ATP apela à Reciprocidade

A ATP reagiu à notícia da instalação de um Centro de Distribuição de Produtos Brasileiros em Portugal divulgado pelo presidente da Apex, Juan Quirós, apelando à reciprocidade e expondo o problema ao Ministro da Economia. «Só faz sentido dar cobertura a um projecto destes no nosso país, se, de igual modo, o Brasil permitir a instalação de um Centro de Distribuição de Produtos Portugueses naquele mercado sul-americano», salienta Paulo Nunes de Almeida, presidente da ATP. A mesma adianta que não se trata de nenhuma atitude de apologia ao proteccionismo, mas apenas constata que «enquanto Portugal se apresenta como um dos mercados mais abertos do mundo para qualquer país, pelo contrário, o Brasil permanece um dos mais fechados às importações, utilizando todo o tipo de expedientes para se resguardar, seja aplicando elevados direitos alfandegários, seja utilizando todo o tipo de obstáculos não-aduaneiros, de natureza administrativa, para impedir e desincentivar que produtos do exterior ousem penetrar no seu espaço territorial». Trata-se assim da «mais elementar reciprocidade», acrescenta Paulo Nunes de Almeida. Neste âmbito, a ATP «insiste» junto de Manuel Pinho para que Portugal avance com a instalação de um Centro de Distribuição de Produtos Portugueses, «capaz de facilitar a importação e desalfandegamento das mercadorias e funcionar como plataforma logística para a disseminação de produtos portugueses naquele mercado». Este passo é de fulcral importância sobretudo para as Pequenas e Médias Empresas, «que, fruto da sua dimensão e escassez de recursos, têm maior dificuldade em deslocalizar os seus negócios», complementa o presidente.