Arcadia cresce e multiplica lucros

Conhecido pelas suas múltiplas cadeias de retalho, o britânico Arcadia Group registou um aumento de 13% nos lucros brutos anuais, obtidos graças a uma performance forte das vendas das marcas da empresa. A empresa, que opera as cadeias de retalho Bhs, Topshop, Topman e Miss Selfridge, registou um aumento de 2,7% nas vendas, para os 1,898 mil milhões de libras (2,11 mil milhões de euros) no ano fiscal terminado a 29 de Agosto, mantendo as vendas comparáveis ao mesmo nível do ano anterior. O lucro operacional do Arcadia aumentou 2,1%, para os 266,2 milhões de libras, e o lucro bruto aumentou 13%, para os 213,6 milhões de libras. A empresa também reduziu a sua dívida em 159,3 milhões de libras durante este ano, situando-se agora nos 535,8 milhões de libras. A Topshop, a Topman e a Miss Selfridge registaram todas um volume de negócios e um lucro recorde e a integração do Bhs está agora completa. Philip Green, proprietário do grupo, revelou-se satisfeito com os resultados, que, segundo afirmou ao Just-Style, surgiram «num dos mais difíceis cenários de retalho que alguma vez vi. Acredito que o foco na eficiência operacional, na gestão dos nossos custos e liquidez, juntamente com a capacidade da nossa cadeia de aprovisionamento mundial, irão permitir que o nosso negócio continue a crescer». No entanto, Green mostrou-se prudente em relação ao próximo ano, apontando os possíveis efeitos do aumento do desemprego, do IVA e das eleições gerais no Reino Unido. «No que diz respeito ao ano que aí vem, continuo optimista mas cauteloso, pois acredito que o mercado vai continuar difícil e sensível ao preço. O aumento do IVA, o desemprego e as eleições irão ter impacto no mercado», explicou. Para já, o grupo mantém a tónica de crescimento, com as vendas comparáveis no Reino Unido nas primeiras sete semanas do novo ano fiscal a aumentarem 2,3%. O Arcadia reforçou recentemente a sua equipa de administração para gerir a integração do Bhs, com Ian Grabiner a deixar a sua posição como COO para se tornar director-executivo da empresa. Além disso, Green está a preparar os próximos passos da Topshop, prevendo-se a entrada da marca em mercados como França, Itália e China (esta última já mencionada em Julho – ver Topshop a caminho da China?), após o sucesso da chegada a Nova Iorque. De acordo com as declarações de um porta-voz ao Just-Style, «não há ainda localizações definitivas, mas teremos uma presença nesses países». As localizações mais prováveis para a abertura nos países europeus parecem ser as capitais da moda Paris e Milão.