Breves

  1. Pelcor no masculino
  2. Xeque-mate no guarda-roupa
  3. Nike aposta no plus size
  4. Relojoaria de luxo rendida à lã
  5. YNAP soma e segue
  6. Suíça é o melhor país do mundo

1. Pelcor no masculino

A marca portuguesa acaba de apresentar uma linha de acessórios exclusivamente dedicada ao segmento masculino. A gama “Men| Understated Elegance”, para a primavera-verão 2017 é, segundo comunicado da marca, «dirigida para o homem contemporâneo e urbano, atento à moda e que se preocupa com o meio ambiente». A nova linha da Pelcor inclui três modelos – a mala de viagem Cashew Holdal (423 euros), a mochila Cashew Backpack (372 euros) e a mala tiracolo Cashew Bag (352 euros) – nos quais se conjugam a pele de cortiça com pele e precinta. Há três cores para cada modelo – o tom natural da cortiça, o azul profundo e a cor de canela. Os modelos têm três bolsos interiores, um deles com fecho, para melhor arrumação. A “MEN | Understated Elegance” assinala o regresso da Pelcor ao universo masculino – sendo que a marca já havia incluído anteriormente algumas peças masculinas e unissexo nas coleções.

2. Xeque-mate no guarda-roupa

Do vestido de Dorothy no filme “O Feiticeiro de Oz” aos uniformes escolares, sem esquecer o legado de estilo da atriz Brigitte Bardot, o padrão axadrezado é um clássico no guarda-roupa feminino e, a cada estação, há sempre um designer ou marca que se dedica a reinterpretá-lo. Esta primavera-verão, o padrão intemporal está de regresso e em força. Para marcas como a House of Holland, Carolina Herrera, Peter Pilotto e Shrimps jogar com o xadrez materializou-se em looks adultos, com a dose ideal de irreverência. Com silhuetas contemporâneas, como vestidos de comprimento midi, crop tops assimétricos e blusas boxy (de silhueta quadrada), o padrão é rebelde, mas tem limites. Na estação quente que se aproxima, o xadrez surge ainda numa paleta variada, começando no tradicional preto e branco e terminando no verde, a cor do ano para o Instituto Pantone.

3. Nike aposta no plus size

Dentro do vestuário, o segmento do sportswear ainda não se mostrou capaz de acompanhar a corrida da inclusão. Porém, com uma coleção desenhada especificamente para o que a Nike considera “atletas com curvas”, essa realidade começa agora a mudar. A marca desportiva está a preencher essa lacuna no segmento com uma coleção que comemora e defende todas as atletas, não importa o seu tamanho. Num comunicado divulgado há dias, a número 1 do desporto afirma que «no mundo atual, o desporto já não é algo que a mulher faz, é quem ela é. E, para ajudar a alimentar essa mudança cultural, celebramos a diversidade dessas atletas, da etnicidade ao tipo de corpo». A Nike propõe por isso uma gama completa, com t-shirts, leggings, hoodies e calções em tamanhos que variam do XL até ao 3XL. Não obstante, a marca não está apenas a adaptar os produtos existentes. O desafio é também adequar a ciência de cada peça para que esta se possa adequar a um corpo maior. «Sabemos que o peso corporal é distribuído de forma diferente e, à medida que temos mais tamanhos, há mais variação. A mulher tem, muitas vezes, um tamanho diferente na parte superior e na parte inferior», refere a Nike. A linha completa já se encontra disponível em www.nike.com e nas lojas selecionadas da marca na Europa Ocidental e América do Norte.

