A moda de amanhã no Prêt à Porter Paris

A próxima edição do salão Prêt à Porter Paris, que se realiza entre 2 e 5 de Fevereiro, em Paris, apresentará não só as últimas tendências, mas também um olhar histórico para compreender como a moda reflectiu a evolução da condição da mulher através das épocas. «O Prêt-à-Porter Paris deve apostar no que o público vai gostar e não naquilo que o público já gosta”, declarou Jean-Pierre Mocho, da organização do evento. Numa entrevista colectiva realizada em Paris, Mocho lembrou que o salão é um lugar de apresentação de novidades, de encontros entre especialistas, de interpretação e antecipação do espírito de hoje e do de amanhã, destacando também que o evento representa «uma força económica importante». Sob o lema “O salão de moda de…amanhã”, o Prêt-a-Porter Paris receberá 1.054 expositores de 50 países do mundo, num espaço de 66 mil metros quadrados. A portuguesa Givec, empresa reconhecida no mercado francês está no salão, com a sua marca própria para senhora – Kalisson. Adresse Première”, “Atmosphère”, “Casabo”, “Be Twin”, “L’Expression”, Le Studio”, “Pick & Mix”, e “Mouvances”. Por outro lado, no universo dos acessórios, estão definidos os sectores “Le Monde des Accessoires” e “Studio Accessoires”, e no universo dos serviços, podem ser visitados “Le Boutique Performance”, “Pavillons du monde” e “Shop Concept”. O evento, que em 2005 completou, com a 100ª edição, 50 anos de existência, organiza-se em torno de vários eixos, dos quais destacamos: “Atmosphère”, que apresenta a vanguarda internacional de criação de moda e acessórios, “Casabo”, destinado à moda mais fashion e transversal, “Be Twin”, sobre moda jovem, ao mesmo tempo criativa e comercial, acessível, e “Pick & Mix”, laboratório de novas correntes e ponto de encontro da moda urbana. A novidade desta edição é um espaço dedicado à Moda Ética. Este sector, que será uma «plataforma de informação», lembram os organizadores, reunirá 30 marcas seleccionadas em função do cumprimento de uma carta de princípios. Elizabeh Pastore-Reis, responsável pelo sector, explicou que o salão responde a uma preocupação dos consumidores. «Hoje, a metade dos franceses deseja consumir de maneira responsável. Há uma preocupação social, ou seja, uma preocupação com as condições de trabalho nas quais os produtos são feitos. Mas também existe uma preocupação ecológica, voltada para o respeito ao meio ambiente», disse. Neste contexto ainda estão programadas duas mesas-redondas dedicadas à moda ética e ao desenvolvimento sustentável. Há ainda uma exposição dedicada a analisar os arquétipos históricos do corpo feminino e mostrar como a moda reflectiu a condição da mulher através das épocas. Organizada pela historiadora Catherine Ormen, a exposição examinará dez silhuetas de referência que, de 1855 a 2000, mostram como a roupa aprisionou, exagerou ou liberou o corpo feminino, adaptando-o à evolução da sociedade.