Breves

  1. Levi’s compra blusão de Einstein
  2. Brunello Cucinelli soma e segue
  3. Outlets ganham força
  4. Aditya Birla separa sites de marcas de moda
  5. Retalho de vestuário em queda em Singapura
  6. Alibaba lança loja com realidade virtual

1. Levi’s compra blusão de Einstein

A Levi Strauss & Co comprou o casaco em couro castanho Levi’s “Cossack” de Albert Einstein num leilão da casa Christie’s, em Londres, por 110.500 libras (132.693 euros). A peça de roupa foi comprada por Einstein quando se tornou cidadão dos EUA, em meados dos anos 30, e foi usado pelo cientista regularmente durante o período em que se estava a tornar americano. Einstein foi várias vezes fotografado com o casaco, incluindo numa foto de Lotte Jacobi em 1938 e na capa da revista Time em abril do mesmo ano.

2. Brunello Cucinelli soma e segue

O grupo italiano de luxo Brunello Cucinelli registou um aumento de 9,7% (10,3% a câmbios neutros) do volume de negócios no primeiro semestre do ano, para 219,8 milhões de euros. A empresa conseguiu mesmo crescer no mercado italiano, que enfrenta dificuldades, tendo aumentado as suas receitas em 6,9%, para 39,5 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano, representando agora 18% do volume de negócios total. Estes valores, ainda provisórios, permitiram à empresa confirmar as suas previsões para o ano completo, tendo afirmado em maio que as vendas e os lucros devem aumentar por dois dígitos. As vendas europeias no geral subiram 8,3%, enquanto na América do Norte o aumento foi de 9,7%. Na Grande China, as vendas registaram um crescimento de 15% durante o período, apesar dos problemas que o sector do luxo enfrenta atualmente em Hong Kong e em Macau.

3. Outlets ganham força

Acabar com a adição dos consumidores a promoções pode ser um dos grandes desafios para os retalhistas americanos, segundo um novo estudo do NPD Group. Com base na análise de recibos e do comportamento de compra dos consumidores ao longo do tempo, o estudo mostra que a maior parte dos maiores compradores de roupa são também consumidores empenhados em conseguir preços mais baixos e que o crescimento do canal de vendas off-price – em Portugal conhecidos como outlets – é o segundo mais relevante, a seguir ao online. O NPD afirmou que as visitas às lojas físicas off-price aumentaram 4% no ano até abril de 2016, com 50% de todas essas visitas a resultar numa compra. Também revelou que 75% das compras de vestuário em todos os canais de retalho foram feitas por pessoas que também compram em outlets. Os dados revelam ainda que os consumidores de lojas off-price não são fiéis às marcas e que compram em várias lojas diferentes para conseguirem os preços que querem. O foco em descontos é particularmente vincado entre os consumidores mais velhos, nomeadamente os que têm 45 anos ou mais, que representam mais de 50% das compras de vestuário com desconto. Os millennials mais velhos (entre os 25 e os 34 anos) também aumentaram a sua quota e representam agora 16% dos consumidores de vestuário com desconto. O NPD afirma que os grandes armazéns, em particular, estão sob ameaça do aumento do retalho em outlets. «Os consumidores estão claramente à procura de melhores negócios e sabem que se comprarem num retalhista off-price vão consegui-los. Estão a encontrar exatamente o que querem… na altura certa e com o preço certo e esse nem sempre é o caso com os grandes armazéns», afirmou o diretor de análise da indústria do NPD Group, Marshal Cohen.

4. Aditya Birla separa sites de marcas de moda

Na Índia, a plataforma online multimarca Trendin, do Aditya Birla, vai separar os sites de cinco marcas de moda como parte de uma reestruturação que pretende melhorar o envolvimento dos consumidores. As cinco marcas – Louis Philippe, Allen Solly, Van Heusen, Peter England e People – vão manter-se como parte da plataforma Trendin mas terão o seu próprio website e a sua própria estrutura de compras online, indicou o The Times of India. Ashish Dikshit, director de negócio da Madura Fashion – a divisão online do Aditya Birla Fashion & Retail – afirmou que os sites individuais darão uma melhor oportunidade para cada marca individual interagir com os consumidores, enquanto a Trendin vai continuar como o destino multimarca da Madura. Uma fonte familiarizada com a questão afirmou que a Trendin será encerrada e a sua equipa de 100 funcionários será absorvida pelo Abof.com, a mais recente aposta de moda online do Aditya Birla, mas a empresa não confirmou. «Estamos a expandir a nossa aposta no comércio eletrónico ao somar sites de marcas individuais às nossas atuais operações com a Trendin», escreveu o Aditya Birla num email. «A Trendin vai continuar a ser o repositório de todo o nosso portefólio de marcas», acrescentou. Os novos sites deverão ser lançados nos próximos dois meses.

5. Retalho de vestuário em queda em Singapura

As fortes vendas de veículos automóveis impulsionaram uma vez mais as vendas a retalho em Singapura, que em maio foram a única categoria de retalho a registar um crescimento substancial pelo segundo mês consecutivo. No geral, as vendas a retalho subiram 3% em termos anuais, para 3,7 mil milhões de dólares (3,32 mil milhões de euros), segundo o departamento de estatística, graças a um crescimento de 35,9% nas vendas de veículos. Contudo, as vendas de vestuário, calçado, relógios e joalharia, produtos alimentares e bebidas, livros e artigos de lazer caíram entre 1,9% e 8,7%.

6. Alibaba lança loja com realidade virtual

O Alibaba Group vai lançar uma loja digital onde os consumidores podem entrar e interagir com assistentes de vendas robóticos usando um capacete de realidade virtual. Os consumidores podem ainda rodar um objeto como se estivessem a pegar nele e a analisá-lo. Se quiserem, podem clicar num botão “comprar” e fazer a aquisição. A loja será lançada no final deste mês, segundo o WWD, com um lançamento a larga escala planeado para o final deste ano. Embora os consumidores tenham de ter o seu próprio capacete, o diretor-sénior de dispositivos móveis do Alibaba, Zhuang Zhuoran, afirmou que só o gigante de comércio eletrónico tem vendido 300 mil unidades todos os meses na China, com alguns com um preço de apenas 20 dólares (cerca de 18 euros). A empresa está ainda a considerar oferecer os equipamentos para os consumidores experimentarem. O Alibaba começou a investir em realidade virtual no início deste ano, tendo liderado uma ronda de financiamento de 794 milhões de dólares para a empresa americana Magic Leap, depois de ter criado um laboratório batizado Gnome Magic para fazer experiências com a integração da tecnologia com as compras online. Sharon Chan, porta-voz do Alibaba, revelou que o desafio era conseguir acertar com o produto digital em 3D e reduzir os custos, dos atuais 50 dólares por produto, para 1 dólar por produto. A China pode ser um bom local para fazer os testes, afirmou, uma vez que 60% da população vive em zonas rurais sem acesso a lojas de retalho de qualidade, mas ao mesmo tempo são adeptos dos dispositivos móveis e sentem-se confortáveis com as compras online.