A ITV europeia perde terreno

Segundo dados da Associação Europeia da Indústria de Têxtil e Vestuário – Euratex, o número de pessoas empregadas na indústria têxtil e do vestuário europeia sofreu um decréscimo de 3,2% (67.500), para 2,1 milhões em 2001, o que corresponde a uma perda de 68 mil postos de trabalho no espaço de um ano. De acordo Euratex, o número de empresas envolvidas na área têxtil e do vestuário desceu 2,6%, para cerca de 113 mil. As exportações para os países não europeus aumentaram 6,4%, para 40,7 mil milhões de euros. No que respeita ao investimento realizado pela ITV europeia, caiu 7,3%, para os 6,3 mil milhões de euros. A Euratex, associação sem fins lucrativos, sediada em Bruxelas, afirma que os Estados Unidos permanecem o principal mercado não-europeu, à frente do Japão, da Rússia, Polónia e Roménia, e adianta que o volume de vendas desceu 1,5%, para 196.3 mil milhões de euros. A associação acrescentou que as importações de têxtil e vestuário aumentaram 4%, para 70,5 mil milhões de euros, sendo que a maioria das importações de tecido e vestuário são feitas na Turquia, China, Roménia e Tunísia. Em declarações ao jornal Público, Luísa Santos, directora de relações internacionais da Associação portuguesa de Têxteis e Vestuário (APT), esta quebra deve-se ao facto de “muitas empresas estarem a deslocalizar para fora da União Europeia”.