ArtNetic prepara lançamento

A plataforma criada pela TMG que reúne produtores, designers e retalho especializado está a ser divulgada junto dos jovens designers e poderá ter artigos para mostrar a tempo do Natal.

Manuel Gonçalves

Inovadora e sem comparação em todo o mundo, a ArtNetic deu os primeiros passos em 2012, mas foi com a evolução acelerada ao nível do software que se deu nos últimos anos, particularmente durante a pandemia, que ganhou asas. O projeto, que foi desenvolvido no âmbito do STVGo Digital, é mais do que uma plataforma tecnológica – é um novo modelo de negócio.

O objetivo, como foi revelado numa sessão de apresentação no Modtissimo, em fevereiro deste ano, foi criar uma solução que aproximasse os centros de produção e os centros do consumo, mas também, de alguma forma, que democratizasse o acesso à indústria da moda por todos os atores e que esta aproximação fosse feita sem restrições.

A plataforma, que celebra o conceito de anarquia criativa, dá atenção especial aos designers, que conseguirão mais facilmente contactar empresas interessadas em produzir os seus modelos, mas também criar lojas próprias, num marketplace integrado na plataforma, e assim aceder ao consumidor final, sem terem de lidar com questões logísticas e burocráticas – que ficam a cargo da ArtNetic.

O chamado soft launch começou no verão e atualmente está em curso um plano de divulgação junto das escolas e dos novos designers. «Estamos a convidar também designers, pessoas ligadas à indústria em termos de formação académica, que queiram experimentar a nossa plataforma e começar as suas ações de empreendedorismo junto da nossa plataforma», explica Manuel Gonçalves, administrador da TMG, ao Portugal Têxtil.

A ArtNetic, sublinha Manuel Gonçalves, «vai permitir que eles construam as suas coleções, que as promovam através da nossa plataforma e, depois, criámos inclusivamente um marketplace, que se chama Galleria, onde eles podem construir as suas lojas e promover os seus produtos através das suas redes sociais».

Embora assuma que poderá ter de haver afinações com o tempo, até porque «é um projeto que pode parecer simples, mas é extremamente complexo na materialização das peças que são desenvolvidas digitalmente, com grandes desafios na produção, porque vai representar pequenas quantidades de muitas coisas» e «há coisas que só nos vamos aperceber que estão menos bem à medida que forem acontecendo», Manuel Gonçalves acalentava, em, setembro, o objetivo de que pudessem haver «peças disponíveis para venda na época de Natal, seria um bom momento para começar».