A excelência dos têxteis-lar “made in Portugal” – Parte 3

jma:Selectiva

 

Se há uma área de têxteis-lar onde Portugal não tem certamente rivais à sua altura é na área dos felpos, sejam eles para banho, cozinha ou praia. E aqui um nome tem brilhado com luz própria no panorama internacional: J.M.A.

    

Actualmente a empresa nacional ataca em todas as frentes: marcas próprias – J.M.A. Casa, Ritz Royal, Jorzolino, Arkipelagos, etc. – que englobam todos os segmentos, licenças exclusivas – Tom Taylor e Benetton – e filiais na Europa que lhe permite controlar directamente os canais de distribuição e estar mais próxima dos seus clientes – Espanha, Benelux, Alemanha, França, Reino Unido e Países Nórdicos. Deste modo, nem a conjuntura adversa nem a concorrência asiática têm conseguido refrear o seu crescimento internacional, sustentado no trinómio qualidade-distribuição-serviços.

 

Tendo começado por ser uma pequena tecelagem, fundada em 1958 por José Machado de Almeida, hoje as actividades do grupo são lideradas e coordenadas pela J.M.A. S.G.P.S., que engloba cerca de 1.000 assalariados. No ano transacto, as suas vendas consolidadas cifraram-se em 80 milhões de euros. Actualmente, o grupo exporta mais de 90% da sua produção para um vasto leque de países, que inclui a U.E., os países de Leste e os E.U.A.

 

Na Heimtextil, a J.M.A. apresentou um leque de produtos capaz de seduzir tanto os actuais como novos clientes, provando que a atribuição da categoria “Lifestyle” pelo Icep, na sua campanha de promoção das marcas portuguesas, não foi um mero acaso. Os selectivos produtos da marca Tom Taylor, de origem alemã, conquistaram plenamente os anfitriões, e não só. Os artigos da Benetton mais uma vez cativaram pelo colorido dos seus estampados, imagem registada da marca italiana, em prenúncio de um horizonte menos cinzento para as próximas estações. Mas foi com a sua marca própria J.M.A. Casa que a empresa mostrou todo o seu engenho e arte, combinando na perfeição o classicismo das tonalidades com o vanguardismo das estruturas. Uma colecção de sonho feita à medida da “Dreamland”, onde expõe já pela sexta vez.

 

«A feira correu muito bem, pois os produtos que apresentámos tiveram uma boa aceitação», afirma Alfredo de Almeida, administrador da J.M.A. «Procurámos consolidar ainda mais a nossa imagem em termos de produtos com qualidade edesign».

 

lameirinho:Marcante

 

Colorindo os sonhos de milhares de clientes em todo o Mundo desde 1948, a Lameirinho deixou em Frankfurt a certeza de muitas mais noites idílicas. Com efeito, sob o mote “Crossing the Lines”, a em-presa soube cruzar design e tecnologia de forma a criar quatro colecções dirigidas a públicos-alvo distintos e com comportamentos de consumo diferentes: “Woman who have crossed the lines” para os que cultivam o romantismo e oglamour, “Modern Thinkers” para aqueles que ambicionam um estilo de vida urbano, com elegância e sempre na moda, Dreams&Bubbles® para transportar os mais pequenos para um universo de alegria e fantasia e “Beyond the Limits” para os que rejeitam o cinzento institucional e amam a aventura. «Contrariamente às expectativas, tivemos a sensação de uma maior afluência de visitantes na Feira, ou pelo menos, no espaço Dreamland. Também alguns países que à partida iriam estar com menos representantes (EUA, por questões de segurança) acabaram por marcar a sua presença», revela Sílvia Correia, responsável pelo Marketing Internacional. «A colecção que a Lameirinho apresentou foi muito bem aceite e a sua estrutura baseada em conceitos tem sido muito eficaz».

 

Também a colecção “Agatha Ruíz de la Prada” esteve presente pela primeira vez nostand do grupo Lameirinho, demonstrando a sua estratégia de internacionalização desta marca.

