Breves

    1. Vendas descem na Zona Euro
    2. Michael Kors supera expectativas
    3. Retalho japonês invade as Filipinas
    4. Selfridges com performance recorde
    5. E-commerce chinês continua em crescimento
    6. Consumidores americanos abrem os cordões à bolsa

1. Vendas descem na Zona Euro

As vendas a retalho na Zona Euro caíram em setembro pela primeira vez em seis meses, na sequência de uma diminuição acentuada dos gastos com bens alimentares e bebidas, contrariando as expectativas de um ligeiro aumento. Os dados divulgados pelo Eurostat revelaram que as vendas a retalho nos 19 países que partilham o euro caíram 0,1% em setembro, em comparação mensal, e 2,9% face ao mesmo mês do ano passado. Os analistas consultados pela Reuters antecipavam um aumento mensal de 0,2% e um aumento anual de 3%. Em agosto, as vendas permaneceram inalteradas face ao mês anterior e aumentaram 2,2% em termos anuais. A confiança do sector do retalho tem aumentado de forma constante desde junho, assinalando uma ligeira melhoria nas vendas atuais e futuras. No entanto, a confiança do consumidor, aferida no âmbito do estudo mensal realizado pela Comissão Europeia, enfraqueceu ao longo desse período. O volume de combustível, que no geral está mais barato, manteve-se estagnado em setembro, após uma subida de 1,6% em agosto. As vendas de alimentos, bebidas e tabaco caíram 0,6% e as vendas de produtos não-alimentares, excluindo combustíveis, aumentaram 0,1%, após um decréscimo de 0,5% em agosto. As vendas a retalho permaneceram estáveis em comparação mensal na Alemanha e diminuíram 0,4% em França, a primeira e segunda maiores economias da Zona Euro, respetivamente. Em Espanha as vendas subiram 0,5%. Nos 28 países da União Europeia, as vendas aumentaram 0,3% em comparação mensal e 3,7% face ao ano anterior.

2. Michael Kors supera expectativas

O lucro da Michael Kors Holdings Ltd. no segundo trimestre do ano superou as expectativas dos analistas, com as novas lojas da marca a impulsionarem as vendas. Os No trimestre terminado a 26 de setembro, os lucros foram de 1,01 dólares (0,94 euros) por ação, revelou a empresa em comunicado. Os analistas estimavam um resultado de 0,89 dólares. A Kors tem inaugurado novos espaços internacionais mais rapidamente do que no mercado americano, o que tem contribuído para um aumento do volume de negócios, apesar dos efeitos negativos da valorização do dólar americano sobre as vendas. As vendas trimestrais aumentaram 6,9%, para 1,13 mil milhões de dólares, superando a previsão dos analistas de 1,08 mil milhões de dólares. Excluindo os efeitos cambiais, as vendas teriam aumentado 12%.

3. Retalho japonês invade as Filipinas

A desaceleração da economia japonesa tem conduzido os principais retalhistas – incluindo o grupo Fast Retailing e o Aeon – a procurarem um espaço de crescimento nas Filipinas, tendo como foco a classe média e a jovem demografia do país. Recentemente, o grupo Fast Retailing inaugurou uma loja Uniqlo em Cebu, a primeira na região de Visayas, depois de ter aberto 23 lojas na área metropolitana de Manila e Luzon. O diretor de operações da Fast Retailing nas Filipinas, Katsumi Kubota, revelou que a Uniqlo planeia expandir a sua rede para 120 lojas até 2020, estendendo-se a diferentes áreas urbanas em Davao, Cagayan e Iloilo. Da mesma forma, os grandes armazéns e supermercados Aeon têm expandido a sua parceria com o grupo de retalho local Robinsons Retail para aumentar da sua presença nas Filipinas, num momento em que o consumo no seu mercado doméstico continua a abrandar. O imposto sobre o consumo irá aumentar novamente em 2017, para 10%, e os consumidores japoneses deverão, uma vez mais, reduzir os seus gastos, destaca o presidente do conselho de administração da Aeon, Hiroshi Yokoo. As vendas a retalho japonesas sofreram uma queda na sequência do aumento de 3% para 8% do imposto sobre as vendas, em abril de 2014. O grupo Family Mart pondera, também, expandir as suas operações nas Filipinas, estendendo a sua presença a novas províncias além de capital Manila, com o objetivo de aumentar das atuais 113 lojas para 500 pontos de venda até 2018. A robustez da economia das Filipinas é o fator mais importante na motivação da expansão da empresa, revela o presidente do Family Mart Japan, Isamu Nakayama. Os grandes armazéns Isetan Mitsukoshi também anunciaram o interesse em inaugurar a primeira loja em território filipino, com um plano de criação de um espaço direcionado especificamente para os jovens consumidores do país.

