A viagem ao México dos presidentes da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Ludgero Marques e Rocha de Matos, a convite do presidente do ICEP, Pedro Líbano Monteiro, veio reacender a discussão sobre a possibilidade de fusão de algumas das associações portuguesas. O empresário Adolfo Roque, presidente da Revigrés e membro do conselho geral da AEP, apresentou na semana passada, em reunião do conselho, um projecto de fusão entre a AEP, a AIP e a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). Esta proposta tem por base a intenção de eliminar o clima de instabilidade que existe entre as duas associações e pelo facto da CIP não possuir uma expressão significativa, segundo declarações do próprio publicadas no Semanário Económico. A proposta, que contempla a rotatividade das direcções entre o Porto e Lisboa, apesar de não ser novidade, colheu a aprovação de alguns dos membros da AEP, que viram nesta uma forma de atingir o objectivo de reduzir custos e criar sinergias. Ludgero Marques, presidente da AEP, não quis para já comentar a situação, não se tendo também manifestado sobre o «Compromisso de Portugal». Por outro lado, Rocha de Matos, presidente da AIP, expressou o seu acordo quanto à necessidade de renovação, acrescentando ainda que a resolução do problema não reside na hipotética fusão entre a CIP, a AIP e a AEP, referindo que o movimento associativo em Portugal não se restringe a estas entidades, mas que, para a resolução do problema, devem ainda ser consideradas outras associações, como a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação do Turismo Português (CTP) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).