 

Importante exportadora nacional, detentora de várias marcas e com presença na Heimtextil há mais de 20 anos, e no espaço Dreamland desde 2002, a Lameirinho reunia todas as condições para pertencer ao restrito grupo de empresas seleccionadas pelo Icep no âmbito do seu programa “Marcas Portuguesas”. «Trata-se de um programa que, com as iniciativas bem coordenadas, poderá servir de exemplo para futuras acções», declara Sílvia Correia. «Fazer vingar uma marca “made in Portugal” é extremamente difícil pelo déficit de imagem que o nosso País tem enquanto criador de colecções edesign nesta área. No entanto, através de alguns esforços conjuntos e com o apoio institucional do Icep / Governo pensamos que é um bom prenúncio para acções futuras de afirmação de marca própria».

 

mundotêxtil:Excelência

 

Apesar de ser presença habitual em importantes feiras internacionais, como a Market Week, nos E.U.A., ou a Textilhogar, em Espanha, a Heimtextil é a feira por excelência para a Mundotêxtil. Um “rendez-vous” obrigatório há já 25 anos, que se tornou ainda mais especial quando há 3 anos a empresa conquistou o seu bilhete de “ida simples” para a Dreamland. «Esta mudança foi importante em termos de prestígio. Aqui existe uma clientela que procura produtos de excelência», sustenta Rogério Matos, director comercial da empresa.

 

Após grandes investimentos na modernização das suas tecnologias, a empresa privilegia hoje o desenvolvimento das suas marcas e do design, de forma a manter sempre um comprimento de avanço em relação aos seus competidores. «Actualmente dispomos de quatro marcas: Bianca e Home Spa para os E.U.A., Mundotêxtil para a Europa e Realto para o mercado italiano», explica Rogério Matos. «E exportámos cerca de 96% da nossa produção para mais de 20 destinos diferentes». Todos os produtos destas marcas são desenvolvidos pelo seu gabinete dedesign, que conta que a reputada designer americana Shannon Lucas.

 

Na Heimtextil, a empresa apresentou uma das mais belas colecções de roupa de banho da feira, sublimada ou sublimando – a dúvida é perfeitamente legítima face à magnificência dos produtos, que seduziram nomeadamente pelas extraordinárias uniões cromáticas – a campanha promocional do Icep, na qual se viu distinguida com a categoria “Innovate”. «Este programa do Icep vem complementar as acções das empresas em termos de imagem e de desenvolvimento de marcas», afirma. «De qual-quer modo, é importante este reconhecimento em relação às empresas a ele associadas».

 

Empresa completamente vertical, com um efectivo de 730 assalariados, a Mundotêxtil conta hoje com filiais em Espanha, Itália e E.U.A., o que lhe permite estar presente directamente nos principais mercados.

 

Com os olhos postos no futuro, Rogério Matos adianta que «a Mundotêxtil pretende continuar na mesma linha, apostando fortemente na estratégia da marca e intervindo cada vez mais na distribuição».  

 

lasa:Obrigatória

 

«É inimaginável não estar presente num certame destes, pois é o mais importante para o sector», revela Fátima Antunes, administradora da Lasa. Ao que os visitantes poderiam certamente acrescentar, depois de apreciada a oferta da empresa nacional na Heimtextil 2004, seria inimaginável a feira sem a Lasa…

 

Com efeito, a empresa de têxteis-lar trouxe até Frankfurt um vasto portfolio de licenças exclusivas e marcas próprias que englobaram um alargado leque de produtos criados a pensar no conforto e bem-estar dos seus utilizadores, entre os quais destacaram as marcas próprias Lasa e Luzmont com colecções que souberam corresponder plenamente aos desejos dos seus clientes, e as licenças espanholas Kukuxumusu by Lasa, com uma divertida colecção de artigos para cozinha e mesa, que será brevemente alargada a roupa de cama, banho e praia, e Jordi Labanda, uma linha de praia que associa com mestria a pureza das tonalidades e a sofisticação dos desenhos. Mas foi com as colecções das suas licenças francesas Ventilo e Guy Laroche que a empresa nacional mostrou todo o seu “savoir-faire”, que já lhe valeu o reconhecimento internacional e um lugar cativo na “Dreamland”, assim como o atributo “Innovate” no programa do Icep. Segundo a administradora da Lasa, este programa do Icep «vem responder a uma necessidade efectiva das empresas e está a revelar-se interessante, devendo agora ter a devida continuidade».