4. Selfridges com performance recorde

A expansão online dos grandes armazéns Selfridges, cujo acesso se estende agora a 130 países, permitiu aumentar em 3,4% o lucro operacional do grupo, que atingiu alcançando o valor recorde de 155 milhões de libras (217,1 milhões de euros). Os grandes armazéns britânicos registaram um aumento das vendas de 4,3%, para 1,3 mil milhões de libras no decorrer dos 12 meses terminados em janeiro de 2015, impulsionadas pela personalização e prestação de alguns serviços peculiares, bem como pelo segmento online. «O segmento digital é, atualmente, um importante motor de crescimento para nós. Encaramo-lo como uma quinta loja», explica Anne Pitcher, diretora-geral do Selfridges. Ao contrário das cadeias de grandes armazéns, este crescimento não obriga a um grande investimento em espaços físicos e com apenas quatro lojas, o Selfridges está numa posição invejável: tem flagships, desfruta de prestígio e reconhecimento global, mas não tem custos de manutenção elevados.

5. E-commerce chinês continua em crescimento

O valor das transações de retalho online, operadas em território chinês, foi de 2,79 mil milhões de yuans (406,7 milhões de euros) em 2014, sendo já um dos pilares económicos com crescimento mais rápido no país, representando 7% do PIB. O país superou os EUA, tornando-se o maior mercado mundial de retalho online, segundo o Global Times, devido às políticas governamentais favoráveis ​​ao comércio eletrónico e a um cenário competitivo que fomentou a inovação no seio das start-ups de base tecnológica. A China soma 328 empresas de internet, com um capital de mercado conjunto de 7,85 biliões de yuans, de acordo com o último relatório do China Internet Network Information Center. Existem 361 milhões de consumidores online, o que equivale a 55,7% do total de consumidores do país. Pela primeira vez, os telemóveis tornaram-se a plataforma mais utilizada no acesso à internet, com 594 milhões de utilizadores de smartphones na China. A segurança cibernética é outra área em foco, destaca a notícia do Global Times. A China emitiu 76 leis relativas à segurança cibernética ao longo dos últimos cinco anos, 2,6 vezes mais do que no período de cinco anos anterior. Os analistas antecipam que a segurança da Internet seja a próxima estratégia nacional para melhor proteger o desenvolvimento da indústria de comércio eletrónico da China.

6. Consumidores americanos abrem os cordões à bolsa

Os consumidores americanos deverão despender neles próprios este Natal, com o crescimento dos gastos em itens não-presentes a superar o relativo aos artigos para oferta. Os consumidores americanos planeiam gastar mais 12,5% nesta época festiva, com os gastos da categoria de artigos não-oferta a deverem aumentar 16%, para 976 dólares (cerca de 906 euros), enquanto os gastos com presentes devem subir apenas 6%, para 487 dólares, de acordo com o estudo mais recente da consultora Deloitte. Os consumidores inquiridos ​​planeiam despender 1440 dólares em diversas categorias, incluindo presentes, festas fora de casa, entretenimento em casa, artigos de vestuário para a família e para eles próprios, decoração para a casa e outras despesas relacionadas com o período festivo. O estudo revelou que 69% dos inquiridos (em comparação com 58% no ano passado) planeia fazer “webrooming” esta temporada, pesquisando, primeiramente, os itens online, para depois se dirigirem a uma loja para verem o artigo, antes de efetuarem a compra. Por sua vez, cerca de metade planeia fazer “showrooming”, dirigindo-se primeiramente a uma loja, na qual acede ao item, para apenas, de seguida, o pesquisar online em busca do melhor preço, antes da conclusão da compra. Para Rod Sides, vice-presidente da Deloitte LLP e líder do grupo de retalho e distribuição na consultora, «muitos dos momentos importantes nesta época terão lugar antes mesmo de os compradores entrarem numa loja. Acertar com as promoções iniciais e com o envolvimento nos canais digitais será essencial para obter as compras em loja e atrair os clientes que tendem a gastar mais. Trata-se, também, de customizar a oferta».