Segundo a análise realizada pela Textile Outlook International, embora os métodos digitais representem hoje menos de 1% do mercado global dos têxteis estampados, a sua quota deverá atingir 10% durante a próxima década. A estamparia por quadros continua a dominar o mercado da estamparia têxtil, com 80% da produção global. No entanto, prevê-se que a sua quota diminua face ao crescimento da estamparia digital. Uma das razões para o anunciado crescimento da estamparia digital será o número crescente de fabricantes têxteis capazes de dispor de tecidos "preparados para estampagem" em máquinas de estampar digitais. Mas grande parte do crescimento dever-se-á às melhorias registadas neste tipo de máquinas. Este crescimento será ainda impulsionado pelos avanços apresentados pelas próprias tintas à base de pigmentos. Os produtores de tintas oferecem actualmente uma extensa gama de produtos. Além disso, muitas dessas tintas apresentam as vantagens das tintas usadas na estampagem têxtil convencional. Por exemplo, a DuPont oferece para a sua Artistri os mesmos corantes usados na estampagem por quadros. A Huntsman lançou recentemente 11 novas tintas sob a sua marca Terasil DI-HL. Estas tintas apresentam uma solidez à luz suficientemente elevada para o poliéster, par além de serem apropriadas para aplicações em mobiliário e vestuário outdoor. Até a seda pode ser estampada através dos sistemas de jacto de tinta. A DyStar comercializa tintas para a seda com base nas suas gamas Procion e Levafix. Quanto à Huntsman, alargou a sua gama de corantes para jacto de tinta Novacron (anteriormente Cibacron) que, segundo afirma a empresa, proporcionam uma intensidade da cor maior do que as tintas com base em corantes convencionais. A aplicação de corantes com elevada resistência à cor permite utilizar concentrações mais baixas de corante para obter a mesma intensidade de cor. Isto, por sua vez, resulta em vantagens técnicas durante a operação de estampagem. As melhorias tecnológicas permitem, aos produtores, aplicar pigmentos em vez de corantes aquando da fabricação das tintas para estampagem digital. Os pigmentos são intrinsecamente mais sólidos à luz e à lavagem do que os corantes e, frequentemente, mais económicos. Em contrapartida, as tintas à base de pigmentos apresentam uma menor fluência do que as tintas à base de corantes. Este problema tem, todavia, vindo a ser mitigado graças aos avanços verificados quer nas técnicas de dispersão dos pigmentos quer nas próprias máquinas de estampar. Empresas como a Ciba, BASF, DuPont e Clariant tornaram-se grandes especialistas no desenvolvimento de tintas à base de pigmentos para aplicação em têxteis. No caso da estamparia digital, os pigmentos apresentam numerosas vantagens em relação aos corantes, o que muito tem contribuído para a sua crescente popularidade. Estes podem ser, por exemplo, utilizados numa gama de fibras e tecidos bastante mais alargada, não requerem um processo de fixação por vapor para garantir a aderência da tinta ao tecido, pelo que são mais económicos em termos de custos de operação, e conferem melhor solidez às intempéries e à luz, sendo assim bastante apropriados para grandes área e para aplicações exteriores. Outro importante desenvolvimento na área da estamparia digital foi o uso do processo de jacto-válvula para aplicação da tinta em fibras. Este processo possibilita o controlo dos jactos através das válvulas, que abrem e fecham independentemente, evitando assim o problema de interferência de fibras soltas com o fluxo de tinta. Neste âmbito, a fabricante austríaca de maquinaria de estampagem J Zimmer Maschinenbau lançou recentemente duas novas versões da sua máquina de estampar digital ChromoJet, com o processo jacto-vávula, baptizadas de ChromoJet 400 e ChromoJet 1200.










