Breves

  1. Problemas com a China custam milhões à Coreia
  2. Consumidores exigem descontos
  3. Nike perde terreno para rivais
  4. Semana de Moda de Tóquio marcada pela chuva
  5. Lojas Americanas angaria fundos
  6. Saint Laurent abre museus em Marrocos e Paris

1. Problemas com a China custam milhões à Coreia

A Coreia do Sul pode perder 20 mil milhões de dólares (cerca de 18,5 milhões de euros) em negócios se as relações com a China piorarem, de acordo com um estudo do Korea Development Bank. Os problemas entre os dois países escalaram desde que a Coreia do Sul cedeu terrenos, detidos pela gigante do retalho Lotte Group, para a instalação de um sistema antimísseis dos EUA na Península Coreana, que a China entende constituir uma ameaça ao seu território. A Coreia do Sul está já a ser afetada pelas aparentes medidas económicas de retaliação, como a proibição dos chineses visitarem a Coreia do Sul e aplicar medidas alfandegárias mais restritas. Se as relações bilaterais entre Seul e Pequim se mantiverem nestas condições, o volume de negócios da Coreia do Sul realizado com turistas chineses poderá cair 7,4 mil milhões de dólares em comparação com 2016 e as exportações para a China vão sofrer uma queda de 2,6 mil milhões de dólares, de acordo com o estudo. Se as relações piorarem, a queda no turismo poderá ser equivalente a 11,7 mil milhões de dólares e nas exportações poderá ascender 8,3 mil milhões de dólares – resultando numa perda total de 20 mil milhões de dólares. Cerca de 68% das vendas duty-free na Coreia do Sul são feitas com turistas chineses e a China é o maior destino de exportação da Coreia do Sul, representando quase 25% das exportações sul-coreanas.

2. Consumidores exigem descontos

Os consumidores americanos estão ávidos de promoções e esperam descontos, de acordo com um novo estudo da First Insight, cuja principal conclusão é que s consumidores já não estão dispostos a pagar o preço total. O estudo a 750 pessoas de diferentes faixas etárias – desde os Baby Boomers (nascidos após a II Guerra Mundial), Geração X (a geração seguinte) e Millennials (entre os 20 e os 35 anos) – concluiu que as expectativas são muito semelhantes em termos de géneros, mas variam significativamente com a idade, com os Baby Boomers a esperarem descontos maiores do que os Millennials e a Geração X. Em todas as categorias de produto, mais de 70% dos Baby Boomers afirmou que «definitivamente não» ou «provavelmente não» compraria um artigo a preço completo. Embora os Millennials sejam menos focados em descontos, muitos estão acostumados a promoções e esperam por elas antes de comprar. As expectativas de descontos são mais elevadas para eletrodomésticos e mobiliário. Quase 80% de todos os inquiridos afirmou que «definitivamente» ou «provavelmente» comprará um produto que responda às suas necessidades ao maior desconto sugerido pelo estudo nestas categorias. Contudo, os descontos maiores mostraram um impacto significativamente menor nas decisões de compra de smartphones e veículos, com apenas 66% e 55% dos inquiridos, respetivamente, a afirmar que compraria estes produtos se tiverem um desconto maior.

3. Nike perde terreno para rivais

A Nike registou um volume de negócios trimestral mais baixo do que o esperado, com a maior produtora de calçado a lutar por quota de mercado na América do Norte com a Adidas e a Under Armour. A Nike e a sua marca Jordan têm dominado o mercado de calçado dos EUA, mas a Adidas e a Under Armour ganharam terreno com o relançamento das suas marcas e com as ligações a cadeias de supermercados. A Nike perdeu vendas no basquetebol para a Under Armour desde que, em 2013, esta última tem Stephen Curry como embaixador. A alemã Adidas tem também sido bem sucedida nos seus esforços para reforçar o mercado americano, com o seu calçado a tornar-se popular graças à colaboração com celebridades como Kanye West, Pharrell Williams e Rita Ora. As vendas da Nike na América do Norte, o seu maior mercado, subiram 3% no trimestre terminado a 28 de fevereiro. As vendas na Grande China aumentaram 9% no trimestre, ficando abaixo da taxa de dois dígitos pela primeira vez nos últimos nove trimestres. Contudo, excluindo o impacto dos câmbios, as vendas na região da Grande China cresceram 15%. A Nike foi criticada no programa de televisão do dia anual de direitos do consumidor, onde foi acusada de enganar os consumidores em relação ao amortecimento de ar em alguns dos seus ténis de basquetebol “Hyperdunk”. O lucro da Nike aumentou para 1,14 mil milhões de dólares (1,05 mil milhões de euros), ou 0,68 dólares por ação, no terceiro trimestre, terminado a 28 de fevereiro. Em média, os analistas esperavam um lucro de 0,53 dólares. O volume de negócios subiu 5%, para 8,43 mil milhões de dólares no trimestre, em comparação com a expectativa média dos analistas contactos pela Thomson Reuters I/B/E/S de 8,47 mil milhões de dólares. Excluindo flutuações cambiais, o volume de negócios no terceiro trimestre aumentou 7%.

