ApliMatec abre as portas amanhã

A Feria de Valencia abre amanhã as portas para receber a segunda edição da Feira Internacional de Aplicações Técnicas dos Materiais Têxteis, que decorrerá até quinta-feira, dia 13, e as cores nacionais já estão preparadas para avivar as diferentes iniciativas do certame. Embora diminuta, a presença portuguesa vai efectivamente atacar em todas as frentes.

 

As empresas Sacramento Têxteis e Solução Ambiente Sistemas Ecológicos vão estar no terreno, expondo as suas soluções para o sector. Esta feira, que pretende marcar posição no panorama internacional das feiras consagradas aos têxteis técnicos, ainda não conseguiu seduzir as empresas portuguesas que actuam nesta área. Até ao momento, estão já confirmadas as participações de 125 empresas, na sua maioria de origem espanhola.

 

A quarta edição do Fitec, o espaço I+D+i organizado pela Fundació Catalana per a la Recerca (FCR), será, naquela que é a sua estreia nesta feira, o marco especializado em investigação, desenvolvimento e inovação da Aplimatec. Procurando ser a plataforma de inter-relação entre a ciência e a empresa, o espaço Fitec vai contar com 18 pontos de informação sobre as actividades de I+D+i de universidades e centros de investigação e acolherá a apresentaçãoin situde 17 projectos científico-tecnológicos em têxteis técnicos de interesse empresarial procedentes de este tipo de instituições, entre as quais está incluído o Citeve. «Vamos apresentar o projecto Protex, uma solução anti-vandalismo idealizada para assentos de transportes públicos, que se enquadra perfeitamente no espírito do Fitec», revela Fernando Merino, director do departamento de Têxteis Técnicos e Funcionais do Citeve. Este desenvolvimento, realizado em parceria com a empresa Monte Meão, confere mais-valias significativas em relação às soluções actuais existentes no mercado.


O 2º Congreso Internacional de Aplicaciones Técnicas de los Materiales Textiles, que terá lugar em paralelo com a ApliMatec, encontra-se dividido em 8 fóruns que abrangem os tópicos “mais quentes” da actualidade dos têxteis técnicos: possibilidades da nanotecnologia na indústria têxtil; têxteis para a protecção ambiental; reacção ao fogo dos materiais têxteis; têxteis em automação e transporte de mercadorias; inovação na gestão, matérias e processos têxteis, arquitectura têxtil e construção; não-tecidos para aplicações técnicas e funcionalidade e conforto no vestuário. No âmbito deste último fórum vão ser apresentados dois projectos da Universidade da Beira Interior intitulados “Influência do cair dos tecidos em lã e misturas no conforto” de Rui Miguel & al. e “Influência da permeabilidade ao ar nos tecidos de lã e misturas” de José Lucas & al., ambos desenvolvidos em parceria com o Centro Superior de Investigação Científica, em Espanha. Maria José Abreu e Elisabete Cabeço Silva, da Universidade do Minho, vão expor o trabalho subordinado ao tema “Não-tecidos com efeito barreira”, realizado em colaboração com a Ecole Nationale Supérieure des Industries Textiles de Mulhouse, em França. O congresso procura ser, acima de tudo, um ponto de encontro entre a oferta e a procura, de oradores e assistentes, com uma premissa essencial: ao contrário da concepção tradicional onde os assistentes perguntam e o orador responde, aqui oradores e assistência questionam e a resposta está nas fontes de inovação.

Na primeira edição da ApliMatec, realizada no ano transacto, Portugal ocupou apole position em termos de visitantes estrangeiros – aproximadamente 600, num total de 2.000. Se as empresas nacionais apresentam ainda muitas reticências em participar em certames deste tipo – oscore nacional na última Techtêxtil de Frankfurt, a maior feira de têxteis técnicos do mundo, não foi mais brilhante -, para os seus muitos profissionais é local de passagem obrigatória, para bem do sector.