10 vias para o aprovisionamento – Parte 2

Com um mundo em constante mudança, a gestão da cadeia de aprovisionamento implica uma atenção redobrada, bem como capacidade de adaptação a esta nova realidade. Na primeira parte deste artigo (ver 10 vias para o aprovisionamento – Parte 1), analisámos quatro das dez vias sugeridas pela Kurt Salmon Associates (KSA) num seminário que decorreu em Londres, no passado mês de Novembro, subordinado ao tema “’Global Sourcing Skills and Supply Chains”. Nesta segunda parte, concentramo-nos nas restantes seis. 5. Canais de aprovisionamento Para muitos retalhistas e marcas, o sistema FOB, quer através do gabinete de aprovisionamento do próprio retalhista ou de uma agência local, é o principal método de subcontratação. Outras opções incluem o CMT e os importadores. A maioria dos retalhistas utiliza uma diversidade de diferentes canais, dependendo do nível de qualificação e do volume. 6. Países de aprovisionamento Antes de escolher os países de origem apenas com base no custo, é também necessário examinar os outros critérios. Estes incluem rapidez de entrega, fiabilidade de entrega, quantidades mínimas de encomenda, dimensão e flexibilidade da capacidade de produção, qualidade do produto, condições sociais de produção, preço de compra, direitos alfandegários, logística de entrada, design do produto e competências técnicas. A base de fornecimento também precisa ser bem gerida, para obter os melhores benefícios. 7. Gabinetes de aprovisionamento no exterior Ao longo dos anos, os retalhistas levaram mais responsabilidades para os gabinetes externos de aprovisionamento, estimulados pelos custos e competências dos funcionários dessas localizações. Embora os retalhistas tenham agora mais capacidade (na concepção do produto, desenvolvimento técnico e tendências) próxima de onde o produto é fabricado, eles ainda precisam de manter o controlo sobre o produto final. 8. Selecção e optimização dos canais É importante questionar se o canal escolhido está de acordo com a estratégia da cadeia de aprovisionamento. Quais são as vantagens e desvantagens da subcontratação através de um canal específico, como um agente? Que conhecimentos e capacidades são necessárias para criar um serviço de subcontratação no exterior? Será que os sistemas vão estar integrados? 9. Carteira de fornecedores equilibrada Onde se incluem parceiros estratégicos que trabalham em colaboração com a marca ou o retalhista; fornecedores principais, que podem trabalhar apenas em determinados grupos de produtos; e fornecedores adicionais, que são muitas vezes um recurso ou um novo fornecedor. Mas todos têm um papel importante a desempenhar. Os retalhistas devem avaliar constantemente as suas carteiras de fornecedores. As perguntas a colocar incluem: Tenho o número e a dimensão de fornecedores adequado ao meu volume de negócios? Tenho demasiados pequenos fornecedores ou os meus “ovos estão todos no mesmo cesto”? Existem pontos a descoberto dentro da minha base de fornecimento? 10. Estratégia de aprovisionamento na prática Os fundamentos de uma estratégia de aprovisionamento devem encaixar na estratégia geral da empresa, no posicionamento da marca e nos objectivos futuros. Entre as questões a colocar, incluem-se: Quais são as regiões/países certos de aprovisionamento a partir de agora e daqui a cinco anos? Quais são as nossas metas financeiras? Que processos afectam o nosso desempenho financeiro? Qual é o nosso “lead time” alvo desde a concepção até à prateleira? Como integrar o desenvolvimento de produto e o aprovisionamento? Temos o número certo de pessoas e as competências necessárias ao nosso negócio de aprovisionamento? Está a organização pronta para transferir operações para o exterior?