A Hugo Boss registou uma quebra de 6% nas vendas no primeiro trimestre de 2026, para 905 milhões de euros, refletindo, segundo afirma, o impacto do realinhamento estratégico em curso no âmbito da estratégia Claim 5 Touchdown.
As marcas apresentaram desempenhos distintos, com a Boss a recuar 3% e a Hugo a cair 21%, numa evolução influenciada por medidas direcionadas ao reforço do posicionamento e da desejabilidade no longo prazo. Por geografias, a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) desceu 8% e as Américas 5%, enquanto a Ásia-Pacífico regressou ao crescimento, com um aumento de 1%.
Também os canais refletiram a estratégia de maior seletividade: as vendas no retalho recuaram 3% e no canal grossista caíram 10%, no seguimento da otimização da rede de distribuição e da racionalização das coleções.
Em contraciclo com as vendas, a margem bruta subiu 110 pontos base, fixando-se nos 62,5%, impulsionada por eficiências no aprovisionamento. As despesas operacionais recuaram 4%, beneficiando de menores custos comerciais e de marketing. O EBIT atingiu 35 milhões de euros, correspondendo a uma margem de 3,9%, abaixo dos 6,1% registados no período homólogo.
«Após um final de 2025 bem-sucedido, entrámos no ano com um roadmap claro. No entanto, o ambiente de mercado tornou-se mais desafiante ao longo do primeiro trimestre, devido aos desenvolvimentos recentes no Médio Oriente», reconhece Daniel Grieder, CEO da Hugo Boss. «Perante este contexto, concentrámo-nos no que está sob o nosso controlo e avançámos de forma decisiva para a execução da Claim 5 Touchdown», acrescenta.
Segundo o CEO, o grupo «fez progressos tangíveis no realinhamento das marcas e dos canais, incluindo a racionalização das coleções e o aperfeiçoamento da presença global de distribuição», medidas que «representam os primeiros passos na reorientação estrutural do negócio e no reforço da qualidade dos resultados no longo prazo».
Em paralelo, destaca o comunicado, o grupo manteve o investimento na valorização das marcas, com iniciativas como o desfile Boss em Milão e o lançamento das coleções primavera-verão 2026, que registaram uma receção positiva por parte dos consumidores.
Para o conjunto de 2026, a Hugo Boss reafirma as suas perspetivas, antecipando uma quebra das vendas, ajustadas cambialmente, entre um dígito médio e o alto, e um EBIT entre 300 e 350 milhões de euros.
«Face a um contexto externo cada vez mais exigente, mantemos o foco na execução da nossa estratégia, com flexibilidade e disciplina», conclui Daniel Grieder, sublinhando que «a clareza da direção estratégica e o foco na rentabilidade e na geração de caixa sustentam a confiança na criação de valor a longo prazo para os acionistas».



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