Breves

  1. Retalho chinês abranda
  2. Lidl lança coleção de denim
  3. Cores mais sombrias no Japão
  4. Caitlyn Jenner dá rosto à H&M Sport
  5. Comércio eletrónico sob investigação
  6. Ferragamo com medidas anticontrafação

1. Retalho chinês abranda

O crescimento das vendas a retalho na China abrandou para 10,2% em termos anuais nos primeiros dois meses de 2016, para 5,29 biliões de yuans (732,4 mil milhões de euros), segundo os dados oficiais do gabinete de estatística do país. Em comparação, as vendas online cresceram 27,2% em termos anuais, para 636,1 mil milhões de yuans, representando cerca de 12% do total das vendas a retalho. O abrandamento é ainda mais visível em comparação com os últimos dados: em dezembro as vendas a retalho tinham crescido 11,1% e na totalidade do ano de 2015 o aumento foi de 10,7%. As áreas urbanas representaram quase 86% das vendas a retalho. Contudo, as vendas a retalho em áreas rurais subiram 10,9%, ultrapassando a taxa de crescimento de 10,1% das áreas urbanas. Em 2015, o consumo contribuiu com 66,4% do PIB da China, mais 15,4% do que em 2014.

2. Lidl lança coleção de denim

A cadeia de supermercados Lidl está a lançar uma gama de denim barata no Reino Unido, com jeans a cerca de 7 euros. A coleção de 58 peças “We Love Denim” inclui ainda camisas, t-shirts, casacos, roupa interior, calçado e perfume. A compradora de moda do Lidl Josie Stone afirmou ao The Sunday Times que a gama foi pensada para toda a gente, desde «jovens licenciados de 20 anos a mães de 40 anos. O poder de compra do grupo Lidl é enorme. As poupanças que fazemos enquanto grupo passamos para os nossos consumidores. As nossas gamas de moda baseiam-se em tendências de moda mundiais adaptadas para o mercado do Reino Unido». A retalhista alemã opera cerca de 10 mil lojas na Europa.

3. Cores mais sombrias no Japão

As cores estão a ficar mais escuras no Japão, numa altura em que as preocupações com a economia do país se adensam. No primeiro ano de “Abenomics”, o programa de estímulo económico do Primeiro-Ministro Shinzo Abe, quando as ações estavam a valorizar, as exportações a crescerem e a deflação em queda, a Shiseido introduziu um novo lip gloss atrevido para refletir a nova confiança. Foi há mais de 20 anos que o verniz vermelho forte Lacquer Rouge 413 da Shiseido se tornou popular, indicou a empresa, lembrando a era antes do Japão ter caído em duas décadas de estagnação e deflação no início dos anos 90. Agora que o crescimento se tornou negativo, a inflação estagnou e o consumo caiu pelo quinto mês consecutivo, as cores fortes estão a sair da maquilhagem da Shiseido. As vendas estão a mudar para tons como o Maquillage Dual Color Rouge 10, que é mais semelhante à cor natural dos lábios japoneses e 800 ienes mais barato do que o vermelho forte. A recuperação lenta do Japão está a refletir-se na indústria da moda. «Há esperança na sociedade que algo acontecesse quando o governo do Primeiro-Ministro Abe tomou posse», afirma Reiko Ohno, porta-voz da Japan Fashion Color Association. «Isso coincidiu com o momento em que a indústria da moda estava a tentar introduzir artigos mais coloridos», refere. Contudo, no ano passado o otimismo esfumou-se, a moda voltou-se novamente para os tons de bege, cinzento e azul-marinho, indica. E com o Banco do Japão a dever cortar as previsões de crescimento e inflação para o próximo ano, a paleta de cores para 2017 promete ser ainda mais sombria.

4. Caitlyn Jenner dá rosto à H&M Sport

Caitlyn Jenner é o novo rosto da campanha de desporto da H&M, com os looks athleisure da retalhista sueca a deverem beneficiar da popularidade de Jenner que, segundo a H&M, «é uma das atletas mais celebradas do mundo». Num e-mail à Fortune, uma porta-voz da H&M afirmou que a nova coleção de sportswear de performance foi «feita para celebrar a individualidade e autoconfiança». Depois de Jenner, anteriormente conhecida como Bruce, vencedor de uma medalha olímpica no decatlo, ter anunciado a sua transição para se tornar uma mulher no ano passado, começou de imediato a especulação sobre possíveis contratos publicitários. A relação com a H&M parece fazer sentido, uma vez que Caitlyn Jenner é conhecida pela medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Montreal e pela associação ao clã Kardashian. Além disso, é pai de Kendall Jenner e a filha mais nova Kylie é a nova cara da marca Puma. Para a H&M, a retalhista ganha um nome de peso, numa altura em que pretende expandir a presença da sua linha de sportswear. A H&M Sport foi lançada em 2014 como uma linha de «sportswear na moda com tecidos funcionais».

5. Comércio eletrónico sob investigação

Os reguladores da União Europeia vão publicar os dados da investigação de um ano sobre barreiras ao comércio eletrónico transfronteiriço, dando potencialmente base a queixas formais contra algumas empresas. A investigação focou-se no comércio de eletrónica, vestuário, calçado e conteúdo digital, tendo analisado se as empresas enveredaram por práticas anti-concorrenciais, como acordos para impedir a venda de produtos e serviços em alguns países ou para vender a preços mais altos. Um documento com os dados recolhidos será publicado no dia 18 de março, revelou a Comissária Europeia da Concorrência, Margrethe Vestager. «Esta é a primeira análise e depois talvez pensemos em abrir casos», indicou. Embora cerca de metade dos consumidores da União Europeia tenha comprado online em 2014, apenas 15% comprou um produto online noutros países da União Europeia, devido a barreiras de língua, leis diferentes e comportamento anti-concorrencial, segundo os dados da Comissão Europeia. Vestager afirmou ainda que um relatório interino será publicado no final do verão ou início do outono e que a versão final deverá sair no primeiro trimestre de 2017.

6. Ferragamo com medidas anticontrafação

A Salvatore Ferragamo SpA está a introduzir microchips nas suas carteiras e sapatos, numa altura em que a indústria de luxo acelera os esforços para combater as fraudes. As etiquetas com identificação por radiofrequência (Rfid), que funcionam como códigos de barras para identificar e rastrear tudo, desde alimentos a armas, foram inseridas na sola esquerda da maior parte dos sapatos da Ferragamo desde 2014, indicou a empresa no primeiro comunicado sobre o assunto. Desde então já acrescentou em calçado de homem, artigos em pele para senhora e malas. As etiquetas permitem que a Ferragamo «siga o sapato com certeza, dando ao grupo um melhor controlo para lutar contra as falsificações», afirmou a empresa italiana. As etiquetas Rfid são normalmente usadas por grandes retalhistas para gerir stocks, com a Inditex a ter revelado recentemente que até ao final do ano a Zara terá a tecnologia instalada em mais de 2.000 lojas. O facto das etiquetas estarem agora a ser usadas por empresas como a Ferragamo mostra como as marcas de luxo estão a levar mais a sério os produtos contrafeitos, numa altura em que se deparam com o abrandamento da procura, sobretudo na China. A Ferragamo, que está a sentir dificuldades para crescer na Ásia, trabalhou com as autoridades chinesas para destruir ou confiscar cerca de 25 mil artigos contrafeitos no ano passado e bloqueou 91 mil publicidades online a produtos falsos. O valor total dos artigos falsificados da Ferragamo que foram confiscados ou destruídos na China ultrapassou os 15 milhões de euros e mais de metade correspondia a cintos, indicou a empresa.