A ATP divulgou o que considera serem os interesses e objectivos da ITV, quer nacional quer comunitária, que o JT divulga no dia em que se iniciam a Conferência ministerial da OMC em Hong-Kong, cumprindo e tentando concluir a agenda do desenvolvimento de Doha. Para Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação, as negociações herdam um enquadramento que se revela desactualizado no actual contexto comercial actual., dado que «é inquestionável que os direitos aduaneiros existentes neste sector são um legado das negociações passadas e não reflectem o verdadeiro estado de desenvolvimento dos diferentes países membros da OMC». Para o presidente «esta situação resulta em desequilíbrios flagrantes no sector. As reduções nas taxas aduaneiras levadas a cabo pela UE tornaram-na num dos mercados mais abertos a nível mundial, situação não recíproca nos restantes mercados onde, por outro lado, têm vindo a florescer as barreiras não tarifárias, dificultando cada vez mais o acesso dos nossos exportadores aos principais mercados mundiais». E deixa o aviso de que «esta é provavelmente a última oportunidade para se conseguir obter uma melhoria no acesso aos mercados através de uma mesa redonda multilateral. Tanto a Comissão como os Estados-Membros deveriam aproveitar esta oportunidade para conseguir um acesso eficaz e tangível aos mercados, para benefício de todos os exportadores da UE.
Para a ATP a ITV protagonizou grandes transformações desde o início da Agenda de Doha em 2001, e «agora mais do que nunca, há uma necessidade evidente de assegurar que as condições de comércio se tornem equilibradas, justas e sustentadas, que sejam respeitados os direitos de propriedade intelectual e as normas e requisitos internacionais, que sejam prevenidos os desequilíbrios de mercado e as práticas de comércio desleais, de forma a garantir o futuro desenvolvimento da indústria». Paulo Nunes de Almeida enunciou então os objectivos da ITV comunitária, e da nacional em particular: assegurar que todos aos países reduzam e harmonizem as suas taxas aduaneiras para um máximo de 15% para produtos acabados, e por outro lado, as taxas aplicáveis à importação de fios e tecidos deverão ser comparáveis às actuais taxas existentes na UE. Isto para todos os produtos e para todos os países membros da OMC, com eventual excepção para alguns subdesenvolvidos. «Entendemos ainda que os países em desenvolvimento mais avançados em termos de actividades transformadoras deverão ser tratados da mesma forma que os países industrializados». «Tendo em conta o crescimento e a complexidade das barreiras não pautais consideramos que este é um problema tanto ou mais grave do que os elevados direitos aduaneiros existentes«Consideramos ainda fundamental que a OMC assegure que todos os instrumentos de defesa comercial (como por exemplo as medidas anti-dumping) sejam capazes de uma implementação rápida e efectiva nos casos de práticas comerciais desleais», finaliza Paulo Nunes de Almeida.









