10 anos de ATP

A ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal festejou 10 anos de uma fusão que marcou a história recente do sector têxtil e vestuário português. No passado dia 1 de julho, os protagonistas da união entre a APIM – Associação Portuguesa das Indústrias de Malha e de Confecção e a APT – Associação Portuguesa dos Têxteis e Vestuário reuniram-se na sede da associação, em Vila Nova de Famalicão, para uma comemoração onde foram lembrados alguns dos momentos marcantes desta década de existência. «Decorrida uma década, impõe-se a celebração da efeméride, por ser, sobretudo exemplar, no sector e para outros sectores. Ganhou-se dimensão, massa crítica e economias de escala, enquanto organização, o que permitiu estabelecer e estabilizar uma estratégia coerente e consistente para a fileira têxtil e vestuário, reforçar a importância do Sector e estruturar uma só voz junto das instâncias do Poder, no país e no exterior, dos “media” e da sociedade, implementando uma mudança profunda na sua imagem pública, hoje claramente mais valorizada», tinha já referido Paulo Vaz, diretor-geral da ATP, na sua coluna publicada na edição de abril do Jornal Têxtil. Durante a celebração, Fernando Barroso, ex-Presidente da APIM, e José Alexandre de Oliveira, ex-Presidente da ANITAF (Associação dos Industriais Têxteis Algodoeiros e Fibras, que com a APET – Associação Portuguesa dos Exportadores Têxteis, deram origem à APT), focaram o seu discurso nas várias fases do movimento associativo, nas personalidades que mais se destacaram neste movimento e nas associações que precederam a ATP. Ambos salientaram que «a ATP acabou por ser muito mais do que a soma das partes, tornando-se a principal associação do sector com o valor que o mesmo representa em termos nacionais». Já Paulo Nunes de Almeida, primeiro presidente da ATP, lembrou o percurso da associação nos primeiros cinco anos de vida, um período conturbado marcado pela liberalização do comércio internacional, «em que a ATP, juntamente com as associações têxteis americana e turca lideraram a iniciativa GAFTT (Global Alliance For Fair Textile Trade), acabando por forçar a União Europeia a negociar um acordo com a China, sujeitando um grupo de produtos têxteis de origem chinesa ao sistema de quotas por um determinado período temporal». O atual presidente da ATP, João Costa, recentemente reeleito para mais um mandato (ver ATP aposta na continuidade), reforçou no seu discurso a importância do sector – já mencionada na intervenção anterior de Armindo Costa, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão –, assim como o crescimento registado, sobretudo em termos das exportações, referindo ainda o importante papel que organizações como a Associação Selectiva Moda «têm vindo a desempenhar na promoção da internacionalização deste sector». Criada em julho de 2003, a ATP representa atualmente 512 empresas, responsáveis por cerca de 35 mil postos de trabalho e quase três mil milhões de euros de faturação, dos quais dois terços são destinados aos mercados de exportação.