Alok capitaliza na recessão

A Alok Industries Ltd., um fornecedor indiano de têxteis para retalhistas como a Wal-Mart e a Gap, comunicou recentemente que captou mais 150 milhões de dólares (cerca de 103 milhões de euros) em encomendas dos seus principais clientes americanos, após ter expandido a sua área de actuação para os artigos e tecidos de poliéster. A empresa, com sede em Bombaim, investiu mil milhões de dólares ao longo dos últimos cinco anos para expandir a sua capacidade de produção de fios e tecidos de poliéster, bem como para optimizar as suas operações e relacionamento com clientes tendo por base o software de gestão têxtil da alemã SAP. Após estes investimentos, a têxtil indiana conseguiu novas encomendas junto de retalhistas como a Wal-MArt, a GAP e a K-Mart. A expansão da capacidade da Alok, realizada em contra-ciclo económico, provou ser uma estratégia extremamente eficaz, pois permitiu aumentar significativamente a eficiência da empresa e oferecer uma gama mais alargada de produtos aos seus clientes, preocupados cada vez mais em consolidar a sua base de fornecimento. A empresa, que tem já garantida uma carteira de encomendas para um ano, prevê que as suas vendas venham a crescer 35% no próximo ano, contra os 25% de crescimento registado no corrente ano fiscal. «A procura global por parte dos clientes internacionais tem vindo a cair mas estes acabam por colocar encomendas em fornecedores como nós, que damos garantia de podermos produzir elevadas quantidades», afirmou o responsável financeiro do grupo indiano, Sunil Khandelwal. «A expansão da nossa capacidade produtiva é, assim, determinante para a fidelização dos nossos clientes pois, em tempos passados, não tínhamos capacidade de aceitar mais encomendas», acrescentou. Desde Março deste ano, as acções da Alok quase duplicaram de valor à medida que os resultados têm vindo a público. A empresa espera também que as suas margens venham a melhorar devido à queda dos preços das matérias-primas, incluindo o custo do algodão. O lucro da empresa registou um crescimento de 15% no ano passado, com um crescimento das vendas de 25%.