O Brasil anunciou no dia 5 de Julho, que assinou um acordo com os EUA para adiar as sanções autorizadas pela Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os subsídios norte-americanos à exportação de algodão (ver notícia no Portugal Têxtil). O valor da retaliação foi estipulado pelo Brasil em 2,9 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros).
Segundo dados da OMC, os EUA teriam de eliminar, até ao dia 1 de Julho, os subsídios de garantias de crédito à exportação e o programa de comercialização de algodão designado Step 2, que transfere dinheiro a exportadores e usuários de engenhos domésticos como compensação pelo alto preço que pagam pelo algodão norte-americano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a decisão de adiar as sanções ocorreu após o anúncio do Departamento de Agricultura dos EUA de que serão encaminhados ao Congresso projectos de eliminação dos subsídios. Os EUA também apresentaram uma proposta para corrigir os mecanismos de garantia de crédito aos produtores de algodão, que ainda serão examinados pelos técnicos brasileiros. A disputa entre o Brasil e os EUA na OMC começou em Setembro de 2002, quando o governo brasileiro pediu o fim dos subsídios norte-americanos ao sector têxtil.









