten, que foi adotada no outono de 2015, a “Naturally Positive”, como foi batizada, baseia-se no que a Lenzing chama de três P’s: Pessoas, Planeta e Proveitos. A estratégia define quatro desafios principais – segurança da madeira, proteção da água, descarbonização e inovações sustentáveis – e está focada no modelo de negócio circular da empresa. «O conceito de sustentabilidade é uma característica intrínseca da estratégia do nosso grupo», explica o CEO Stefan Doboczky. «Isto porque a Lenzing está na posição única de ser capaz de operar um modelo de negócio verdadeiramente circular. Produzimos produtos funcionais, estéticos e emocionais ao utilizar a matéria-prima madeira de dióxido de carbono e luz solar. No final da vida útil, as nossas fibras são biodegradáveis e, como tal, servem como base para o crescimento de novas plantas», acrescenta. A empresa pretende aprovisionar-se de madeira sustentável, o recurso natural mais importante para o Lenzing Group, e gerir os recursos hídricos com responsabilidade. Além da descarbonização da produção, para melhorar a proteção do clima, está ainda em cima da mesa a promoção de inovações sustentáveis pensadas para substituir produtos que consomem muitos recursos e prejudicam o ambiente. «Vamos trabalhar em iniciativas com múltiplas entidades e apoiar ativamente um conjunto de organizações não-governamentais dedicadas à promoção de princípios de sustentabilidade», indica Robert van de Kerkhof, diretor comercial. «Com isto em mente, estamos a prosseguir uma política orientada para o longo prazo, com características de transparência e confiança mútua com todos os nossos stakeholders», destaca. No seu relatório de sustentabilidade em 2016, a Lenzing afirma que 2016 foi um ano de avanço «significativo» em termos da estratégia sCore Ten, destacando a decisão de aumentar a produção de Tencel nos próximos três anos e o lançamento da fibra Refibra. «A sustentabilidade é um valor central e o farol da inovação no Lenzing Group», sublinha o CEO da empresa austríaca. «As fibras Lenzing consomem menos energia e, como resultado, emitem bastante menos dióxido de carbono em comparação com outros produtos semelhantes no mercado. Expandir as vendas das nossas fibras mais ecológicas é um motor essencial do nosso negócio e uma mais-valia para o planeta», acredita Stefan Doboczky.

5. Robot Pepper dá a mão ao retalho

A SoftBank Robotics America (SBRA) lançou a primeira de várias soluções de software para a Pepper, o seu robot humanoide, incluindo uma solução de gestão de conteúdo que terá uma das suas primeiras implementações na C Spire, um provedor de serviços wireless que planeia usar a Pepper nas suas operações de retalho, marketing e atendimento ao cliente. O pacote está a ser lançado com a Pepper Promoter, uma solução de gestão de conteúdo para profissionais de marketing que foi desenvolvida em parceria com a Solstice Consulting. Todos os produtos do novo pacote de software SBRA são projetados com o utilizador não-técnico em consideração e vão deixar as empresas personalizarem a “sua” Pepper. Os retalhistas vão poder reservar unidades a partir de julho, com pacotes desde 25 mil dólares (aproximadamente 23 mil euros). A C Spire, com sede no estado norte-americano do Mississippi, está pronta para colocar o robot a funcionar. Contudo, os objetivos que a C Spire tem para a Pepper – ajudar a melhorar a consciencialização dos consumidores, impulsionar o envolvimento e aumentar o interesse nos produtos, serviços e programas da empresa – aproximam-se muito das necessidades atuais da maioria dos retalhistas. Até agora, a Pepper tem tido uma implantação bastante limitada nos EUA, pelo que ainda está à espera da sua grande oportunidade. Ainda que o preço possa manter alguns retalhistas afastados, a solução Pepper Promotor pode vir a ser a chave para dar novas oportunidades ao robot. O software pode ajudar os retalhistas a personalizarem a forma como o robot interage com os clientes para transmitir informações de campanhas de marketing, mensagens de marca e detalhes sobre programas de fidelidade, vendas e ofertas especiais. Esse conteúdo pode ser carregado na Promoter Web App para que possa então ser comunicado via Pepper. A SBRA sublinha ainda que a Pepper possibilita uma ponte entre os canais online e offline porque o cliente pode inserir o seu número de telemóvel na interface da Pepper, permitindo a comunicação futura de mensagens de texto e aplicações para dispositivos móveis. Com algumas informações adicionais sobre clientes específicos, a Pepper também ainda recomendar produtos com base no género, idade ou mesmo na resposta emocional do cliente.

6. Couro de ananás garante financiamento

A Ananas Anam conseguiu fundos para ajudar a acelerar a sua oferta de Piñatex, uma alternativa natural e sustentável ao couro, produzida a partir das folhas da planta do ananás. A Piñatex, que já está patenteada, pode ser produzida em massa e é uma alternativa têxtil eficiente em termos de custos, afirma a empresa. A conclusão de uma nova ronda de financiamento vai permitir ao grupo acelerar as vendas, o marketing e a cadeia de aprovisionamento do material, respondendo à procura de marcas como a Hugo Boss e a Adidas. «A Piñatex está a tornar-se numa das marcas mais conhecidas na categoria de materiais e têxteis sustentáveis», destaca Carmen Hijosa, fundadora e CEO da Ananas Anam. «O mercado da Piñatex está atualmente a duplicar a cada seis ou sete meses graças a consumidores com cada vez mais consciência social e sustentável. Para responder a esta procura, a Ananas Nam está a aumentar a sua cadeia de aprovisionamento nas Filipinas, onde colabora com comunidades locais de agricultores e conta com o apoio do Departamento de Agricultura», acrescenta. A ronda de financiamento fecha um ano forte para a Ananas Nam, que registou um forte aumento da sua base de clientes nos sectores do vestuário, acessórios de moda e calçado, tendo ainda desenvolvido projetos de colaboração com a indústria automóvel. A Ananas Nam, uma startup apoiada pelo Royal College of Art, recebeu ainda recentemente uma bolsa da InnovateUK e tem uma parceria de investigação e desenvolvimento com o Imperial College para desenvolver a próxima geração de Piñatex.