- Vendas a passo de tartaruga nos EUA
- Saks conquista o retalho canadiano
- Beyoncé contra Feyoncé
- Burkina Faso processa algodão Monsanto
- Sonia Rykiel e Robert Clergerie juntos
- LVMH desvenda segredos ao público
1. Vendas a passo de tartaruga nos EUA
As vendas nos EUA cresceram 0,6% em termos semanais na última semana de março, depois de terem subido 1,5% na semana anterior, de acordo com o The Johnson Redbook Retail Sales. As vendas no mês março subiram 0,8% em termos anuais e 3,1% em comparação com fevereiro. «A performance mais fraca da semana reflete a debilidade sazonal após a semana das vendas de Páscoa e as comparações difíceis com a semana de compras pré-Páscoa no ano passado», indicou o Redbook. «As nossas perspetivas preliminares para abril é de um crescimento anual de 1,1%, que poderá resultar numa performance de -2,8% face a março», acrescentou. Ao mesmo tempo, o estudo semanal da Retail Economist-Goldman Sachs das vendas comparáveis em cadeias de lojas subiu 0,1% em termos semanais nos sete dias até 2 de abril. Em comparação anual, as vendas subiram 1,7%. «A semana pós-Páscoa mostrou um ganho marginal das vendas, mas essencialmente as vendas mudaram pouco em comparação com a semana passada, já que a meteorologia continuou a travar a procura dos consumidores por artigos de primavera», afirma Michael P Niemira, analista-chefe da The Retail Economist. «Contudo, curiosamente, o negócio dos grandes armazéns foi o vencedor da semana em comparação com o ano passado, mas os retalhistas puramente online parecem ter sofrido. O ambiente de retalho continua a ser muito díspar por tipo de loja», acrescentou.
2. Saks conquista o retalho canadiano
A estreia da Saks Fifth Avenue no Canadá foi considerada «um enorme sucesso», segundo a perspetiva dos executivos da empresa-mãe Hudson’s Bay Company. Aberta em fevereiro, a flagship em Toronto teve uma das melhores aberturas da história da retalhista, indicaram os executivos, e a localização adjacente da Hudson’s Bay também beneficiou de um aumento no tráfego e nas vendas, acrescentaram. A Hudson’s Bay Company abriu outra loja em Toronto no final do mês passado, tendo ainda aberto os primeiros quatro outlets Saks Off Fifth em Ontário. Contudo, as vendas comparáveis no trimestre do Natal desceram 1,2% na Saks e subiram 2% na Saks Off Fifth. Aos analistas, Jerry Storch, diretor-executivo da Hudson’s Bay Company, declarou que «não há dúvida que o mercado de luxo é o mais desafiante em que estamos atualmente. A força do dólar reduziu significativamente a quantidade de turistas internacionais que vêm aos EUA e as suas compras nessas cidades de luxo». Storch referiu que as visitas a pontos de venda em Nova Iorque por canadianos e europeus diminuíram e que menos brasileiros estão a visitar as lojas no sul da Flórida. «A parte positiva é que mais canadianos estão a ficar no Canadá para comprar», apontou. Os primeiros resultados da Saks Off Fifth estão igualmente «fortes», afirmou o presidente-executivo do conselho de administração da Hudson’s Bay Company. «Há muito que acreditávamos que o Canadá está subexplorado no mercado dos descontos. O investimento na Off Fifth apresenta um baixo risco e uma forte oportunidade de retorno», sustentou.
3. Beyoncé contra Feyoncé
Beyoncé apresentou uma queixa contra uma empresa sediada no Texas que vende produtos “Feyoncé”. A estrela pop está a processar Andre Maurice, Leana Lopez, Lee lee e a Feyonce Inc, segundo os documentos submetidos no Tribunal Federal de Manhattan, obtidos pelo Daily Mail. No processo acusa a empresa de usar um nome semelhante e a letra da sua canção “Single Ladies”, afirmando que as semelhanças «confundem os consumidores e causam-lhe danos irreparáveis». A empresa vende t-shirts e outro tipo de vestuário e artigos para a casa com um jogo de letras do seu nome e com a letra da canção, direcionados para casais que estão comprometidos. Uma caneca ostenta a frase “he put a ring on it” o que, de acordo com a queixa legal, «pretende chamar à mente Beyoncé e a sua canção famosa». Também afirma que já houve ordens de “cessação e desistência” para parar com a venda dos produtos Feyoncé.