4. Semana de Moda de Tóquio marcada pela chuva

Embora a maior parte da Tokyo Fashion Week, que decorre até 29 de março conta com apresentações de mais de 50 designers, tenha lugar no centro comercial Shibuya, pelo menos uma marca esperava algo mais esotérico. A matohu, uma marca criada por dois ex-modelistas da Comme des Graçons e da Yohji Yamamoto, organizou um desfile ao ar livre num templo budista, mas a chuva não deu tréguas e ofuscou o cenário, já que da passerelle não era possível ver nem o templo Zojoji nem a Tokyo Tower em pano de fundo. O tema da coleção foi “iki”, uma estética do período Edo, entre o século XVII e o final do século XIX, que incorpora a ideia de ser elegante, refinado e profissional. Hiroyuki Horihata, um dos elementos da dupla da matohu, lamentou o mau tempo, afirmando que o portão, a única parte do templo que sobreviveu à II Guerra Mundial, e a Tokyo Tower eram uma dicotomia entre o passado e o futuro. «Queríamos mesmo mostrar o que é o “iki” moderno hoje. Por isso este local, Zojoji, onde sentimos o cruzamento do passado e do futuro, é um bom local. Foi por isso que o escolhemos», afirmou aos jornalistas. A coleção apresenta uma visão mais contemporânea do que conservadora, incluindo camadas, malhas de gola alta, saias largas e riscas verticais e horizontais, que foram conjugadas com casacos de corte impecável e casacos em couro.

5. Lojas Americanas angaria fundos

A Lojas Americanas SA, a maior retalhista discount do Brasil, angariou 2,4 mil milhões de reais (716,7 milhões de euros) com a venda de ações comuns e preferenciais. A empresa estabeleceu como preço das ações preferenciais 16 reais e as ações comuns a 12,71 reais, indicou uma fonte próxima. A Lojas Americanas vendeu 9,3 milhões de novas ações comuns e 142,9 milhões de novas ações preferenciais. No início de fevereiro, foi reportado pela Reuters que a Lojas Americanas contratou a unidade local do Crédit Suisse Group AG para analisar as potenciais operações para mudar a estrutura de capital da empresa, incluindo um possível aumento de capital. Já o blogue Brazil Journal afirmou que os fundos seriam injetados na unidade de comércio eletrónico B2W Companhia Digital.

6. Saint Laurent abre museus em Marrocos e Paris

Dois museus dedicados à vida e obra da lenda da moda Yves Saint Laurent vão abrir em Paris e em Marrocos no final deste ano. O museu maior, em Marraquexe – para onde o designer se retirou para trabalhar na casa que partilhava com o seu companheiro Pierre Bergé – espera atrair até 700 mil visitantes por ano. «Ambos os museus estão direcionados para o público em geral, assim como para quem gosta de moda. Yves Saint Laurent foi um grande artista do século XX», indicou a Fondation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent em comunicado. O museu terá uma coleção de mais de 5.000 coordenados e 15 mil acessórios criados pelo designer durante os seus 40 anos de carreira. Bergé abriu o primeiro museu em Marrocos de arte bérber marroquina em 2011 – três anos após a morte do seu companheiro – para albergar a coleção que construíram em conjunto. O novo museu em Marraquexe, construído de propósito, fica perto da casa que o casal partilhou. Ambos os museus vão abrir em outubro, com o museu em Paris a ficar dentro da sede da fundação.