4. Relojoaria de luxo rendida à lã

A marca suíça de relojoaria Hublot apresentou há semanas, em Milão, aquela que é considerada pelo jornal The Telegraph como a melhor colaboração da marca detida pelo conglomerado de luxo LVMH até à data. O empresário Lapo Elkann tem-se assumido como um dos criativos favoritos de Jean-Claude Biver (presidente da secção de relojoaria e joalharia do LVMH) e de Ricardo Guadalupe (CEO da Hublot) graças à sua capacidade de adicionar estilo e glamour à marca. Elkann e a respetiva agência criativa Italia Independent são parceiros ideais para a Hublot sobretudo pelo interesse comum em materiais. Misturando texalium, uma nova fibra de carbono revestida de alumínio e pormenores em denim, os primeiros frutos da colaboração da Hublot com a Italia Independent acrescentam uma dimensão inteiramente nova à oferta da marca. Amigo de longa data da família Rubinacci, cuja alfaiataria é familiar aos conhecedores do luxo, Lapo Elkann teve a ideia de explorar os arquivos de tecido da Rubinacci em busca de inspiração. A Rubinacci tem cerca de 60 mil metros quadrados de tecido a partir dos quais uma seleção de tartans e pied-de-poule foi escolhida para ser incorporada no mostrador e braceletes do relógio Hublot Classic Fusion. O trabalho de transformar lã em mostradores e braceletes é mais uma prova da experiência da Hublot com materiais incomuns. Os relógios fruto da parceria vão estar disponíveis em seis versões: duas em titânio, duas em cerâmica e duas em King Gold, ouro exclusivo da Hublot, com preços ainda por confirmar.

5. YNAP soma e segue

Desde que o grupo Yoox Net-a-Porter (YNAP) formalizou a fusão em outubro de 2015, o conglomerado conseguiu concretizar a sua principal ambição – a expansão internacional. Em abril último, a Yoox Net-a-Porter arrecadou 100 milhões de euros para levar os seus negócios para o Médio Oriente e, em julho passado, anunciou planos de superar o mercado online de luxo até 2020. Se a empresa tiver um concorrente, considera o portal Fashionista, esse só pode ser a plataforma de luxo online Farfetch, que agora conta com o precioso contributo de Natalie Massenet, a fundadora da Net-a-Porter, como co-presidente não-executiva. Porém, com a Yoox Net-a-Porter em pleno funcionamento há já 17 meses, alcançá-la vai ser uma tarefa difícil para a startup do empresário português José Neves. Como nos anos anteriores, as vendas sustentam as ambições de domínio global da YNAP: no ano passado, a Yoox Net-a-Porter registou um crescimento de receitas de 17,7%, para os 1,9 milhões de euros, uma escalada avaliada em 206 milhões comparativamente a 2015. Enquanto isso, a receita líquida no quarto trimestre assistiu a uma subida semelhante, tendo saltado 19,2% nos primeiros nove meses do ano. Em 2016, a média de visitantes mensais cresceu dos 26,7 milhões para os 28,8 milhões. As encomendas, por sua vez, subiram dos 7,1 milhões para os 8,4 milhões e os clientes cresceram de 2,5 milhões para os 2,9 milhões.

6. Suíça é o melhor país do mundo

No ano passado, a Alemanha foi coroada como o “melhor país” do mundo num relatório promovido em conjunto pela News & World Report, BAV Consulting e Wharton Business School. Os entrevistados elogiaram a Alemanha pelo seu «foco em questões globais-chave, como a crise migratória e a unidade da Zona Euro». Este ano, a ansiedade sobre a integração do afluxo de refugiados, os ataques terroristas e a crescente desunião europeia tornaram a qualidade de vida percebida na Alemanha menos atraente para os inquiridos. Como resultado, o país caiu quatro posições no ranking e a Suíça conquistou o primeiro lugar. A classificação tem por base uma pesquisa global junto de mais de 21.000 pessoas. A pesquisa olha para os países como marcas, questionando os indivíduos sobre as suas perceções em relação aos países em 65 categorias, que vão desde o ambiente familiar até ao quão fácil é iniciar um negócio. Cada atributo é pontuado, agrupado em subcategorias e somado para a classificação geral. A Suíça conquistou o pódio graças aos seus «sistemas sociais progressistas, proteção dos direitos humanos e ambiente favorável às empresas», de acordo com o relatório. O Canadá e o Reino Unido ficaram em segundo e terceiro lugares, respetivamente, mantendo as posições do ano anterior. Os EUA, por seu lado, caíram de quarto para sétimo lugar no ranking geral, com os entrevistados a citarem a campanha presidencial como uma das razões da perda de algum respeito pelo país (a pesquisa foi realizada durante as eleições presidências norte americanas).