4. Burkina Faso processa algodão Monsanto
A associação de algodão do Burkina Faso está a pedir uma indemnização de 48,3 mil milhões de francos CFA (cerca de 73,6 milhões de euros) à empresa americana de sementes Monsanto, afirmando que o algodão geneticamente modificado levou a uma diminuição da qualidade. O algodão é a segunda principal fonte de rendimentos do país da África Ocidental, a seguir ao ouro. Num esforço para aumentar o rendimento da colheita, a Associação Interprofissional de Algodão do Burkina (AICB na sigla original) começou a introduzir a espécie Bollgard II nas variedades de algodão do Burkina desde 2009 como proteção contra as lagartas. Contudo, a AICB, que junta três empresas de algodão do Burkina Faso e a união nacional dos agricultores (UNPCB na sigla original) acredita que a tecnologia terá aumentado o nível de fibras curtas no algodão, reduzindo o seu valor de mercado. A associação indicou que se encontrou com representantes da Monsanto no mês passado, mas que as partes não chegaram a acordo sobre a indemnização, e que está a pedir aos agricultores para deixarem de usar sementes geneticamente modificadas até a tecnologia melhorar e o comprimento da fibra estiver restaurado. «Passamos de 39,2 mil milhões [de francos CFA] de prejuízo para 49,3 mil milhões em apenas uma colheita. Se continuarmos assim, apenas vamos cavar um buraco maior», acredita Wilfried Yameogo, diretor-geral da Sofitex, uma das empresas da AICB. A Monsanto afirma que as variedades Bollgard II conseguiram consistentemente aumentar o potencial da colheita desde que foram lançadas. A empresa admite que foram observadas mudanças recentes no comprimento da fibra, mas acrescenta que a qualidade da fibra é influenciada tanto por condições ambientais como pela genética. «Esta variação existe entre todas as variedades de algodão (convencional ou de biotecnologia) e é independente da Bollgard II», sustentou o porta-voz Willliam Brennan à Reuters. Yacouba Koura, vice-presidente da UNPCB, considera que os agricultores devem ser capazes de substituir as variedades geneticamente modificadas por sementes de algodão convencional para 2016/2017. «Se as sementes de algodão convencional estiverem disponíveis, se os agricultores tiverem formação e se houver um fertilizante de qualidade, não há problema», apontou Koura.
5. Sonia Rykiel e Robert Clergerie juntos
O designer francês de calçado de luxo Robert Clergerie fez uma parceria com a casa de moda parisiense Sonia Rykiel para uma nova coleção-cápsula. Compreendendo três estilos dos sapatos plataforma Dylan da marca, criados nos anos 80, a coleção transmite uma vibração divertida das duas marcas. A diretora artística da Sonia Rykiel, Julie de Libran, deu ao sapato três aspetos diferentes, usando veludo, lantejoulas e pedraria. Os sapatos fazem parte da pré-coleção outono-inverno 2016/2017 da Sonia Rykiel e estarão disponíveis nas lojas Robert Clergerie e Sonia Rykiel.
6. LVMH desvenda segredos ao público
Durante três dias a LVMH vai abrir cerca de 50 dos seus ateliers e mansões privadas ao público em geral, na terceira edição da iniciativa “Private Days”. O grupo francês anunciou que, de 20 a 22 de maio, «quase 40 marcas de luxo vão abrir 50 lugares excecionais, gratuitamente, em França, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e Polónia». Mais de 100 mil pessoas aderiram à iniciativa nas duas edições anteriores, que tiveram lugar em 2011 e 2013. Em 2016, os showrooms da Christian Dior na avenue Montaigne em Paris, os ateliers da Louis Vuitton em Asnières, a joalharia Chaumet in Paris na Place Vendôme e a produtora de calçado Berluti vão abrir as suas portas novamente. Em estreia estará a unidade de produção da Guerlain em Chartres, a fábrica de tecido Loro Piana em Roccapietra, em Itália, a escola de vitivinicultura da Moët & Chandon em Epernay e a produtora de relógios da Louis Vuitton, perto de Genebra, entre outras. «A “Private Days” oferece novamente a oportunidade de destacar a diversidade de conhecimentos e capacidades que contribuem para a riqueza destas marcas de luxo», sublinhou Antoine Arnault, diretor-geral da Berluti e presidente da Loro Piana, na apresentação do evento. Será possível fazer o pré-registo online, embora metade das entradas esteja disponível no próprio dia. Graças a uma parceria com o Facebook e o Instagram, os utilizadores serão ainda capazes de participar virtualmente em algumas das visitas. O LVMH opera mais de 100 unidades de produção em França e emprega quase 50 mil pessoas na Europa, 23 mil das quais em França.







