Breves

  1. Recuperação da Zona Euro a bom ritmo
  2. CK e Tommy Hilfiger impulsionam PVH
  3. Automação vai transformar retalho até 2021
  4. Maquilhagem brilha nesta primavera
  5. Amazon foi às compras ao Dubai
  6. adidas e Kate Spade com apostas na customização

1. Recuperação da Zona Euro a bom ritmo

A economia da Zona Euro deverá ter melhorado nos primeiros três meses de 2017, de acordo com o índice de gestores de compras (PMI) publicado na sexta-feira passada pela IHS Markit. O índice para os produtores e fornecedores de serviços da região, com base num inquérito a 5.000 empresas, subiu para 56,7 em março, em comparação com 56,0 em fevereiro, atingindo o nível mais alto desde abril de 2011. Os analistas esperavam um declínio. «A aceleração no crescimento no final do trimestre, assim como as tendências de melhoria em novos negócios e um maior apetite para contratar, sugere que o forte dinamismo do crescimento será sustentado no segundo trimestre», indicou Chris Williamson, analista-chefe de negócio na IHS Markit. Williamsn afirmou que a média do PMI nos três meses até março foram consistentes com uma taxa de crescimento económica de trimestre para trimestre de 0,6%.

2. CK e Tommy Hilfiger impulsionam PVH

A gigante do vestuário PVH Corp superou as expectativas dos analistas no quarto trimestre. A empresa, que detém as marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger, registou um volume de negócios de 2,11 mil milhões de dólares e um lucro líquido de 100,7 milhões de dólares, ou 1,23 dólares por ação em termos ajustados, acima dos 1,21 dólares previstos pelos analistas. Por marca, o volume de negócios da Calvin Klein desceu 1% em termos anuais, para 795 milhões de dólares, mantendo-se estagnado a câmbios neutros. Já o volume de negócios da divisão internacional da Calvin Klein registou um crescimento de 11%, para 385 milhões de dólares, incluindo um aumento de 6% nas vendas comparáveis «devido à continuação da forte performance na Europa e na China», indicou a PVH. Na Tommy Hilfiger, o volume de negócios total subiu 3% em termos anuais, para 932 milhões de dólares, com as vendas internacionais a subirem 10%, para 513 milhões de dólares, «impulsionadas por uma performance extraordinária na Europa» e pela aquisição em abril de 2016 da quota de 55% da sua anterior joint-venture na China. O volume de negócios no trimestre da área de negócios Heritage Brands caiu 5%, para 381 milhões de euros, resultado essencialmente da descontinuação de várias linhas de produtos licenciados. Emanuel Chirico, CEO da PVH Corp, afirmou que a empresa está «muito satisfeito com os resultados no quarto trimestre, que excederam as nossas previsões de vendas e lucros apesar do ambiente macroeconómico volátil e do mercado de retalho altamente promocional nos EUA. Continuamos a demonstrar um forte dinamismo nos nossos negócios da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger». O CEO acrescentou, contudo, que «continuamos a ter uma abordagem prudente no planeamento do nosso negócio de 2017 face à volatilidade macroeconómica e política em todo o mundo, à incerteza no mercado mundial de retalho, assim como à valorização do dólar». Para o ano completo, a empresa reportou um volume de negócios de 8,2 mil milhões de dólares e um lucro de 549 milhões de dólares.

3. Automação vai transformar retalho até 2021

A tecnologia está a ocupar a mente dos retalhistas, como mostra um novo estudo que aponta que estes estão ativamente a planear introduzir várias novas funcionalidades até 2021. As conclusões, que tiveram por base inquéritos a 1.700 retalhistas de todo o mundo, revelam que 65% dos retalhistas planeiam explorar serviços de entrega inovadores, incluindo até em parques de estacionamento. A Zebra Technologies Corp afirma que o seu estudo 2017 Retail Vision mostrou que quase 70% dos decisores no retalho estão prontos a fazer mudanças para adotar a Internet das Coisas (IoT) e 65% planeia investir em tecnologias de automação para a gestão de inventário até 2021. Nessa altura, quase 80% dos retalhistas poderá customizar a visita dos consumidores às lojas. Aliás, segundo o estudo, 36% dos retalhistas europeus já sabem atualmente quando clientes específicos estão numa loja, mas esse número deve mais do que duplicar até 2021. Para acelerar as filas de pagamento, os retalhistas estão a planear investir em dispositivos móveis, quiosques e tablets para aumentar as opções de pagamento e 87% vão lançar dispositivos de pontos de venda móveis nos próximos quatro anos, permitindo fazer a digitalização e aceitar pagamentos a crédito ou débito em qualquer ponto da loja. 73% dos retalhistas consideram a análise de dados importante ou crítica para as suas operações, com três quartos a antecipar investimentos em software de análise preditiva para evitar perdas e otimizar os preços. De acordo com o estudo, as principais fontes de insatisfação dos consumidores incluem preços inconsistentes entre lojas e a incapacidade de encontrar um artigo desejado, quer esteja esgotado ou mal colocado na loja. 72% dos retalhistas planeiam resolver esta questão com a reinvenção das suas cadeias de aprovisionamento com visibilidade em tempo real permitida pela automatização, sensores e software de análise. 57% dos retalhistas acredita que a automatização vai moldar a indústria em 2021, ajudando os retalhistas a embalar e enviar encomendas, seguir o inventário, verificar os níveis de inventário nas lojas e ajudar os consumidores a encontrar os artigos.

