A crise não é para todos

A Hermès International reportou esta semana vendas superiores ao esperado durante o segundo trimestre deste ano. A empresa francesa de artigos de luxo comunicou que as suas vendas cresceram12,1% no trimestre atingindo os 398 milhões de euros. Este valor compara com os 355 milhões registados no mesmo período de 2007. Os resultados surpreenderam pela positiva os analistas e assinalaram a boa saúde financeira que os principais players europeus do segmento do luxo atravessam apesar das difíceis condições económicas globais. Os responsÁveis da casa francesa confirmaram também que mantém as suas previsões de crescimento anual em torno dos 10%. A Hermès, assim como a Burberry (ver ImpermeÁvel à crise), continua desta forma a demonstrar uma forte resistência ao abrandamento económico. Apesar destes resultados nas grandes casas europeias do luxo, é expectÁvel que as condições de mercado venham a atingir este segmento no segundo semestre de 2008. Se retirarmos o efeito da desvalorização do dólar, as vendas da Hermès teriam atingido um crescimento de 17,4%. As categorias que mais contribuíram para esse crescimento foram os lenços de seda, or artigos de couro e o pronto-a-vestir. De assinalar também o facto da procura de artigos de couro da Hermès superarem em larga escala a oferta, o que levarÁ a um aumento de produção que ocorrerÁ no segundo semestre. Em temos de mercados, os resultados foram particularmente positivos nos Estados Unidos da América e nos mercados asiÁticos, com a excepção do Japão onde as vendas retrocederam 0,4%. O mercado japonês é o segundo mercado da Hermès, logo a seguir ao mercado francês. No país de origem, a França, as vendas da Hermès cresceram 15,5%, impulsionadas pela performance da flagship da marca na Rua Faubourg Saint-Honoré. As vendas nos mercados europeus cresceram a um ritmo muito próximo dos 30% (29,7%). A Hermès planeia abrir 25 novas lojas durante 2008. Em particular, nos planos da marca e luxo estão previstas as aberturas de 2 lojas na China, uma em Hong Kong e uma nos EUA (ver Primeiro semestre de luxo).