Sediada em Vila Nova de Famalicão, a BKR Internacional resultou da aquisição, em 2012, da BKR, fundada em Itália em 1987, pela EASI Internacional. «Éramos representantes desta empresa em Portugal. Quando surgiu a oportunidade de compra, trouxemos toda a produção para Famalicão», explicou Orlando Faria, administrador da empresa portuguesa, ao Jornal Têxtil, há dois anos, quando a BKR se estreou na Texprocess, feira de tecnologia para o processamento de têxteis e materiais flexíveis. «Hoje, orgulhamo-nos de ter tecnologia completamente portuguesa, produzida e desenvolvida em Famalicão», acrescentou.
Em 2023, a BKR Internacional tinha uma capacidade de produção anual de 200 máquinas e um volume de negócios de 6 milhões de euros. De acordo com a informação divulgada pela ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia, «a aquisição BKR Internacional incorpora 30 novos colaboradores diretos e transformará a unidade portuguesa num novo polo de produção industrial e codesenvolvimento de novos produtos na Europa, além de ampliar a sua atuação nos mais de 7.000 clientes espalhados pelo mundo para setores como mobiliário, automóvel e têxteis-lar».
A unidade portuguesa deverá, assim, duplicar a capacidade de produção, com planos de expansão até 2027. Os equipamentos produzidos abastecerão todos os mercados da Audaces, reforçando um portefólio que passa a incluir 11 modelos de carros de estender, mais de 40 configurações industriais e mesas de estender com insuflação/aspiração.

Fundada em Florianópolis em 1992, a Audaces desenvolve soluções para a moda, o mobiliário e outras indústrias que usam materiais flexíveis. Em 2024 adquiriu a empresa brasileira Sizebay, que desenvolveu um provador virtual para e-commerce de moda, e prevê lançar novos produtos e avançar com atividades de fusões e aquisições em 2026 para impulsionar o crescimento, tendo como meta «alcançar 70% de market share global em multiplataformas até 2030, tornando-se líder mundial em soluções integradas para o setor».
A aquisição da BKR Internacional integra a empresa portuguesa no ecossistema da Audaces mas «também representa a cisão da empresa portuguesa com o grupo EASI Internacional. A marca será mantida como unidade de negócio e os executivos [Orlando Faria e Rogério Moreira] seguirão à frente das operações na área de desenvolvimento e comercial», revela a empresa brasileira.
«Estamos a unir expertise europeia com a força tecnológica brasileira para oferecer mais valor, inovação e eficiência», conclui Matheus Diogo Fagundes.



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