O cenário actual das fibras europeias inclui matérias-primas de origem animal, vegetal e mineral. Em particular, a melhoria do desempenho e dos efeitos superficiais estão entre os valores-chave dos mais recentes desenvolvimentos.
O metal deixou de ser um acessório decorativo nos tecidos convencionais e tornou-se parte integrante da composição de alguns dos mais inovadores têxteis propostos à indústria da moda para as suas criações do Verão 2005 e Inverno 2005/06. Neste contexto, um dos líderes de mercado é a empresa italiana Pozzi Electo, que propõe aos seus clientes do sector das malhas circulares uma mistura de micro-Modal com aço inoxidável que não só confere brilho às suas criações como também realça os efeitos superficiais. Mas nem tudo o que reluz é… metal. Na última Expofil de Paris, a Lame Ledal apresentou aquele que afirma ser o primeiro fio mundial completamente biodegradável capaz de originar um brilho metálico em qualquer tecido ao qual tenha sido incorporado. Inicialmente disponível na versão efeitos prateados, mas com outros efeitos metálicos em desenvolvimento, o seu segredo está no facto de ser produzido a partir do amido do milho. Filamentos e fibras baseados no amido do milho, particularmente sustentadas por um excelentemarketing de marca como a Ingeo da Cargill Dow, constituem um dos mais importantes e recentes desenvolvimentos em fibras não-naturais de origem vegetal que despontaram no panorama da moda internacional. A Cicero Salvatore desenvolveu uma original combinação de algodão e Ingeo numa mistura 45/45 que inclui também 10% de poliamida. Esta empresa de fiação procura acentuar as características biodegradáveis do fio, enquanto que do ponto de vista da moda centra-se no tingimento diferencial dos vários componentes para produzir originais efeitos de textura e cor. A fibra produzida a partir do amido do milho tem efectivamente o papel principal, como prova a última colecção da Antex, com um fio que confere brilho aos tecidos que normalmente seriam mates. Efeitos acetinados podem também ser obtidos através da incorporação de fibras produzidas a partir da semente de soja. Este foi o caminho tomado pela A-Dress para criar um novo fio denominado Rio Grande que associa as fibras de soja e de caxemira. Na Zultse, uma fiação anteriormente conhecida pelo seu trabalho na lã, a grande novidade em fios de fibras vegetais é uma mistura de bambu e viscose (50/50), aclamada pelas suas propriedades anti-bacterianas naturais. O isolamento térmico obtido através da utilização de fios de algodão fiados por jacto de ar é a história desvendada pela Kurabo. Enquanto que a regulação da temperatura é uma das propriedades de valor acrescentado proclamada pela Hermann Buhler na sua combinação de 95% algodão de alta qualidade com a X-Static uma fibra de poliamida revestida de prata. Segundo a Hermann Buhler, este revestimento confere propriedades anti-bacterianas, anti-estáticas e terapêuticas. Os fabricantes de vestuário destinado aos amantes do sol podem agora escolher entre os múltiplos e variados fiandeiros desde a Europa até ao Extremo Oriente, que possuem uma oferta alargada de produtos anti-UV. Neste âmbito, o poliéster Sunpaque da Asahi Kasei tem sido apontado como o potencial favorito dos confeccionadores de roupa de praia, e a sua associação de textura densa com peso ultra-leve poderá também seduzir as empresas de tricotagem de fatos de banho. Entretanto, lado a lado com os seus novos fios para malhas ultra-ligeiras, a Asahi Kasei expôs uma mistura de cupro e viscose cujos tecidos resultantes são perfeitos para acabamentos normalmente efectuados emdenim de algodão grosso. A Asahi Kasei está também a efectuar experiências com novas formas de micro-poliéster a fim de oferecer malhas jersey com melhor cair. Fios para tricotagem tratados de forma a conferir protecção contra a radiação ultra-violeta mas que podem ser utilizados pelos produtores equipados com teares rectos fazem parte da gama da Schoeller que na Expofil concentrou a atenção de inúmeros visitantes. De acordo com a Eurofili, a transferência de processos originalmente desenvolvidos para um tipo de fibra para um outro tipo de matéria-prima é uma prática cada vez mais corrente no cenário europeu das fibras. A sua mais recente justaposição foi a criação de um fio de lã penteado mediante uma técnica reservada usualmente às fibras celulósicas. A Eurofili sustenta que é a primeira empresa a tratar a lã desta forma e que o fio resultante vai originar um tecido com uma superfície macia e brilhante. Segundo a empresa, o tecido obtido combina um toque áspero com um cair flexível. A Expofil foi também o cenário escolhido pela Tearfil para lançar empremière europeia o seu fio algodão orgânico e Dri-release uma mistura que combina as melhores propriedades do poliéster e das fibras naturais idóneo para uma malha piquê. O vestuário resultante permite libertar eficazmente a transpiração para o exterior e seca 4 vezes mais rápido do que a roupa de algodão tradicional. A Tearfil apresentou também uma mistura de linho e Dri-release, que oferece aos confeccionadores a possibilidade de criar gamas com a textura tradicional do linho e a promessa de uma frescura individual normalmente associada ao algodão.










