4 meses de quotas

A monitorização das exportações da China, nas categorias sujeitas a quotas de importação até 2007, levada a cabo pela Comissão Europeia, aponta para valores de importação controlados. A manter-se esta taxa crescimento, as importações de 2006 não irão ultrapassar as quotas previstas para este ano. De acordo com os dados da Comissão Europeia actualizados até à data de ontem, a maior parte das categorias restritas não ultrapassou os 20%, apesar de terem já decorrido 4 meses após o início de 2006. As categorias mais dinâmicas são as têxteis com fios de linho a atingir uma taxa de utilização de 27,14% e os tecidos de algodão os 21,26%. No vestuário destacam-se com as maiores taxas os soutiens com uma taxa de 17,36% e as blusas de malha com 17,18%. Taxa de Utilização das Quotas a 02/05/06

Categoria Descrição Quota 2006 Licenciamentos Taxa de utilização da Quota
2 Tecidos de algodão 61.948.000 13.168.373 21,26%
4 T-shirts 540.204.000 87.168.855 16,14%
5 Camisolas e pulôveres 189.719.000 13.459.244 7,09%
6 Calças e calções 338.923.000 44.934.049 13,26%
7 Blusas de malha 80.493.000 13.829.926 17,18%
20 Roupa de cama 15.795.000 2.698.325 17,08%
26 Vestidos 27.001.000 4.310.220 15,96%
31 Soutiens 219.882.000 38.169.874 17,36%
39 Roupa de mesa 12.349.000 1.228.318 9,95%
115 Fios de linho ou rami 4.740.000 1.286.517 27,14%
Fonte: Comissão Europeia; tratamento estatístico: Observatório Têxtil do Cenestap Valores devestuárioem unidades. Segundo fontes oficiais da Comissão Europeia, esta moderação das taxas de utilização das quotas é um sinal claro de que os agentes chineses estão a levar a sério o Memorandum of Understanding do ano passado. No entanto, do lado chinês muitas empresas se têm queixado do sistema de locação das quotas implementado pelo Ministério do Comércio Mofcom. Segundo estas empresas, as quotas que lhes foram atribuídas são insuficientes para satisfazer as necessidades dos clientes comunitários ou norte-americanos.