As pontes da Gabs Design & Textil

O conceito “marca chave na mão” foi lançado há quatro anos e, desde então, cresceu até às duas dezenas de marcas, todas europeias. Dentro da carteira de clientes, a Balmain tem um lugar cativo praticamente desde o arranque, escolhendo os serviços da Gabs Design & Textil para o desenvolvimento de pequenas coleções.

«Fazemos a ponte entre o cliente e o design, a confeção, a estamparia, etc. Entregamos a coleção pronta ao cliente», afirma, ao Portugal Têxtil, Miguel Fernandes, agente comercial da empresa nacional prestadora de serviço completo para coleções de vestuário de alta qualidade de homem, mulher e criança. Fernandes destaca ainda a rapidez de resposta da Gabs Design & Textil – cerca de oito semanas, em média, depois da aprovação da amostra.

A ideia que serviu de suporte à Gabs Design & Textil, que neste momento conta com um efetivo de cinco pessoas, foi a de responder a um nicho de mercado, trabalhando coleções «que ninguém queria fazer». O trabalho com designers emergentes e marcas de menor dimensão teve um efeito bola de neve, acabando por atrair clientes como a Balmain. «A Balmain tem o maior peso nas vendas, cerca de 30%. Trabalhamos com a marca há 3 anos e fazemos coleções cápsula, pequenas quantidades», revela Miguel Fernandes. À Balmain juntam-se depois a marca de menswear Aerobatix, a madrilena deartee, a francesa com raiz no streetwear CHMPGN ou a desportiva Mistral, entre outras – todas europeias.

No desenvolvimento das coleções, a Gabs Design & Textil privilegia o saber-fazer nacional, englobando, no seu todo, os serviços de cerca de 50 empresas portuguesas.

A capacidade de resposta a pequenas encomendas é, de resto, apontada como a principal mais-valia da empresa face à concorrência. «Conseguimos entregar um polo de cada vez para a marca francesa Balata, que possibilita a customização daquela peça aos seus clientes», exemplifica Miguel Fernandes.

Com duas novas entradas na carteira de clientes já em 2016 – uma holandesa e mais uma francesa – a empresa sediada em Vizela tem sentido um renovado interesse não só no “made in Portugal” mas, sobretudo, no “made in Europa”. «Há um regresso das marcas internacionais à Europa. As marcas procuram, cada vez mais, a Europa e nós aproveitámos isso. De há três ou quatro anos para cá temos notado isso», sublinha o agente comercial.

Como prova deste interesse em crescendo, em 2015, o aumento de faturação alcançou os redondos 30% e a Gabs Design & Textil está, neste momento, a «recusar clientes», garante Miguel Fernandes ao Portugal Têxtil.