Alain Manoukian divide-se para se multiplicar

A Alain Manoukian verá durante este ano a sua actividade perturbada por alguma confusão lançada em 2001, na tentativa de «duplicar em cinco ou seis anos» o seu volume de negócios. Segundo David Manoukian, director geral da empresa, a aposta nos sistemas de informação, em conjunto com as suas novas ambições, vai ser desenvolvida entre 2002 e 2003. A marca, que cita como exemplos a segmentação das colecções de Hugo Boss, Max Mara ou Armani, vai também lançar este ano as suas linhas femininas Seda Manoukian (entre os 20 e os 30 anos e mais acessível do que a linha principal Alain Manoukian, destinada às mulheres entre os 30 e os 45 anos) e a Manoukian (mais topo de gama, para as mulheres dos 40 aos 55 anos). A sociedade cotada na Bolsa, quer no entanto convencer o mercado que «a maior parte do trabalho já está feito». A nova organização aconselhada pela Ernst &Young, que conduziu já a vários recrutamentos, está em acção desde Fevereiro último. A reorganização “de peso” (reorganização da gestão das colecções, dos livros de estilo e os estudos sobre um novo local em Paris com um plano social) está também encerrada, segundo os dirigentes do grupo. O alargamento da oferta de vestuário de homem e dos acessórios foram apresentados como a base de crescimento. Mas em 2001, Alain Manoukian sofreu as consequências das primeiras alterações: o seu volume de negócios consolidado – 160, 79 milhões de euros – não progrediu mais do que 3,6%, e isto, graças à abertura de 22 novos pontos de venda. A cadeia recuou mesmo 8,9% comparativamente com 107,2 milhões de euros. O distribuidor ganhou menos dinheiro em 2001: os seus resultados líquidos recuaram 48%, para 4,8 milhões de euros, nas mesmas proporções que os seus resultados de exploração (-47% para 9,1 milhões de euros), enquanto que a empresa prevê mais 15% para os seus resultados líquidos. «As vendas evoluíram levemente, a taxa de margem bruta baixou (mais saldos e liquidações de stocks), os lançamentos das grandes superfícies e os atrasos de aberturas devido aos problemas de autorização também tiveram o seu peso (1,1 milhões de euros de despesas de pré-abertura). «A reorganização interna, custou mais de 1 milhão de euros», explica Etienne Berthlot, o novo director financeiro, vindo da Go Sport. A evolução da cadeia de vestuário na altura da abertura de grandes lojas teve consequências sobre o rendimento por metro quadrado (-8,5% para 7.910 euros). Devido a este golpe, a Alain Manoukian, revela uma grande prudência em relação a 2002: mais 5% para o volume de negócios (estável para a cadeia comparativamente) e sem indicações quanto aos resultados. O mercado , habituado à continuidade de vendas e lucros altos da empresa de 1996 a 2000, ficou surpreendido. A sociedade, endividada em cerca de 30% (20% em 2000), conta investir este ano entre 19 e 20 milhões de euros, preferindo anunciar a abertura das lojas que estavam em atraso (Paris-Rivoli, Marseille-Saint-Ferréol…), em vez de expor um novo programa. Alain Manoukian vai também lançar uma campanha de comunicação de grande envergadura.