- Algodão futuro em ascensão
- Uniqlo lídera na Coreia do Sul
- Retalho canadiano na mó de cima
- Wolford cresce com lingerie modeladora
- Puma na lista de vendas da Kering?
- Comércio eletrónico de vento em popa na Índia
1. Algodão futuro em ascensão
Os futuros do algodão subiram na passada segunda-feira, 21 de março, registando o maior ganho numa única sessão na última semana, com os investidores a cobrirem apostas pessimistas, decorrentes de prejuízos na sessão anterior e alimentadas por notícias sobre a libertação dos enormes stocks chineses. Os especuladores aumentaram a sua posição a curto prazo no algodão de 3.952 lotes a 40.488 lotes, de acordo com os dados da Commodity Futures Trading Commission, com os preços a ficarem próximos dos mínimos de 2009. Foi a maior posição a curto prazo na fibra desde que há registo, que data de 2006. «Houve algum nervosismo da parte do curto prazo para ter algum lucro e cobri-los», afirmou Louis Rose, trader independente de algodão e consultor na Risk Analytics, em Memphis, no Tennessee. O governo chinês pode começar a vender as suas reservas de algodão estatais a partir de meados de abril, com a prioridade a ser a oferta de algodão de boa qualidade, incluindo fibra importada, apontou um responsável do governo na semana passada. Contudo, os mercados não tiveram clareza suficiente da China «para decidir em que direção vai a venda», acrescentou Louis Rose.
2. Uniqlo lidera na Coreia do Sul
A japonesa Uniqlo é a marca de fast fashion que mais vendeu na Coreia do Sul no ano fiscal terminado em agosto de 2015, seguida da marca coreana Daiz, que superou a performance das cadeias internacionais, incluindo a H&M e a Zara. A Uniqlo registou um volume de vendas de 1,1 biliões de won (cerca de 841 milhões de euros), segundo o Serviço de Supervisão Financeira, apenas 10 anos depois de ter entrado no mercado, em 2005. A marca local Daiz, operada pela cadeia discount E-Mart, mais do que duplicou as vendas nos últimos seis anos, para 38,8 milhões de dólares (34,4 milhões de euros). Os analistas destacaram que o ranking reflete uma mudança gradual na indústria de fast fashion na Coreia do Sul, que tem sido dominada por cadeias internacionais. Para além da Daiz, o conglomerado de retalho Lotte também lançou uma marca de vestuário baptizada TE no início deste mês.
3. Retalho canadiano na mó de cima
As vendas a retalho no Canadá recuperaram 2,1% em janeiro, registando o maior ganho mensal em seis anos e compensando completamente a queda de 2,1% em dezembro. De acordo com o gabinete de estatística do país, em termos anuais a taxa de crescimento subiu 6,4%, em comparação com 2,7% em dezembro, o valor mais elevado desde o aumento de 6,6% em novembro de 2010. O relatório mostra uma força generalizada, com seis subsectores a registarem crescimento, liderado pela indústria automóvel, e quatro a caírem. As vendas, excluindo automóveis, subiram 1,2%, embora a taxa não tenha sido suficiente para contrariar a queda de 1,7% em dezembro. As vendas a retalho superaram as expectativas dos analistas de um aumento de 0,5%. As lojas de alimentação e bebidas registaram vendas estagnadas, enquanto nos artigos de desporto (-3,4%), eletrónica e eletrodomésticos (-0,1%) e mobiliário e artigos para a casa (-0,4%) os resultados foram negativas.
