De acordo com o noticiado pelo jornal Público, o patronato português vai divulgar hoje o seu relatório anual da competitividade, onde nota que os custos unitários do trabalho subiram em Portugal acima da média europeia entre 2002 e 2004, e estabelece como meta um «aumento dos custos do trabalho» inferior «aos verificados nos principais parceiros».
A Associação Industrial Portuguesa (AIP), a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) assinalam hoje um «dia da competitividade de Portugal» através de um colóquio na Assembleia República, onde será apresentado um documento com os principais problemas de competitividade do país. Entre eles, a subida dos custos unitários nominais do trabalho (relação entre as remunerações totais dos trabalhadores e a sua produtividade) a um ritmo de 3,3% ao ano entre 2002 e 2004, taxa que se encontra bem acima da média europeia (1,9%). «O ritmo de crescimento da produtividade deverá ser determinante na evolução salarial», consideram as associações nacionais. Mas os patrões queixam-se de outros problemas de competitividade: os impostos, que deverão «evoluir no sentido da redução da carga fiscal sobre o rendimento das empresas, em linha com a evolução registada nos países concorrentes». Para além destas questões existe ainda o problema da qualificação da mão-de-obra. Os indicadores apontam que Portugal, apesar de ser dos países europeus que mais gasta (em percentagem do PIB) na educação, é dos que tem piores resultados. Por exemplo, Portugal tem a segunda taxa de abandono escolar precoce mais alta da Europa (39,4%, a primeira é a de Malta). E os patrões notam que Portugal foi o país que «registou menor recuperação neste indicador nos últimos dez anos». As três organizações também propõem «uma efectiva redução da dependência de combustíveis fósseis» no consumo energético português, propondo que «em 2010» 39% da electricidade consumida em Portugal seja de origem renovável, conforme as normas comunitárias.









