Breves

  1. H&M canta com Zara
  2. Britânicos preocupados com o Brexit
  3. Internet das Coisas anima o retalho
  4. Consumidores revoltados com o Walmart
  5. Desigual com resultados mistos
  6. Robots mais inteligentes do que os humanos

1. H&M canta com Zara

A cantora e compositora sueca Zara Larsson, de 19 anos, é a mais recente aliada da gigante do retalho. A parceria resultará numa coleção cápsula que será lançada nas lojas físicas da H&M e no portal de comércio eletrónico da marca a 18 de maio. De acordo com a retalhista sueca, a coleção combinará «streetwear e roupa de palco glamourosa», tendo por base o estilo pessoal de Larsson. «Sempre adorei a marca, é divertida e acessível a todos os tipos de raparigas, o que são elementos-chave para mim», afirmou Larsson em comunicado. A cantora partilhou ainda uma fotografia com os seus 2,5 milhões de seguidores no Instagram a anunciar a colaboração. As imagens já divulgadas incluem uma camisola encapuzada e um boné de beisebol cor-de-rosa, bem como um blusão oversized de denim. À margem da coleção, a H&M está também a apoiar a carreira musical de Zara Larsson e vai promover o próximo álbum “So Good” nos ecrãs das lojas antes do lançamento a 17 de março. A cantora conheceu o sucesso na Suécia depois de ganhar a edição de 2008 do programa de talentos “Talang”. Larsson já lançou um álbum de estreia, colaborou com estrelas como MNEK, Tinie Tempah e Ty Dolla Sign e foi reconhecida como um dos “30 adolescentes mais influentes de 2016” pela revista Time.

2. Britânicos preocupados com o Brexit

Mais de 20% dos consumidores britânicos estão preocupados com o impacto do Brexit nos seus planos de gastos para o ano, segundo um relatório recentemente divulgado pela PwC. A consultora descobriu também que quase 60% dos consumidores do Reino Unido estão preocupados com a falta de rendimento disponível. Depois de um período de “lua-de-mel” logo após o Brexit, os consumidores estão cada vez mais prudentes com a subida dos preços devido ao valor da libra e com os preços mais elevados do petróleo. A pesquisa da PwC, que inquiriu mais de mil consumidores do Reino Unido, descobriu que o preço ainda era o fator mais importante para determinar a fidelidade do cliente, com 59% dos entrevistados a responderem que regressaram a um retalhista porque os preços eram melhores. Outras razões relevantes são a confiança na marca (43%) e artigos em stock (37%).O relatório destaca ainda uma crescente dependência da Amazon, com 91% dos consumidores do Reino Unido a comprarem no marketplace.

3. Internet das Coisas anima o retalho

Quase 70% dos executivos do retalho garantem estar prontos a adotar a tecnologia da Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things – IoT), com 65% a projetar investir em tecnologias de automação para gestão de stocks e planeamento até 2021, de acordo com um estudo da Zebra Technologies. O estudo sugere ainda que, até 2021, quase 80% dos retalhistas serão capazes de personalizar as experiências em loja, alavancando a tecnologia de localização que lhes diz quando clientes específicos entram nas suas lojas. Essa tecnologia ajudará a recolher mais dados e a gerar mais insights sobre o cliente que serão fundamentais para integrar as experiências em loja e o comércio eletrónico, algo que 78% dos inquiridos consideram ser importante ou crítico para o negócio. Enquanto isso, cerca de 87% dos retalhistas tencionam implementar pontos de venda móveis (Mobile Point of Sale – MPOS) em 2021, que lhes permitam digitalizar e aceitar pagamentos de crédito ou débito. Estas apostas são parte de um esforço geral de investimento em dispositivos móveis, quiosques e tablets para aumentar as opções de pagamento. No geral, os resultados do estudo parecem reforçar tudo o que se espera do retalho no futuro, com um maior investimento dos retalhistas em tecnologia, automação, móvel, analítica e outras soluções aplicadas desde a cadeia de aprovisionamento à fila do checkout.

