Braz Costa apela à mobilização do Minho

O administrador do Iapmei e responsável pelo dossier Dínamo, Braz Costa, foi convidado pela AIMinho para debater com os empresários daquela região o futuro do Prime, e dos sistemas de incentivos. À semelhança da apresentação das novidades deste Programa de Modernização e da sua aplicação no futuro, realizada na sessão do ciclo de conferencias temáticas do novo Prime dedicada ao Dínamo no final de Fevereiro, o administrador referiu que o Programa tem agora vários eixos mas uma gestão comum. Segundo a AI Minho, Braz Costa esclareceu que a atribuição de financiamento – mais escasso – será regida por critérios de exigência e selectividade, com excepções para a formação e projectos inovadores. Para a primeira, «haverá um fundo perdido com uma taxa de apoio bastante elevada», e nos segundos serão valorizados os projectos de inovação «com um efeito de alavanca, infra-estruturante, isto é, que tenham efeito não directamente apenas naquela empresa mas que tenham outros efeitos». Nesse caso terão direito «ao chamado fundo perdido, em percentagens confortáveis», acrescentou Braz Costa. Referiu ainda que o lançamento de concursos temáticos, «que se estão já a experimentar com as energias renováveis e com a moda», passarão a ser regra «para permitir que a política pública funcione». Mas frisou também a sua perplexidade, pois para ele «não há região mais empreendedora, não há região com uma concentração industrial tão grande, não há região tão agressiva nos negócios, (…) mas é a região mais atrasada do nosso país». E lançou a questão: «será que a propensão natural desta gente para explorar a sua capacidade de trabalho precocemente nos está a prejudicar?». «Talvez o excesso de empreendedorismo esteja neste momento a prejudicar o desenvolvimento do Minho», sugeriu, opinião esta partilhada pelo presidente da Associação anfitriã, António Marques, que acrescentou não perceber «porque uma região que tem tudo para ser das melhores, está a ser ultrapassada». Assim, Braz costa apelou à mobilização da região: «é preciso que os empresários se juntem à AIMinho e criem dimensão» pois «ou há concertação muito séria ou então a região perde», ideia secundada por António Marques, que complementou com a necessidade de haver cooperação. “Temos de nos unir e trabalhar em conjunto”, concluiu.