Acordo protege trabalhadores do Uzbequistão

Várias organizações de proteção dos direitos dos trabalhadores da indústria têxtil assinaram um acordo de cooperação de dois anos com o governo do país para melhorar o ambiente de trabalho e evitar a utilização de mão de obra forçada.

[©Solidarity Center]

O acordo, que abrange os trabalhadores em todas as fases da produção de algodão e têxtil no Uzbequistão, foi assinado por várias entidades, incluindo o Center for International Private Enterprise (CIPE), a Associação dos Clusters Algodão-Têxtil do Uzbequistão, o Solidarity Center e o Ministério do Emprego do Uzbequistão.

«O Solidarity Center está desejoso de trabalhar com o CIPE e a Associação dos Clusters para apoiar o desenvolvimento da indústria de algodão no Uzbequistão, que é reconhecida e recompensada no mercado mundial por ter padrões laborais nos níveis mais elevados», afirmou Shawna Bader-Blau, executiva do Solidarity Center, no lançamento do programa “Melhorar a Transparência e Responsabilidade na Indústria do Algodão no Uzbequistão”, que é financiado pelo Departamento do Trabalho dos EUA.

Os objetivos do programa incluem expandir o diálogo entre as várias partes para promover um mercado e padrões de gestão transparentes e sistemas de responsabilização orientados para o trabalhador, estabelecer confiança e diálogo entre os compradores, produtores e trabalhadores de algodão e o governo do Uzbequistão, reforçar a capacidade dos trabalhadores da cadeia produtiva de algodão do Uzbequistão de identificar e resolver de forma eficiente as violações dos seus direitos através de mecanismos tripartidos e um melhor diálogo com os empregadores, melhorar o cumprimento dos padrões internacionais de trabalho, incluindo liberdade de associação e provisões de governança corporativa e impulsionar a sustentabilidade da indústria do algodão para assegurar que os direitos laborais são respeitados e protegidos.

Murtazo Rakhmatov, Rano Turdiboeva, Shawna Bader-Blau e Abdulwahab Alkebsi [©CIPE]
Entre as atividades constam o desenvolvimento e teste de mecanismos de queixa dos trabalhadores e resolução de conflitos com base nas melhores práticas internacionais para transparência e gestão da cadeia de aprovisionamento, formação de trabalhadores, gestores e empregadores na indústria do algodão sobre os padrões internacionais e a promoção de padrões de transparência e compromisso para com os direitos laborais, criando um diálogo entre detentores de empresas de algodão, marcas mundiais, agências governamentais e representantes dos trabalhadores.

«Acreditamos que a nossa parceria vai apoiar a criação de sistemas de gestão efetivos e servir para reforçar a proteção social, melhorar as relações laborais com base em padrões internacionais e criar condições de trabalho decentes e seguras para os trabalhadores», realçou Abdulwahab Alkebsi, diretor de programas no CIPE.