Breves

    1. PLM da Gerber soma adeptos
    2. Under Armour lança ténis inteligente
    3. Vestuário pressiona preços no retalho
    4. Plástico no mar, roupa em terra
    5. China reduz produção industrial
    6. Japão financia desenvolvimento do Bangladesh

PLM da Gerber soma adeptos

A solução YuniquePLM, da Gerber Technologies, foi selecionada pela Devold of Norway e pela General Sportswear para aumentar a eficiência e a transparência na gestão do ciclo de vida do produto. A Devold of Norway é uma das mais antigas produtoras europeias de vestuário em malha, trabalhando atualmente para dois segmentos: vestuário de desporto e vestuário de proteção. Com a adoção do YuniquePLM, depois de 15 anos a usar o webPDM, também da Gerber, a empresa espera aumentar a eficiência e a produtividade graças às novas funcionalidades, maior colaboração e melhor acesso aos dados da solução. «Estamos confiantes que a Devold vai encontrar melhorias significativas e maior eficiência através da integração oferecida na gama de produtos Gerber e, em consequência, aumentar a sua rentabilidade com o YuniquePLM», explicou Bill Brewster, vice-presidente e diretor-geral das soluções de software para empresas da Gerber. Já a General Sportswear, produtora em private label de vestuário, instalou o YuniquePLM para padronizar os processos na sua cadeia de aprovisionamento vertical. A empresa produz mais de 7,5 milhões de pares de jeans nas suas unidades de produção e centros de distribuição na América Central. O objetivo é acelerar o processo de amostras e de produção e beneficiar de novos níveis de transparência e eficiência. «Os designers serão capazes de passar mais tempo a desenhar e menos tempo a gerir ficheiros e a enviar as especificações por email», afirma o vice-presidente da General Sportswear, Jeff Rosenstock. «Um sistema transparente e centralizado vai assegurar que as nossas fábricas estejam atualizadas em cada passo do processo de design e reduzir o tempo de desenvolvimento e produção de amostras», acredita. A General Sportswear está também a implementar a YuSnap, uma aplicação móvel que permite que os utilizadores captem, armazenem e partilhem fotografias. Estas fotos sincronizam-se automaticamente com o YuniquePLM e podem ter etiquetas com palavras-chave, como cor, tipo de produto ou material. «Isto será particularmente benéfico nas reuniões com os clientes – podemos ter como referência o repositório de imagens no YuniquePLM para ganhar inspiração para novas linhas de produto e identificar fotos que sejam promissoras», aponta o vice-presidente da General Sportswear.

Under Armour lança ténis inteligentes

A especialista em vestuário de performance Under Armour lançou o que descreve ser os primeiros ténis inteligentes “vanguardista”, desenhado para rastrear e armazenar dados. Revelado no Consumer Electronics Show em Las Vegas, que decorre até ao próximo dia 9 de janeiro, o UA SpeedForm Gemini 2 Record Eqquiped (Gemini 2 RE) recolhe e armazena dados incluindo horas e data, duração e distância. Segundo a Under Armour, os ténis inteligentes dão uma «experiência de corrida sem restrições» e permite que o atleta corra sem carregar dispositivos. Os Gemini 2 RE estarão disponíveis com preços a partir de 150 dólares (138 euros) no website da Under Armour e em lojas especializadas nos EUA a partir de 29 de fevereiro. Outros dispositivos novos da gama de produtos wearable da Under Armour incluem a UA HealthBox, que a empresa alega ser o primeiro sistema conectado de fitness do mundo, uma banda de desporto, um monitor de batimentos cardíacos, uma balança com Bluetooth e wi-fi e dois modelos de auscultadores sem fios. Os produtos estão ligados à UA Record, uma app que a Under Armour afirma ter sido pensada para tornar os atletas melhores. «Ao combinarmos a maior comunidade mundial de saúde e fitness com a conectividade revolucionária da UA HealthBox e a UA Record, estamos a levar o fitness conectado para outro nível», considera o fundador e CEO da Under Armour, Kevin Plank. Em setembro do ano passado, a empresa anunciou que esperava duplicar o seu volume de negócios para 7,5 mil milhões de dólares em 2018 graças ao crescimento em diversas áreas, incluindo o fitness conectado. Em março de 2015, a Under Armour abriu a sua primeira sede Connected Fitness dedicada unicamente a construir um foco da empresa em produtos digitais. Nas instalações, em Austin, no Texas, trabalham mais de 100 engenheiros, cientistas de dados, designers e inovadores de produto nas áreas de saúde, fitness e desporto digital.

Vestuário pressiona preços no retalho

Os preços do vestuário e calçado no Reino Unido continuaram a sua trajetória descendente em dezembro, tendo acelerado em termos anuais, e pressionado em baixa os preços do retalho no geral. Segundo o Índice de Preços de Compra do BRC-Nielsen, a deflação dos preços do vestuário e calçado aumentou para 6,4% no último mês do ano, em comparação com o declínio de 6,3% em novembro. Por segmento, o vestuário de homem, senhora e criança registou uma aceleração nas taxas de deflação, enquanto o segmento de acessórios de vestuário permaneceu acima da taxa de deflação geral. Já o vestuário de bebé regressou a território inflacionário, depois de quatro meses de deflação. Em termos mensais, os preços de vestuário e calçado desceram 0,4%, em comparação com a queda de 0,1% em novembro. «Com os retalhistas a continuarem a investir no preço, com o valor relativamente baixo das commodities e uma intensa concorrência como selo da indústria, podemos esperar a continuação da queda dos preços a médio prazo», afirmou a diretora-geral do BRC, Helen Dickinson. Mike Watkins, diretor de retalho e análise de negócio na Nielsen, sublinhou que «podemos esperar que os níveis de deflação na indústria de retalho continuem no primeiro semestre de 2016», acrescentando que «depois de um outono e início de inverno anormalmente quente, muitos retalhistas de bens não-alimentares vão, no início do ano, usar a redução de preços e promoções direcionadas para ajudar a vender e beneficiarem de possíveis aumentos nos salários reais».

