2005 encerra com recuperação da confiança

O ano de 2005 encerrou com uma ligeira recuperação do indicador de clima do Instituto Nacional de Estatística (INE), que retomou o movimento ascendente de Outubro. Porém, a melhoria ocorrida no mês de referência resultou do maior optimismo na secção do comércio, que foi suficiente para compensar as degradações na construção e nos serviços. A informação proveniente dos diferentes inquéritos de conjuntura é também favorável à Indústria Transformadora que em Dezembro atingiu o valor mais elevado desde Janeiro de 2005. A Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) acompanhou a tendência média da Indústria tendo registado no último mês do ano uma ligeira melhoria face a Novembro. Para este aumento do optimismo contribuiu sobretudo o sector têxtil, uma vez que, no vestuário, a informação disponível aponta para a manutenção dos valores do mês precedente. No sector têxtil, o indicador atingiu, à semelhança de Outubro, o valor mais elevado desde o início da série em Abril de 2005,fixando-se nos (-) 21 pontos (Saldo de Respostas Extremas). A melhoria das avaliações dos empresários reflecte a evolução favorável dos stocks e da carteira de encomendas interna e externa. De facto, enquanto os stocks caíram 7 pontos (S.R.E.), as avaliações relativas às encomendas do exterior mantiveram a tendência ascendente dos últimos cinco meses tendo aumentado 6 pontos (S.R.E.) atingindo o valor máximo desde o início da série. Todavia, as avaliações relativas à produção actual, produção prevista, e aos preços de venda concorreram negativamente paraocálculo do indicador com reduções de 1 ponto, 4 pontos e 3 pontos, respectivamente. Relativamente ao vestuário, os dados do inquérito de conjuntura atestam a manutenção do índice de confiança nos (-) 24 pontos (S.R.E.). No entanto, esta aparente estabilidade oculta variações significativas nas avaliações empresariais. Por um lado, nas variações favoráveis destacam-se os stocks que caíram significativamente em Dezembro (20 pontos) acompanhados por uma ligeira melhoria na avaliação dos preços de venda. Por outro lado, a contrabalançar o efeito positivo dos stocks e dos preços estiveram as previsões relativas à produção futura com uma redução de 10 pontos. Simultaneamente, destaca-se pela negativa a carteira de encomendas interna e externa que registou em Dezembro um mínimo histórico (-) 71 pontos (S.R.E.) condicionando a subida do indicador de confiança. De referir que as avaliações empresarias relativas à carteira de encomendas têm apresentado uma forte degradação desde Setembro de 2005.