4. Wolford cresce com lingerie modeladora
A procura por lingerie funcional e modeladora continua inabalável, o que deverá contribuir para uma melhoria das vendas da Wolford no último trimestre do ano fiscal, que termina em maio. As previsões otimistas seguem-se ao crescimento registado em todos os grupos de produto nos primeiros três trimestres, com a empresa austríaca especialista em roupa interior e collants a revelar que o segmento de lingerie mostrou um «significativo» crescimento do volume de negócios, especialmente relevante tendo em conta «o ambiente económico e político difícil» e as «temperaturas quentes no inverno», sublinhou. O volume de negócios cresceu 6,3% nos primeiros nove meses do ano, para 128,7 milhões de euros, impulsionado por efeitos de câmbio positivos. A câmbios ajustados, o aumento foi mais modesto (+1,1%). O lucro operacional nos primeiros nove meses caiu para 2,16 milhões de euros, em comparação com 7,08 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. O negócio próprio no retalho deu um contributo substancial para o crescimento do volume de negócios, assim como o negócio online, que cresceu 66%. Geograficamente, a Wolford cresceu a dois dígitos em Itália e Espanha e aumentou o volume de negócios na Escandinávia, Holanda e Bélgica. Em França, o volume de negócios manteve-se no mesmo nível do ano anterior, apesar da quebra do volume de negócios relacionada com os ataques terroristas em Paris em novembro. Os efeitos positivos do câmbio suportaram o desenvolvimento positivo do volume de negócios nos EUA, no Reino Unido e na Suíça. Em termos de tendências, a Wolford indicou que a procura por lingerie modeladora com caráter funcional continuou inabalada. «Como tal, o segmento de lingerie registou um forte crescimento do volume de negócios. Ao mesmo tempo, os outros segmentos do Wolford Group, isto é, pronto-a-vestir, meias e acessórios também geraram aumentos de volume de negócios no mesmo período», indicou.
5. Puma na lista de vendas da Kering?
O grupo francês de luxo Kering continua a desmantelar a sua unidade de lifestyle e desporto, gerando rumores de que o dono da Gucci pode vender a Puma. O Kering vendeu a produtora de óculos de neve Electric a um grupo liderado pelo diretor-executivo da marca. A Electric, que o Kering comprou quando adquiriu a marca de artigos de skate Volcom em 2011, deu provavelmente prejuízo no ano passado, com vendas de 22 milhões de euros, estima o analista do MainFirst Bank AG, John Guy. «O negócio faz sentido» já que permite que o Kering coloque o capital noutro local, considera Guy. A transação segue-se à venda, no ano passado, da marca de calçado Tretorn ao Authentic Brands Group. O Kering ainda não disse se tem planos para vender a Puma, mas também não descartou essa possibilidade desde que a Bloomberg News reportou, em novembro, que a empresa francesa estava aberta a uma venda. A prioridade do Kering é tornar a marca mais rentável, afirmou no início do ano o presidente do conselho de administração e CEO François-Henri Pinault. O Kering vê a Puma como periférica para a sua estratégia a longo prazo, afirmou, contudo, à Bloomberg uma fonte próxima. Os analistas estimam que em 2020 a Puma deverá ter lucros semelhantes ao nível de quando o Kering comprou a marca, num negócio que avaliou a empresa alemã em 5,3 mil milhões de euros. A empresa, que produz o calçado de corrida usado por Usain Bolt, está agora avaliada em menos de 3 mil milhões de euros, com base na sua capitalização de mercado.
6. Comércio eletrónico de vento em popa na Índia
As compras online médias na Índia deverão aumentar 78% este ano, graças a negócios atrativos e ao marketing agressivo dos retalhistas online, segundo aponta um estudo da Assocham e da PwC. Cerca de 55 milhões de consumidores fizeram uma compra online em 2015 e o número deverá crescer para 80 milhões este ano, de acordo com as conclusões do estudo, já que a logística e as ligações da Internet melhoraram no país. «Os consumidores através de smartphones e tablet serão fortes motores de crescimento. Os telemóveis já representam 11% das vendas de comércio eletrónico e a sua quota vai aumentar para 25% até 2017», aponta o estudo. Vestuário, acessórios e eletrónica de consumo representam a maior parte das vendas online, noticiou o jornal The Hindu, e deverão representar 40% em 2016. A indústria de comércio eletrónico da Índia deverá ultrapassar a barreira de 100 mil milhões de dólares (88,7 mil milhões de euros) dentro de cinco anos, com uma taxa anual composta de crescimento de 35% a 40%, partindo do valor atual de 25 mil milhões de dólares. Outras iniciativas, como vendas flash, negócios do dia e programas de fidelização online vão igualmente contribuir para o crescimento, revela o estudo.