 

Hoje a Lasa exporta 90% da sua produção graças ao seu domínio dos circuitos de distribuição internacionais e onda a sua subsidiária Lasa Internacional, criada no ano passado, tem tido um papel fundamental ao permite-lhe responder rápida e eficazmente às necessidades do mercado actual. 

 

torres novas:Inovação

 

Apesar de uma herança que pesa já mais de 150 anos, a Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas, mais conhecida pela sua marca registada Torres Novas, é hoje uma dinâmica unidade de tecelagem, tinturaria e acabamentos, que produz atoalhados e roupões em tecido turco liso,jacquard e riscas, e onde laboram 240 pessoas.

 

Com uma produção mensal de 100 toneladas de felpos, a empresa apresenta uma quota de exportação na ordem dos 70-75%, especialmente destinada ao mercado da U.E. Em 2003,o seu volume de negócios cifrou-se em dois milhões de euros.

 

«Expor na Heimtextil tornou-se, mais do que um hábito, uma tradição, que cultivamos há já 20 anos», declara Jorge Correia, director da empresa. «É um local privilegiado de encontro com os nossos clientes, assim como para estabelecer novos contactos».

 

A empresa de têxteis-lar trouxe até Frankfurt uma panóplia de colecções plenas de beleza e sensualidade, que ilustram bem o seu talento criativo: a Almonda Collection, em algodão cardado, a Spa Collection, com a protecção anti-bacteriana conferida pela tecnologia Microbian, a Luxus Collection, em algodão penteado e a Elegance Collection, a sua topo de gama. Mas a sua obra-prima é certamente a colecção de atoalhados desenhada pelo conceituado estúdio parisiense de moda Primrose Bordier, composta por três temas, em variantes multicolores, para personalizar cada casa de banho: uma abordagem gráfica com um ritmo colorido, os movimentos harmoniosos das plantas trepadeiras e o exotismo dos motivos de inspiração asiática.

 

Apostando quer na inovação dos processos quer dos produtos, a empresa procura concentrar todos os seus esforços para “sair da normalidade”. Deste modo, foi com vontade e ousadia que se associou ao programa de promoção “Marcas Portuguesas” do Icep. «Trata-se de um programa bastante válido, que só peca por ter tardado tanto», afirma João Mateus, director comercial da empresa. «Este programa vai facilitar o acesso a outros mercados e possibilitar uma resposta mais eficaz às necessidades dos clientes». 

 

sampedro:Tradição renovada

 

A Empreza Industrial Sampedro é certamente um dos nossos melhores exemplos em como é possível combinar tradição com inovação. Deste modo, não constituiu nenhuma surpresa a sua inclusão entre as “eleitas” promovidas pelo Icep na Heimtextil. Afinal, “lifstyle” é algo que a empresa cultiva já desde 1921. «A campanha levada a efeito na feira teve um impacto forte, despertando o interesse de expositores e visitantes», afirma José Machado, administrador da Sampedro. «Estou satisfeito pelo facto da Sampedro participar neste programa do Icep, e espero que tenha continuidade».

 

A Heimtextil é uma feira obrigatória no calendário da Sampedro há mais de 20 anos. Uma assiduidade que, aliada à qualidade e criatividade dos seus produtos, mereceu o passaporte para a Dreamland. «Os clientes que nos contactam aqui sabem perfeitamente o que procuram: privilegiam principalmente a qualidade no seu mais amplo sentido e reconhecem-na nos nossos produtos», declara.

A empresa trouxe até Frankfurt uma colecção pautada pela originalidade dos efeitos obtidos com o tinto em fio e para a qual foram seleccionadas as melhores matérias-primas – algodão do Egipto, linho da Irlanda, etc., que incluiu um vasto leque de artigos para cama, mesa, banho e cozinha. Mas continua a ser a roupa de cama, aquela que lhe deu fama e fortuna ao longo das suas mais de oito décadas de existência, a sua mais-valia.