4. Consumidores revoltados com o Walmart

Depois de ter começado a circular a notícia de que a empresa de vestuário ModCloth havia sido adquirida pela subsidiária de comércio eletrónico do Walmart, alguns consumidores expressaram a sua revolta online. A Jezebel adiantou na semana passada que a Jet.com, comprada pelo Walmart por 3 mil milhões de dólares (aproximadamente 2,8 mil milhões de euros) em agosto de 2016, tinha adquirido a empresa de vestuário de inspiração vintage ModCloth. Os clientes rapidamente recorreram às redes sociais para reclamarem, argumentando que a mensagem da ModCloth está em total desacordo com as práticas de negócio do Walmart. «Estou tão devastada, tenho feito compras na Modcloth desde 2008. Também parei de fazer compras no Walmart naquela época», escreveu uma das clientes na página do Facebook da ModCloth. «O Walmart tem práticas de negócios horríveis, não acredita no poder de um sindicato e recusa-se a pagar um salário digno aos seus funcionários». Nos comentários da publicação da Jezebel, as clientes da ModCloth indicaram ainda já estar à procura de retalhistas alternativos para vestuário de inspiração vintage. Desde que foi lançada em 2002, a ModCloth ganhou reputação pelas suas práticas de negócio inclusivas e pró-feministas. A retalhista angariou também muitas seguidoras graças aos seus tamanhos plus-size e os cofundadores Susan Gregg Koger e Eric Koger têm vindo a defender posições anti-Donald Trump. Entretanto, o Walmart ambiciona expandir as suas ofertas de comércio eletrónico, num esforço para competir com a Amazon. A aquisição da Jet.com foi uma alínea importante deste plano e a aquisição da ModCloth vem adicionar outro retalhista online à carteira do gigante do retalho – isto se os clientes estiverem dispostos a continuar a comprar a marca.

5. Desigual com resultados mistos

A Desigual fechou 2016 com um lucro líquido de 71 milhões de euros, um aumento de 9% em relação ao ano anterior, mas a receita caiu 7,8% para os 861 milhões, revelou a empresa. A retalhista espanhola ressalvou que a queda da receita refletiu uma diminuição das vendas nos seus mercados na Europa, que atualmente respondem por 90% das vendas, mas houve um aumento nas receitas fora da Europa, especialmente na América Latina. O EBITDA do período também caiu 17% para os 166 milhões de euros, em resultado da menor receita, oscilações desfavoráveis da moeda e do aumento do investimento em tecidos e materiais de qualidade. Alberto Ojinaga, COO da Desigual, declarou à Europa Press que a empresa alcançou o crescimento nos lucros apesar da quebra nas vendas e no EBITDA graças à sua estratégia para 2016/2017. O COO afirmou que esta forte liquidez, com um valor de caixa “extremamente saudável” e lucros crescentes, vão ajudar a empresa a atravessar o seu processo de reestruturação com um certo grau de estabilidade. A marca está a conhecer uma transformação que verá a sua identidade e design atualizados com base numa melhor compreensão das necessidades dos seus consumidores. No ano passado, a Desigual abriu 7 lojas e fechou 37, e este ano a planeia continuar a encerrar pontos de venda como parte de uma reorganização do seu portefólio de imóveis, que Ojinaga descreve como “pequeno”, considerando que detém mais de 500 lojas em todo o mundo. Como parte deste plano, a retalhista sediada em Barcelona anunciou David Meire como novo diretor de clientes. Meire vai concentrar-se nos consumidores e ajudar a liderar a mudança do negócio. O diretor de clientes, que tem uma vasta experiência na indústria da moda e retalho, será acompanhado por Alberto Ojinaga e pelo CEO Thomas Meyer no desenvolvimento de estratégias que visam a melhor segmentação dos consumidores.

6. Robots mais inteligentes do que os humanos

Já no próximo ano, as tecnologias de Inteligência Artificial (IA) poderão ser “mais inteligentes” do que os seres humanos e os robots capazes de voar ou nadar superarão os humanos dentro de três décadas, segundo o fundador da Softbank, num discurso recentemente proferido no Mobile World Congress, em Barcelona. A Softbank ficou conhecida por ter desenvolvido o humanoide Pepper e também por ter adquirido a Arm Holdings, empresa de tecnologia baseada em chip’s sediada no Reino Unido. Contudo, a Softbank não pretende parar por aqui e está já a investir em Inteligência Artificial, Internet das Coisas e robots inteligentes. O fundador da Softbank, Masayoshi Son, adiantou que, até 2018, o número de “células cerebrais” em chip’s ultrapassará os neurónios de um cérebro humano. Son acredita que isso significa que, dentro de 30 anos, um só chip de computador poderá ter o equivalente a um QI de 10.000 – o que se compara a um QI de 100 para um humano médio ou de 200 para um génio. Son antecipou que esses “cérebros” serão usados numa grande variedade de robots para ajudar a melhorar a vida humana. O empresário acrescentou que a Arm Holdings irá desenvolver cerca de um bilião de chip’s, utilizados em dispositivos nos próximos 20 anos, passando dos chips em smartphones para chips em carros, TV’s e até mesmo no calçado. «Um chip nos nossos sapatos será mais inteligente do que o nosso cérebro. Seremos menos do que os nossos sapatos e vamos pisá-los», ironizou.