4. Maquilhagem brilha nesta primavera

Com as temperaturas a subir, é altura de rever as principais tendências de maquilhagem para esta primavera-verão, que saltam da passerelle. Um dos looks principais para a primavera-verão 2017 é um toque de brilho holográfico. As passerelles encheram-se de peles com brilho, sobretudo nas maças do rosto e nos lábios. O look natural é sempre popular, mas a primavera-verão 2017 viu vários designers a atualizarem esta abordagem mais conservadora com um toque de gloss. Os brilhos foram mais notados em Oday Shakar e Nicholas K, assim como em Christopher Kane, em Londres, onde enquanto elemento de realce serviu como base para um conceito de maquilhagem molhada que se adequou na perfeição com as suas identidades urbanas. Já a Fendi cobriu as modelos em batões com glitter refletor – um visual também visto mais tarde na Maison Margiela. A Acne lançou lábios holográficos que brilhavam entre os tons violeta, azul e prata, enquanto a Fenty x Puma optou por um bege-rosa iridescente. Com base nestas tendências, são muitos os cosméticos com brilho que estão a chegar ao mercado. Estes incluem a linha Kylie Cosmetics “Kylighters”, de Kylie Jnner, assim como a mais recente invenção da Milk Makeup, batizada “Strobe Pens”. A gigante da cosmética Lancôme também seguiu a tendência, com uma nova gama de canetas “Click and Glow” em quatro tons de dourado e rosa.

5. Amazon foi às compras ao Dubai

A Amazon.com chegou a acordo para comprar 100% da retalhista online sediada no Dubai Souq.com dos seus acionistas, segundo informaram fontes próximas à Reuters. A Souq.com, que vende eletrónica de consumo, moda, artigos para a casa e outros produtos, é um dos nomes mais conhecidos nas compras online do Médio Oriente e afirma ter o maior site de comércio eletrónico do mundo árabe – uma região que tem registado grandes crescimentos nas vendas online, nomeadamente no Kuwait, Arábia Saudita e Emiratos Árabes Unidos. Nem a Amazon nem a Souq.com comentaram a notícia. Segundo as notícias nos meios de comunicação, a Souq.com estaria avaliada em mil milhões de dólares na altura de uma ronda de financiamento no ano passado, mas as fontes afirmaram à Reuters que a avaliação terá baixado desde então. «A Amazon compra negócios que vê como tangenciais para o mercado do comércio eletrónico e, neste caso, assumo que o que eles ganham com a Souq.com é uma marca local forte, uma posição de liderança antecipada no mercado de comércio eletrónico no Médio Oriente e uma equipa com muita experiência local», aponta Colin Sebastian, analista na Baird Equity Research. A Souq.com foi lançada em 2005 como um site de leilões na Internet e desenvolveu-se num retalhista e mercado para retalhistas terceiros, servindo vários mercados na região, incluindo os Emiratos Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrain, Omã e Qatar. O interesse no mercado de comércio eletrónico da região está a crescer, estando estimado em 20 mil milhões de dólares em 2016. No ano passado, o empresário Mohamed Alabbar, dos Emiratos Árabes Unidos, fez uma parceria com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e outros investidores privados para lançar uma plataforma de comércio eletrónico de mil milhões de dólares focada no Médio Oriente.

6. adidas e Kate Spade com apostas na customização

A customização está a tornar-se essencial no retalho e a Adidas e a Kate Spade querem estar na frente da tendência. A marca alemã está a testar uma loja pop-up em Berlim sob o projeto “Knit For You”, onde os consumidores podem desenhar a sua própria camisola por 200 euros e tê-la tricotada e acabada em poucas horas, indicou a Reuters. O processo de seleção tem por base a tecnologia e a experiência, com os consumidores a entrarem num quarto escuro e a “desenharem” usando movimentos das mãos à medida que os padrões são projetados nos seus peitos. Podem ainda escolher um tamanho regular ou optar por um scan corporal para um completo ajuste ao corpo. Já a plataforma de apps Tulip Retail e a plataforma de personalização a partir de dados True Fit anunciaram uma parceria para «personalizar as compras em loja» que será testada na Kate Spade New York em meados do mês. Isso deve permitir aos assistentes de loja «selecionar um catálogo pessoal para cada consumidor com recomendações de estilo pessoal, fit e tamanho». Os parceiros afirmam que no mercado mundial de vestuário e calçado de quase 2 biliões de dólares, mais de 80% das compras ainda acontecem em loja mas 67% das compras em loja são agora influenciadas pela Internet, o que significa que cada vez mais consumidores estão a consultar conteúdo digital antes ou durante a sua visita à loja.