 

Com um efectivo de 214 assalariados e um volume de negócios que ascendeu aos onze milhões de euros em 2003, a Sampedro exporta actualmente 55% da sua produção, principalmente em Private Label, para as mais variadas regiões do globo. No entanto, no mercado interno é a marca Sampedro que continua a dominar há já mais de três gerações, sempre em sintonia com o seu tempo.

 

As maiores ameaças ao império Sampedro vêm, como para a generalidade das empresas têxteis em Portugal, do continente asiático e da contínua desvalorização do dólar. Mas se o futuro for o reflexo do sucesso da empresa na Heimtextil, 2004 apresenta excelentes perspectivas.«Para nós, esta feira superou a de 2003. Regressámos optimistas, dada a afluência que registámos no nossostand em termos de novos clientes», conclui o administrador da Sampedro.

 

crispim abreu:Originalidade

 

A Crispim Abreu conseguiu dar uma genuína nota de originalidade a esta Heimtextil. Com efeito, a empresa portuguesa, especialista em malhas, mostrou como estas podem ser ideais para uma vasta gama de produtos têxteis-lar, graças à sua versatilidade de estruturas e excelentes propriedades físicas, mecânicas e térmicas, onde destacaram as mantas em malha polar, os sacos para edredões em veludo, os lençóis em jérsei estampado e as almofadas em pêlo sintético que engana facilmente os sentidos, de tal forma parece natural.

 

Recolhendo de todo o Mundo influências de cores, texturas, formas e técnicas de produção, a Crispim Abreu soube imprimir-lhes um cunho português, mas de um Portugal moderno e criativo, que seduziu completamente os visitantes da Messe Frankfurt, transformada durante quatro dias em Torre de Babel.

 

«A Heimtextil é importante para angariar novos clientes, mas é também muito importante para encontrar os clientes habituais. Sem esquecer o seu inestimável papel como veículo promotor da imagem da empresa», afirma Virgínia Abreu, administradora da empresa. «Para nós, esta feira teve dois marcos históricos: o nosso primeiro stand individual, após vários anos em participações conjuntas sob a égide do Icep e o segundo foi o próprio programa do Icep que teve um enorme impacto em Frankfurt, e que representa para as empresas uma excelente oportunidade para desenvolver novos modelos de negócio».

 

Dedicada à tricotagem e confecção de vestuário desde 1981, a empresa decidiu há sete anos atrás também enveredar pelos têxteis-lar, que já representam hoje 40 a 50% da sua facturação. Uma aposta arriscada, mas acertada, pois rapidamente conseguiu impor-se como o maior exportador nacional de cobertores e mantas em malha polar. Aliás, a quase totalidade da sua produção em têxteis-lar destina-se além-fronteiras, nomeadamente aos mercados nórdicos, mediterrâneos e americanos.

 

«Esta edição correu ainda melhor que a precedente, pois registámos mais e melhores compradores. No entanto, observámos uma menor afluência de compradores americanos, o que não é surpreendente dada a desvalorização do dólar e o seu receio em viajar devido a possíveis actos terroristas».

 

Com um volume de negócios de 15 milhões de euros, a Crispim Abreu conta no seu efectivo com 280 pessoas, distribuídas pelas duas fábricas do grupo, que englobam a tricotagem, confecção, tinturaria e acabamentos. Preocupada em apresentar produtos inovadores e de elevado desempenho, a empresa tem privilegiado a utilização de microfibras, que conferem uma leveza e um toque excelentes, assim como a aplicação de acabamentos especiais, tais como anti-borboto, anti-fogo e anti-transpiração. 

 

têxtil macal:Amplitude

 

Se 2003 terminou da melhor forma para a Têxtil Macal, pois a empresa foi premiada na feira francesa “Maison et Objet” pela inovação e design dos seus produtos, deixando K.O. “pesos pesados” como a Calvin Klein, Kenzo e Blumarine, 2004 iniciou-se da forma mais auspiciosa. Com efeito, a empresa superou com distinção a sua estreia na “Dreamland”.

