A logística como factor chave do e-business

A Sed Logistique aproveitou a sua experiência no universo da moda para lançar serviços logísticos destinados ao sector do e-business. A empresa, que já desenvolveu um departamento para o têxtil, baptizado de Sed Fashion e que gere nomeadamente a logística de marcas como Jennyfer, acaba de criar a “Logística online”. «Há bastante similaridades entre a logística da moda e a do e-business, como as mesmas noções de ritmos, de características sazonais, de múltiplas referências. O e-business está a codificar-se, e pareceu-nos necessário oferecer soluções para o acompanhamento», sublinha Christophe Dubois, presidente da Sed Logistique. Para tal, a Sed Logistique apoia-se na sua infra-estrutura, nos seus 200.000 metros quadrados de entrepostos especializados por sector ou nas suas plataformas multi-clientes. «Dirigimo-nos tanto às empresas que criam actividades na Internet como aos puros players», explica Dubois. «Livramo-los da logística para que possam concentrar-se sobre as compras. As necessidades de traçabilidade para a entrada dos produtos e as entregas implicam, da nossa parte, a gestão da relação com os transportadores designados». A empresa deverá brevemente encetar a sua primeira experiência neste âmbito com uma empresa de vestuário. Poucas empresas de comércio na Internet delegam a sua logística a um prestador de serviços. Mas também poucos prestadores de serviços propõem soluções adaptadas. A Morin Logistic lançou-se no e-business em 2000, primeiro com a Top Achat e depois com a Rueducommerce, dois sites de comércio online especializados nos produtos electrónicos. Outros profissionais começam a cogitar sobre este mercado. «10.000 encomendas significa 10.000 clientes», explica Denis Gachon, director da Micrologis, um gabinete de conselho em logística de e-business. «Todo o atraso da entrega implica insatisfação do cliente, e as consequências são desastrosas. Em geral, a mercadoria recebida no entreposto encontra-se já atribuída a um cliente. Mesmo quando existe algum stock, é necessário saber gerir os fluxos. E é um mercado muito instável. O comportamento do comprador na Internet aproxima-se do comportamento do comprador tradicional – os saldos, por exemplo, funcionaram muito bem na Internet este ano, e isto é novo – mas nem sempre, já que é sensível à profundidade da gama. Sustentar-se numa logística tradicional, sobre a sua plataforma existente, não funciona, pois trata-se de uma outra actividade. Por isso, grandes players do e-business, como a Rueducommerce, efectuam desde o início esta actividade em outsourcing».