Plástico no mar, roupa em terra

Um estudo de viabilidade financiado pela UE para avaliar o potencial de recolher desperdícios de plástico que estão no mar para produzir vestuário de elevada qualidade sublinhou a importância de coordenação com organizações de pesca para que o processo de reciclagem seja um sucesso. A Ecoalf, uma PME espanhola que desenha e comercializa produtos têxteis e acessórios de elevada qualidade feitos a partir de materiais reciclados como garrafas PET, redes de pesca estragadas, pneus usados, café pós-consumo e algodão pós-industrial, pretende expandir a sua gama para incluir tecidos e vestuário feito de plástico recolhido dos oceanos. O estudo, intitulado “Upcycling os oceanos”, foi lançado para analisar a viabilidade económica da iniciativa, identificar desafios logísticos à obtenção de plástico recolhido no mar e fazer vários estudos de opinião entre clientes e distribuidores para avaliar a reação do mercado. «O nosso objetivo é desenvolver tecnologias de produção através da utilização de processos sofisticados de I&D para reciclar os detritos do mar», explica a coordenadora do projeto Paloma Oñate. «Queremos criar a primeira geração de produtos reciclados a partir de detritos marítimos com a mesma qualidade, design e propriedades técnicas dos produtos não-reciclados», acrescenta. O estudo financiado pela UE sublinhou a importância de fazer a coordenação com as organizações de pesca para recolher plástico do mar e introduzir novos processos industriais, incluindo gestão de resíduos, produção de pellets e fiação a partir de materiais reciclados. O estudo também concluiu que a falta de pontos de recolha de resíduos nos portos travou significativamente tentativas anteriores de reciclagem deste tipo de resíduos no passado. «Tem de ser posto em prática um sistema integral de gestão de resíduos em todos os portos», considera Oñate. O plástico – um material que não é biodegradável – começou a poluir seriamente os mares de todo o mundo, com peças minúsculas a concentrarem vários tipos de poluentes químicos. Os benefícios ambientais desta iniciativa não se limitam à remoção de uma fonte primária de poluição do mar. A produção de fios PET a partir de materiais reciclados – em vez de matérias-primas não renováveis – significa menos 20% de desperdício de água, menos 50% de consumo de energia e uma redução de 60% da poluição atmosférica durante o processo de produção.

China reduz produção industrial

A atividade industrial na China voltou a cair em dezembro, representando o sétimo mês de declínio da produção nos últimos oito meses. Embora a queda tenha sido ligeira, contrastou com a estabilização registada em novembro, e parece acabar com as esperanças de que os recentes esforços governamentais para estimular a economia através de reduções das taxas de juro tenham começado a fazer efeito. Os dados preliminares do índice dos gestores compras (PMI) da Caixin China mostram uma descida para 48,2 em dezembro, em comparação com 48,6 no mês anterior. Um índice acima de 50 significa que a atividade expandiu, enquanto abaixo significa contração. A Caixin sustenta que as evidências apontam para que condições de mercado relativamente más e a diminuição de novos trabalhos tenham levado as empresas a reduzir a produção no período. Os dados sugerem ainda que a procura foi menor tanto no mercado interno como externo, com novos negócios para exportação a caírem em dezembro pela primeira vez em três meses. O último mês de 2015 ficou ainda marcado por uma queda maior nos custos médios suportados pelos produtores chineses, sobretudo devido aos preços mais baixos das matérias-primas. He Fan, economista-chefe no Caixin Insight Group, afirma que os dados «mostram que a força que está a impulsionar uma retoma económica encontrou obstáculos e a economia está a enfrentar um maior risco de enfraquecimento. São esperadas mais flutuações nos mercados mundiais agora que a Reserva Federal dos EUA começou a aumentar as taxas de juro. O governo tem de dar mais atenção aos fatores de risco externo a curto prazo e afinar as políticas macroeconómicas de acordo com isso, para que a economia não caia de um precipício».

Japão financia desenvolvimento do Bangladesh

O Bangladesh assinou um acordo de empréstimo de 133,26 mil milhões de ienes (1,04 mil milhões de euros) com o Japão para fazer investimentos em infraestruturas, sustentabilidade e regeneração nas áreas urbanas. O empréstimo, assinado em Daca com a Agência de Cooperação Internacional do Japão, será usado para seis projetos que têm como objetivo responder a entraves que estão a ajudar o Bangladesh a prosseguir o seu crescimento económico, avançou a Agência. Com uma população que ronda 160 milhões, o Bangladesh manteve uma média de crescimento anual económico de 6% nos últimos 10 anos, em grande parte graças ao desenvolvimento da sua indústria de vestuário, e tem chamado a atenção de outros países, incluindo o Japão, como base de produção e de investimento. Contudo, as suas infraestruturas – sobretudo o fornecimento estável de energia e redes viárias – não se desenvolveram ao mesmo ritmo que o rápido crescimento económico e atualmente e estão agora entre as prioridades para encorajar o futuro crescimento económico. Outros desafios incluem as disparidades económicas entre as áreas urbanas e rurais e os danos cada vez maiores causados em áreas urbanas por desastres como terramotos. Em maio do ano passado foram identificados danos estruturais em três fábricas de vestuário no Bangladesh, após o terramoto que se sentiu mais profundamente no vizinho Nepal.