 

Sob a marca Macal Blankets, a empresa apresentou na Heimtextil uma colecção de cobertores que combinam na perfeição a sua função protectora com uma nova função decorativa, em matérias nobres – seda e caxemira – e pêlos especiais – raposa,vison, coelho, etc. – que proporcionam um toque agradável e um conforto excepcional. Cobertores idóneos tanto para noites gélidas com estivais.

 

«Vendemos cobertores que podem ser utilizados o ano inteiro, dado o binómio qualidade/conforto», afirma Pedro Roseta, responsável comercial da empresa. «Estamos continuamente a desenvolver novos produtos e a inovar em termos de imagem edesign».

 

«Há um cansaço geral em relação às cores tradicionais», explica Angela Cadeia, também responsável comercial. «Por conseguinte, esta colecção pretende transmitir alegria e frescura para a nova estação que se avizinha». Deste modo, a empresa decidiu colorir os seus cobertores de tonalidades fortes e quentes.   

 

Fundada em 1974, a Têxtil Macal engloba actualmente as áreas da fiação, tecelagem, confecção e acabamentos e conta com 115 trabalhadores. Hoje a empresa opera essencialmente para o mercado externo (95%), nomeadamente para os E.U.A. (65%) e Europa. No entanto, é no mercado interno, e não muito longe da sua unidade fabril, que abriu a sua primeira loja: a Amplitude. Mais do que uma loja, trata-se de um conceito que, embora centrado nos cobertores, apresenta um universo bem mais vasto, e que está também pronto a ser exportado.

 

antónio almeida & filhos:Novidade

 

Desde que foram divulgadas as 13 empresas de têxteis-lar abrangidas pela campanha do Icep no âmbito do programa “Marcas Portuguesas e Comércio”, apenas um nome era desconhecido para o grande público, e mesmo para os especialistas: Home Concept. Um mistério revelado na própria Heimtextil. Home Concept é a nova marca criada pela empresa têxtil António Almeida & Filhos e, mais que uma marca, é um conceito global para o lar.

 

A Home Concept veio dar expressão a um conceito desenvolvido ao longo dos últimos anos, e já apresentado nos eventos “Be Happy”, no Porto e em Barcelona. Esta nova aposta vai permitir à empresa demarcar-se da concorrência baseada no preço, já que a nova marca posiciona-se num segmento médio-alto e oferece um leque de produtos de maior valor acrescentado, onde nenhum atributo é negligenciado. Com efeito, trata-se de produtos onde odesign, as cores e a moda são importantes factores apelativos, a funcionalidade e o conforto surgem perfeitamente conjugados e o desempenho técnico é maximizado.

 

A António Almeida & Filhos é desde há várias décadas uma referência tanto a nível nacional como internacional no sector dos têxteis-lar. Com cerca de 800 assalariados e um volume de negócios que ascendeu os 45 milhões de euros em 2003, a empresa exporta actualmente 95% da sua produção, em especial para os E.U.A. e a Europa. Além disso, enfrenta hoje uma nova dinâmica de empresa integrada, já que se encontra em processo de fusão com a fiação Tearfil, propriedade da mesma família, de forma a perfazer toda a fileira produtiva, desde a fiação até à confecção, passando pela tecelagem e acabamentos.

 

As preocupações da “nova empresa” vão mais além do deleite dos sentidos habituais, ou seja umdesign atractivo e um toque agradável. Com efeito, a empresa, pioneira nacional na I&D de fios de elevada tecnicidade, procura satisfazer as mais emergentes necessidades dos consumidores actuais, dotando os seus produtos de propriedades acrescidas relacionadas com a saúde (anti-alérgico, anti-bacteriano, anti-stress, que favoreça a cicatrização ou melhore a circulação sanguínea), a protecção (contra campos electromagnéticos, termo-regulador, anti-fogo ou anti-UV), a ecologia (materiais amigos do ambiente) e até com as solicitações da vida quotidiana (easy-care, eliminação de odores ou repelência da sujidade).

 

E deste modo a António Almeida